Review | Dexter 6×10: “Ricochet Rabbit”

  Leandro de Barros  |    quarta-feira, 07 de dezembro de 2011

Depois de muito tempo, Dexter vai finalmente atrás do seu maior inimigo nessa temporada: a falta de épica habilidade de surpreender de outrora.

Após a surpreendente revelação do último episódio, que não surpreendeu ninguém, Dexter finalmente vai atrás do seu verdadeiro inimigo nessa temporada: a falta de épica habilidade de surpreender de outrora.

Eu comecei a assistir Dexter de maneira pouco usual: eu tinha de ir dormir cedo por causa do meu trabalho e, na época, as 3 primeiras temporadas da série estavam passando na televisão direto. Um episódio por dia, em ordem cronológica, bem na hora em que eu ia dormir. No começo era apenas alguma coisa pra assistir antes de dormir, mas logo se tornou algo que eu pensava durante o dia: “Caramba, o que vai acontecer hoje?“.

A segunda temporada da série me fisgou de jeito e a quarta me deixou de boca aberta. Até hoje eu considero a quarta temporada da série como uma das melhores temporadas de qualquer série que já vi. Todas as melhores temporadas de Dexter que eu vi tinham algo em comum: me surpreendiam de maneira positiva.

Infelizmente nós já estamos no 10º episódio da sexta temporada e temos de olhar para trás e perguntar ‘Essa temporada foi boa como um conjunto?’. Bem, não está sendo como as melhores de antes, mas também não está sendo horrível.

O principal defeito já ficou evidente no último episódio e voltou a aparecer nesse: a falta da capacidade de surpreender. Eu continuo achando que a série apresenta um bom drama, conflitos e desenvolvimentos interessantes com os personagens.  Desde a fase do Dexter (Michael C. Hall) procurando por uma resposta ao seu Dark Passenger, toda a influência do Brother Sam (Mos Def), Debra (Jennifer Carpenter) reconstruindo sua psíque, Baptista (David Zayas) lidando com as perdas da vida e até o caso do delirante Travis (Colin Hanks) são interessantes, mas não são empolgantes. Você coloca essa temporada com alguns episódios como os do Trinity e a temporada fica sensacional. Mas enfim, vamos falar de Ricochet Rabbit que eu já me desviei demais do episódio.

Como nós vimos no episódio anterior, Dexter descobre que Professor Gellar(Edward James Olmos) morreu e que era tudo alucinação de Travis. Ele fica preso no porão da Igreja, testemunha uma discussão de Travis com Gellar e consegue escapar, mas não sem antes espalhar digitais de Gellar por toda a Igreja.

Na review anterior eu comentei que via apenas dois caminhos para Dexter agora: ou ele achava que o Dark Passenger de ninguém poderia ser removido ou ele passava a acreditar que só o Dark Passenger de algumas pessoas poderia sumir. Ele escolhe o segundo caminho, com uma variante: passou a assumir a culpa por o que Travis faz após sair da Igreja. O serial killer fica desesperado por caçar Travis, que acaba matando a “meretriz” que deixou escapar antes, com a ajuda de dois novos discípulos.

Dexter falha na sua missão de derrotar Travis e agora resta ver como ele vai reagir ao fato de não ser capaz de lidar com algumas coisas. Como Louis disse: “Ele nunca fez um erro”.

Cada dia que passa, cada episódio, cada cena, eu tenho mais a certeza de uma coisa: Debra vai descobrir quem é o Dexter. Claro, a declaração do presidente do Showtime ajuda, mas as coisas ficaram mais óbvias nesse episódio. Realmente, Debra x Dexter na final season. Game on!

O jogo de Louis ainda vai dar merda, com certeza. Não sei se nessa temporada, mas talvez na próxima, com o estagiário criando cenas do game com suas vítimas, MWAHAHAHA… brincadeira, os gamers não precisam disso nos dias de hoje.

Vamos ver o que o próximo episódio nos aguarda. O que acontecerá com Baptista?

Episódios anteriores:


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