Sofazão Musical | Os melhores Álbuns de 2012

Matheus Pessôa

  sábado, 22 de dezembro de 2012

Sofazão Musical | Os melhores Álbuns de 2012

Confira a opinião de Matheus Pessôa e Luiz Guilherme sobre o que de mais interessante rolou no mundo da música nesse ano de 2012!

Olá pessoal! Essa semana resolvi mudar um pouco de ares e dar algumas dicas sobre música para vocês todos na Sofazão; E como meu conhecimento não é vasto nessa área, pelo menos não dos Melhores Discos De 2012 (porque eu só comecei a comprar alguns agora no fim do ano >p) essa lista aí de baixo é de um amigo meu, o caro Luiz Guilherme Prates, que a colocou em seu blog, Brincando de Listar. Ele concordou em dividir a sua opinião e a sua lista de melhores do ano conosco aqui no Supernovo. A Sofazão hoje é por conta dele. Curte aí!

O melhor de 2012, por Luiz Guilherme Prates

Bruce+Springsteen+2012+Light+Day+Concert+Series+v3e1HO08nMyl

Uma coisa é inegável: o ano de 2012 foi espetacular no quesito lançamentos.

Teve de tudo: novos artistas, retorno de antigas bandas, bandas que não gravavam há tempos, estreia de carreiras solos… E muita qualidade rolando!

Fiz uma lista, uma pequena lista de 10 melhores discos do ano. Incrementei: melhor retorno, melhor estreia, melhor disco ao vivo, disco surpreendente e uma listinha de “bateu na trave”, trazendo outros discos ótimos que não entraram por falta de espaço. Comento pouco sobre cada disco, apenas apresento. Mas garanto que você pode procurar todos que é diversão na certa.

Chega de papo, segue a lista:

Melhores discos:

Bruce Springsteen – Wrecking Ball – Como de se esperar, o Boss gravou um disco de primeira. Sempre com letras inteligentes, politizadas e sagazes. O que se ouve aqui não é nenhuma novidade em relação àquilo que o cara sempre fez: rock adulto e honesto. Imperdível! De lambuja, ano que vem ele fará o show mais aguardado do Rock in Rio. Em suas recentes turnês, Springsteen tocou esse discão na íntegra, tomara que repita a dose no Brasil.

ZZ Top – La Futura – Assim como Bruce Springsteen, o ZZ Top não apresenta uma grande novidade em sua carreira, mas apresenta um disco impecável! Valeu a pena esperar: este é o melhor trabalho do espetacular trio texano desde Degüelo! Pesado na medida, os barbudos mais queridos do rock fazem um “som de responsa” pra marmanjo nenhum botar defeito.

Bonnie Raitt – Slipstream – Muito difícil ela gravar algo ruim, mas fazia muito tempo que a rainha da guitarra slide não gravava algo realmente fantástico como esse disco. Tristeza e euforia na combinação perfeita! Disco para ouvir de cabo a rabo inúmeras vezes.

Dr. John – Locked Down – O mais significativo representante vivo do som de New Orleans gravou um disco de babar! Locked Down é simplesmente perfeito, trazendo a tona todo som do piano de Dr. John bem talhado pelas ruas de New Orleans. De clima único, não existe nenhum disco nessa pegada em 2012.

Jack White – Blunderbuss – Quem me conhece sabe: nunca gostei do trabalho de Jack White. Na verdade, nunca suportei o trabalho dele. Mas sua estreia solo me fez dar o braço a torcer: ele atingiu o ponto alto de sua carreira. Se livrar de “fantasmas” do passado e não se acomodar numa confortável posição de ídolo inddie o tornou um grande músico. Pena que ele ainda não sabe cantar… Isso não tira o brilho desse disco.

Ninety Milles Project – Ninety Milles – ROUBEI! Assumo! Essa obra-prima do latin jazz foi gravada em 2011, mas só chegou ao Brasil em 2012… Gravado em Cuba com músicos estadunidenses e cubanos, o disco não é anda menos que perfeito. A mistura de ritmos e backgrounds dos envolvidos torna a coisa impecável: dançante e sensual como um bom jazz latino deve ser. Os caras ainda pintaram por aqui esse ano o BMW Jazz Festival, mas a divulgação foi menor que nada. Uma pena… Por nenhuma força nesse mundo deixe de ouvir essa pérola.

Neil Young & Crazy Horse– Psychedelic Pill – Quando ouvi algumas faixas do disco (lançado em vinil triplo) desse álbum, imaginei: tenho um top five. Neil Young mostrou como fazer música relevante em tempos de músicas descartáveis, ainda lançou outro disco em 2012 (o espetacular Americana, que não entrou por pouco na lista) e uma aurobiografia. Pra um cara com uma enorme e duradoura carreira de mais de 40 anos e que não precisa mais provar nada, nada mal, hein? Se puder, ouça em vinil.

Mark Knopfler – Privateering – Mark Knopfler introspectivo, sereno e bluseiro em irretocável disco duplo. Só isso.

Lynyrd Skynyrd – Last of a Dying Breed – A maior banda do southern rock me surpreendeu. Não que eles não tenham discos espetaculares na carreira, mas não achei que gravariam algo tão preciso. Melhor que o anterior (o bom God & Guns), esse registro vem pra consolidar de vez a nova geração da banda, viva e energética. O que se encontra aqui? A receita de sempre: guitarras velozes e dobradas, piano booggie, solos cortantes e refrões energéticos. Tem coisas que é melhor não mexer.

Cody Chesnutt – Landing On A Hundred – O último disco que ouvi da lista. Ainda bem que ouvi antes de fechar!! Dono de uma voz digna dos bons tempos da Motown ou da Staxx, Cody Chesnutt, Michael Kiwanuka e Gary Clark Jr. serão os principais responsáveis pela revitalização da black music norte-americana. Top 10 pra ele!

Melhor retorno:

Public Enemy – The Evil Empire of Everything – Os fãs de Van Halen que me perdoem, mas o retorno do Public Enemy é animal! O maior grupo de rap da história vem pra (outra vez) tacar fogo no insosso cenário do hip hop norte americano. Discursos pesados, cortantes, fortes emoldurados em batidas precisas e perfeitas. Como se essa metralhadora sônica não bastasse, os caras trazem boas influências de soul e rock. Só não coloquei esse disco nos melhores do ano pra poder abrir espaço pra mais um…

Melhor estreia:

Michael Kiwanuka – Home Again – Tinha tudo pro Alabama Shakes levar essa. Ainda mais porque quase não ouvi o disco desse soulman inglês de origem ugandense quando o hipe em cima dele cresceu, comparando-o a Otis Redding e Curtis Lee Mayfield. Mas depois que ouvi a voz potente e doce de Kiwanuka, não tive dúvidas: é a estreia do ano!

Melhor disco ao vivo:

Tedeschi Trucks Band – Everbody’s Talkin’ – Não teve pra ninguém. A banda que mistura funk, blues, rock, soul, gospel, country e R&B gravou um discão ao vivo. Como o palco é o habitat natural deles, o que se ouve aqui é música da melhor qualidade, com técnica, feeling e pegadas perfeitas. Susan Tedeschi se reafirma como uma das grandes cantoras da atualidade e uma guitarrista sem medo de descer à mão, ao passo que Derek Trucks se mostra como um dos maiores guitarristas da nova geração. Obrigatório.

Destaque também para o Live From New York Beacon Theatre, do Joe Bonamassa.

Disco surpreendente:

Kiss – Monster – Acreditei que Sonic Boom tinha sido o “canto do cisne” do Kiss, mas Monster veio pra me fazer queimar a língua. Ainda melhor que o anterior, o que se ouve aqui é rock em sua forma mais primordial: sacanagem + distorção. O disco não traz nenhuma balada e ainda confirma aquilo que o anterior propunha: essa é a melhor formação da história do Kiss. O melhor disco deles desdeRevenge.

“Bateu na trave”:

Bob Dylan – Tempest

Bettye LaVette – Thankful N’ Thoughtful

Neil Young – Americana

Black Country Communion – Afterglow

Patti Smith – Banga

Texas Hippie Coalition – Pacemaker

Hellyeah – Band of Brothers

Alabama Shakes – Boys & Girls

Gary Clark Jr. – Black and Blu

Orange Goblin – A Eulogy for the Damned

Caramba! Deu trabalho!

Vou me arrepender de alguns, vou descobrir outros que não ouvi no ano e achar espetacular, vou enjoar de mais outros… Mas tentei equilibrar a lista para todos os discos e estilos que ouvi (alguns eu deveria ter ouvido de novo antes de fechar o post, mas também não rolou tempo…).

Opa

Opa, opa, opa, parando por aí. A partir daqui é o Matheus de novo! Ó, eu gostaria também de adicionar dois discos nessa lista, pelo menos do ‘Bateu Na Trave’, e acho que vocês concordarão comigo: AC/DC LIVE AT RIVER PLATE Grrr!, dos Rolling Stones, que foram muito bem falados aqui nesses últimos meses.

De qualquer forma, 2012 foi um ano como poucos para a música e uma bifa na cara de quem acha que a “música de atualmente é uma bosta”!

Ouviu todos? Nenhum? Concorda? Discorda? Mande comentários!

As opiniões e responsabilidades são dele e o texto, originalmente publicado no blog Brincando de listar, foi reproduzido integralmente aqui com total permissão do autor.


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