Segundo dia do Lollapalooza- The Black Keys, QOTSA e Franz são destaques

Matheus Pessôa

  domingo, 31 de março de 2013

Segundo dia do Lollapalooza- The Black Keys, QOTSA e Franz são destaques

O segundo dia supera muito o primeiro em qualidade musical, contando com diversas atrações excelentes, como The Black Keys, Queens Of The Stone Age, Franz Ferdinand e Alabama Shales

The Black Keys, Queens of the Stone Age e Franz Ferdinand tomaram conta deste segundo do festival Lollapalooza, que aconteceu em São Paulo. Enquanto o Queens tocava um som forte e de rock clássico, o Franz Ferdinand encantava o público com seu rock dançante e o The Black Keys fazia um verdadeiro culto ao blues e ao rock.

Também fizeram boas apresentações Two Door Cinema Club, Gary Clark Jr. e claro, o Alabama Shakes, em sua primeira passagem pelo Brasil, mas mesmo assim atraindo uma multidão de fãs que com certeza ouviram Boys and Girls ou ao menos foram conferir se a fama tão grande causada pelo álbum é verdadeira.

 Gary Clark Jr. e Two Door Cinema Club

Gary Clark Jr. abriu muito bem a tarde de apresentações com seu show repleto de solos de guitarra magníficos com tons perceptíveis de jazz, blues e country music. A cada música, Gary ia conquistando mais e mais o público que o aplaudia veementemente, a cada riff e a cada canção tocada. Os fãs só comemoraram: era o primeiro de muitos shows excelentes que viriam a seguir. Foi injusta, no entanto, a escolha para que Gary Clark Jr. tocasse no palco alternativo, já que seu som é de primeira qualidade e merecia estar num dos palcos principais do Jockey Club.

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Two Door Cinema Club veio pela primeira vez ao Brasil

O Two Doors Cinema Club veio ao Lollapalooza depois de ter feito um show na noite anterior ao dia do festival, no Rio de Janeiro. E apesar do curto espaço de tempo entre um show e outro, os integrantes se mostraram bastante animados e fizeram uma empolgante performance no palco Cidade Jardim, tocando vários hits famosos e de seu álbum mais recente, Beacon. Ainda é uma banda em ascensão, mas nota-se a qualidade musical num estilo pop rock acelerado e bem interessante.

Franz Ferdinand e Alabama Shakes animam

Foi um tanto sacana a decisão de colocar essas duas bandas no mesmo horário na programação do festival. Por um lado, temos a promessa de um show bastante animado, extrovertido, repleto de hits do consagrado Franz Ferdinand e do outro temos a sensação do momento tocando pela primeira vez no Brasil, o Alabama Shakes. Foi possível notar a diferença tanto presencial quanto de interação dos dois públicos.

O Franz Ferdinand lotou o palco Butantã em sua sexta passagem pelo Brasil repetindo a mesma fórmula magnífica que deu e vem dando tanto sucesso à banda. Desta vez, o grupo liderado por Alex Kapranos decidiu fazer uma mescla entre as músicas mais conhecidas e que se tornaram hits de seus trabalhos anteriores (como Ulysses, Walk Away, This Fffire Take Me Out) com as músicas novas, que estarão presentes no novo álbum que será lançado esse ano, provavelmente intitulado Right Action, se levarmos em consideração o grande pôster que estava no palco.

Mesclando hits e novas canções, banda faz o público dançar

Mesclando hits e novas canções, banda consegue fazer o público dançar

Bullet, Evil Eye, Trees&Animals, Fresh Strawberries, Stand On The Horizon, The Blackpool Illuminati, Goodbye Lovers & Friends são as novas composições. Um show excelente que conseguiu envolver todo o público, como o Franz gosta e soube fazer muito bem durante a 1h20 de apresentação. Durante esse tempo, a banda também teve que superar alguns problemas técnicos no som.

Enquanto o Franz levantava o ânimo dos fãs, o Alabama Shakes entretia seu público mais seriamente, com os vocais únicos e notáveis de Britanny Howard, no palco Alternativo. Tocando as músicas de seu único álbum (Boys and Girls),   a banda não conseguiu surpreender muito o público, já que não havia nada de novo na apresentação.

O show foi interessante mesmo por causa da ocasião: por ser a primeira vez deles no Brasil e porque muitos curiosos queriam saber se a fama do grupo de ser uma das grandes bandas gerada nesses dois últimos anos é verdadeira. E terminou com uma resposta positiva, já que o Alabama não inventou, apenas fez aquilo que sabe fazer melhor: explorar os vocais de Britanny Howard ao máximo e dar um ritmo cadenciado às suas composições. Hang Loose, HeartbreakerBe MineI Found YouI Ain’t the SameOn Your WayGospel Song com a inédita Always Alright são algumas que formaram a setlist.

Queens of the Stone Age e The Black Keys destroem

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O QOTSA foi a última banda a subir no palco Cidade Jardim antes dos headliners The Black Keys entrarem em cena. O som pesado com uma setlist repleta de hits de seus quatro álbuns já lançados fizeram a alegria de todos os fãs, que cantavam, alucinados, os refrões e até os riffs de guitarra, como aconteceu em No One Knows Burn The Switch.

A banda optou por escolher uma setlist consagrada, ao invés de colocar múltiplas músicas de seu novo álbum, que vai ser lançado esse ano. A única inédita foi My God Is The Sun, que relembra um pouco a época mais antiga do grupo. Foi uma excelente apresentação de aproximadamente uma hora de duração só com as músicas consagradas da banda e que agradou muito ao público. O próximo álbum do QOTSA será lançado ainda este ano e conta com várias participações especiais, como a de Elton John e Alex Turner (Arctic Monkeys), além de Dave Grohl (Fool Fighters).

Um show bem pesado, bem ao estilo do Queens que agradou muito ao público que ficava mais e mais ansioso pelo início da apresentação do The Black Keys.

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The Black Keys, com de blues regado a solos de guitarra encanta o público com hits e antigas

The Black Keys nunca tinha vindo ao Brasil, em seus 10 anos de carreira. Até alguns anos atrás, o nome Black Keys pouco era conhecido tanto pelo público nacional quanto internacional. Mas, depois do estrondoso sucesso de hits como Tighten Up e de álbuns como ‘El Camino’, vencedor de múltiplos Grammys, a história mudou para o duo formado por Dan Auerbach e Patrick Carney.

Mas ontem, no Jockey Club, parecia que a banda e os seus espectadores brasileiros se conheciam há tempos. Tocando uma setlist repleta de seus sucessos recentes, do álbum El Camino (2012), a banda fez a alegria dos 55 mil que lá estiveram presentes para prestigiar o que foi o maior show da noite.

O Black Keys já começou deixando o público delirando com seus primeiros acordes de Howlin’ For You Next Girl, do álbum Brothers (2010) e a partir daí, não foi necessário fazer muitas loucuras para deixar o público extasiado. Essa sequência inicial com aliada a Run Right Back e a antiga Same Old Thing animaram todos os presentes no Jockey Club.

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 A banda conseguiu juntar seus hits e suas músicas mais antigas (e ótimas) numa setlist bem clara e que é a da turnê que a banda vem fazendo. Os riffs de guitarra impecáveis, empolgantes e ensurdecedores de Dan Auerbach com a sua voz afinada e com a bateria alucinante de Patrick Carney fizeram com que fosse um dos melhores shows do dia. A sonoridade de blues que o grupo já veio fazendo desde o início da carreira e que conseguiu colocar em sua apresentação foi de arrepiar. Gold On The Ceiling, Tighten Up, Dead and Gone Little Black Submarines (entre outras) foram os destaques; o show foi finalizado de modo apoteótico com a canção I Got Mine.

A primeira vez do Black Keys no Brasil, que deixa os fãs sedentos por um retorno- e que aconteça o mais rápido possível.


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