Tony Daniel vai desenhar Justice League por duas edições e Catwoman arranja nova roteirista

  Leandro de Barros  |    sexta-feira, 06 de julho de 2012

Tony Daniel vai desenhar o arco da Liga da Justiça que trará de volta a vilã Mulher-Leopardo, enquanto Ann Nocenti assume os roteiros de Catwoman

Em setembro, a DC vai promover um mês especial nas suas revistas mensais. Ao invés de publicar as edições #13 das suas revistas, a DC vai publicar as edições #0, contando a nova origem dos seus personagens.

E com esse mês especial, mudanças virão em algumas equipes técnicas da editora. Por exemplo, Tony Daniel, que escreve e desenha Detective Comics, vai deixar o título após Detective Comics #0. Embora ainda não tenha sido divulgado qual será o próximo grande projeto do artista, o próprio Daniel confirmou que vai desenhar duas edições da revista mensal da Liga da Justiça, começando com Justice League #13, em outubro.

Eu estou animado e honrado em trabalhar de novo com Geoff Johns nesse arco da Liga da Justiça. Vai ser bem divertido e eu mal posso esperar para trabalhar nos meus personagens favoritos“, disse Daniel ao The Source.

Em Justice League #13, uma das vilãs mais icônicas do Universo DC estará de volta: A Mulher-Leopardo (Cheetah, no original). De acordo com Geoff Johns, a idéia é trazer a Mulher-Leopardo de volta ao mainstream do Universo DC e preparar o terreno para a Guerra da Trindade no ano que vem.

Enquanto Setembro vê a despedida de Tony Daniel de Detective Comics, o mês do início da primavera vê também o início do trabalho da escritora Ann Nocenti (que trabalhava na revista do Arqueiro Verde) na revista da Mulher-Gato.

Ann vai assumir o papel de roteirista do título em Catwoman #0 (aquela com a capa ~polêmica~) e comentou em entrevista ao CBR qual a sua visão da personagem:

Eu acho que o heroímo em vilões é acidental e eles evitam, mas acontece. Eu gosto de continuidade, então eu vou manter a Mulher-Gato que foi estabelecida em Os Novos 52. As outras coisas que vão começar a surgir, sim, serão mais sombrias. Ela é mais vilã do que heroína para mim, porque ela é egoísta. Ela é motivada pela necessidade de ter coisas, de querer coisas. É uma compulsão, ela tem que ter. E se ela fizer algo heróico pelo caminho, é um acidente“, disse Nocenti.

Outra coisa comentada pela roteirista foi a exploração do corpo de Selina Kyle nas revistas da Mulher-Gato, assunto que (indiretamente) já rendeu uma reportagem da Fox News.

“Com a Mulher-Gato, eu acho, que são duas pessoas diferentes que estão tentando alcançar duas coisas diferentes. Eu acho que ela ganha muito mais sexualidade quando ela coloca o uniforme. Quer dizer, é um uniforme de gata! É um uniforme de couro, apertadinho, que você precisa se contorcer para entrar e só tem um zipper! Se você ou eu colocar uma dessas roupas, vamos ficar um pouquinho diferentes do que se estivéssemos por aí de pijama. Eu acho que, de uma certa maneira, é uma proteção e ela se move diferente assim que ela coloca o uniforme. É intencional porque ela precisa ser ‘A Mulher-Gato’ quando ela está vestida como a Mulher-Gato. Ela precisa ser ligeira e entrar nos lugares, roubar alguma coisa e ir pra casa. É um gênero e nesse gênero as pessoas usam esse tipo de roupas e tem corpos lindos, então eu acho que é um pouco hipócrita dizer que esse tipo de coisa é exagerado – é do gênero“, disse a roteirista.

Ann Nocenti assume a revista da Mulher-Gato em Catwoman #0. Judd Winick, antigo escritor de Catwoman, vai assumir a revista do Arqueiro Verde.


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