Review | Chuck – Series Finale

  Leandro de Barros  |    segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Depois de cinco anos, a história do nerd que vira herói e conquista a garota chega ao seu fim...

Depois de 5 longos anos de lutas, campanhas contra o cancelamento, risos, espionagem e Buy More, Chuck chega ao fim. Spoilers abaixo…

Chuck e Sarah - Series Finale

Sabe quando alguém morre e, de repente, vira um ser dotado da mais suprema perfeição, se é que essas escolha de palavras faz sentido? Então, acredito que é o que vai acontecer com Chuck. As viúvas e os amigos do falecido vão começar a relevar as pequenas brigas e desentendimentos com a série, a temporada vacilante vai ficar pra lá afinal, já acabou mesmo. O final satisfatório vai apagar os deslizes e Chuck vai envelhecer bem. Provavelmente vai pegar status de cult daqui uns anos.

Ah, sim, eu considero o final “satisfatório”. Não sei exatamente qual a posição de “satisfatório” na minha escala avaliativa, mas significa que eu gostei. Não tem muito o que dizer, a série terminou da maneira que era pra terminar. Não dava pra apelar pra um final super-triste, porque a série é uma comédia, então os criadores levaram o finale até o limite do que é aceitável em termos de drama.

If you ever want to save the world again, you know where I am” – General Beckman

Acima de tudo, o finale de Chuck foi um presente para os fãs. Desde a sua primeira temporada que a série combate o fantasma do cancelamento e desde a sua primeira temporada que a série é salva pelos seus fãs. Seja fazendo campanha na internet, seja comprando no Subway, os fãs sempre estiveram engajados para manter a série no ar. Pelo menos nos EUA, claro, que era onde dava pra fazer alguma coisa. Esses episódios finais tiveram tudo que a série apresentou desde o início. Com seus erros e defeitos.

Todo o drama de Sarah (Yvonne Strahovski) perdendo a memória e não estando junto de Chuck (Zachary Levi)  relembrou o drama das primeiras temporadas, o próprio Chuck deixou um pouco de ser o espião que estava sendo e voltou a ser o mané do começo e até  Casey (Adam Baldwin) bancou o velho durão de antes. Ainda que muita gente tenha achado que os episódios finais jogaram no lixo anos de desenvolvimento, eu acho que foi o contrário que aconteceu. Os episódios finais evidenciaram os anos de desenvolvimento dos personagens.

“A cloak of invisibility. Yes! You’re a wizard, Harry” – Morgan

O último episódio, Chuck versus The Goodbye, é quase uma releitura do piloto da série. Os criadores disseram que isso foi feito com o intuito de evidenciar o ciclo que termina ali, e vários, vários elementos que apareceram no piloto, voltaram à toda no finale. Chuck e Sarah separados? Confere. Chuck tentando conquistar Sarah? Confere. Sarah fazendo a mesma sequência de ação que Bryce? Confere. Restaurante mexicano? Confere. Mesma música no restaurante mexicano? Confere. Cena da praia? Confere. Bomba em um lugar público com uma delegação estrangeira envolvida? Confere. Wienerlicious? Confere. Bomba sendo parada pelo vírus da Irene Demova? Confere. Preciso continuar? Não.

Chuck sempre foi uma série que soube misturar os bons momentos de comédia com cenas dramáticas e montagens visuais ao som de alguma boa banda. Os dois episódios finais tiveram tudo isso, e vou citar algumas das minhas cenas favoritas. Nunca fui muito fã de Jeffster, pra mim foi uma piada que perdeu o controle, mas mandaram muito bem no último episódio. Ellie (Sarah Lancaster) batendo o carro com Sarah foi Awesome (com o perdão do trocadilho) e a sequência de ação final foi boa também. Ah, não dá pra não comentar o primeiro tiro com uma arma de fogo de Chuck. O herói nunca atira mas, quando o faz, derruba um helicóptero.

“I’m a Casey, I don’t run. I stalk my prey” – John Casey

A quinta temporada de Chuck pode não ter sido exatamente a melhor das temporadas. E não foi mesmo. Ela começou bem vacilante e, apesar da história do Morgan (Joshua Gomez) Intersect ter sido necessária para criar as condições do drama final da série, foram momentos torturantes de se assistir. Passando por alguns episódios bem razoáveis, nós finalmente chegamos ao fim com um bom nível.

Por fim, vamos falar do destino dos personagens. Morgan e Alex foram morar juntos, o que é bem impressionante pro jovem salva-vidas de aquário. Sério, lembram do Morgan do piloto? Correndo atrás da Ellie e tudo mais? Que mudança. A propósito, sabiam que o Awesome era pra ter sido um espião maligno? Pois é, os criadores da série tinham idealizado o cunhado de Chuck como um vilão. Provavelmente a idéia era realmente transformar Morgan no cunhado de Chuck no fim da série, mas a performance de Ryan McPartlin foi o suficiente pro personagem ganhar uma base de fãs e mudar seu destino cruel.

This is real? You really love me?” – Sarah Walker

Falando nos dois, Ellie e Awesome vão para Chicago trabalhar em hospital de lá. Gostei da mudança dos dois, embora eu tenha achado que foi apenas para justificar o “fim do ciclo” que os roteiristas pregaram. Os dois personagens ficaram muito deslocados nessa temporada final, pois não teriam tempo pra trabalhar com a provável história de ter uma filha e tudo mais. Como não dava pra perder tempo com uma side-story, eles acabaram negligenciados e despachados para longe. Triste.

Casey resolveu ir atrás de Gertrudes. Desde o início, Casey foi um dos meus personagens favoritos justamente por ser o mais diferente de todos. Jeff (Scott Krinsky) e Lester (Vik Sahay) foram pra Alemanha virar estrelas, o que é estranho já que eles estavam em Burbank, em Los Angeles, normalmente onde as pessoas vão para virar estrelas. Eles nunca foram normais mesmo.

I took down The Ring, Fulcrum…I’m a very impressive spy for hire” – Chuck Bartowski

E finalmente chegamos à Chuck e Sarah e a cena da praia. Eu já comentei que achei a idéia dela perdendo a memória sensacional? Achei mesmo. E, bom, a idéia de deixarem o final aberto, sem o espectador saber se o tal beijo funcionou ou não foi boa. Sabem por quê? Porque não faz diferença. Para Sarah querer ser beijada, é sinal de que ela deu abertura para que Chuck conquiste-a novamente. Com ou sem memórias, o final foi feliz. Damn, eu estou falando de romance? Sério? :P

O que você achou do final de Chuck? Chorou? Se chorou, pode dizer, ninguém vai te julgar. Eu, pessoalmente, posso dizer que gostei muito de toda a jornada de 5 anos.

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