DC anuncia “universo” de produções e brinquedos destinada a jovens meninas

No começo do ano, uma menina de 11 anos escreveu uma carta nos EUA para a DC Comics. Na carta, a garota reclamava da pouca atenção que a editora dava para heroínas, tanto nos seus filmes, nos seriados, desenhos, brinquedos e até mesmo nos quadrinhos.

Pouco depois, a DC transformou essa menina numa super-heroína e prometeu que teria novidades para fortalecer a imagem das suas personagens femininas e fomentar um público de leitoras de quadrinhos.

Provando que não estava de papo furado, a DC Entertainment anuncia o “DC Super Hero Girls“, um “universo DC” próprio construído inteiramente ao redor das suas heroínas e vilãs.

[quote]”A DC é a casa das mais icônicas e conhecidas super-heroínas, incluindo a Mulher-Maravilha, Supergirl e a Batgirl. DC Super Hero Girls representa a personificação da nossa estratégia de longo termo para angariar poder das nossas tão diversas personagens femininas. Eu estou muito feliz que podemos oferecer modelos fortes e relacionáveis de uma maneira tão única, apenas para garotas”, disse Diane Nelson, a presidente da DC Entertainment[/quote]

DC Super Hero GirlsO público alvo dessa iniciativa da DC são garotas entre os 6 e 12 anos, já que a empresa pretende explorar os anos de formação de personagens como a Mulher-Maravilha, Supergirl, Batgirl, Arlequina, Bumblebee, Hera Venenosa e a Katana. Cada uma dessas personagens terá suas histórias próprias, que serão contadas em livros, filmes, especiais de TV e conteúdo digital.

Além disso, o DC Super Hero Girls vai virar brinquedos também. Uma linha compelta de action figures dessas personagens citadas foi anunciada pela DC Entertainment em parceria com a Mattel. O tema das action figures será força e heroísmo.

A iniciativa é ótima, claro. Porém… sempre tem um porém, né? O porém dessa vez é que a criação de um universo próprio da DC apenas para explorar personagens femininas e angariar leitoras/fãs do mesmo gênero apenas denota como as mulheres são alienadas das ações “principais” da DC.

Ou seja, se nós precisamos de um universo só para as meninas, é porque o outro já está dominado pelos meninos. Sim, eu sei que isso está mudando devagar, mas é um retrato do estado dos quadrinhos de super-heróis nos EUA: uma ação para criar um ambiente seguro para que garotas possam ler quadrinhos e, no futuro, constituírem um público maior e bem estruturado.

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