Sofazão | Death Note

Matheus Pessôa

  sábado, 02 de fevereiro de 2013

Sofazão | Death Note

O Supernovo analisa um dos melhores animes da última década, que conta a história de um 'simples' caderno que pode mudar a vida das pessoas

Bom dia, boa tarde, BOA NOITE, caros leitores supernovísticos! O Sofazão acaba de voltar das longas, prósperas, amáveis, digníssimas e incríveis férias, e esse ano promete trazer muito mais indicações a você, caro internauta. Esse ano, haverá uma maior variabilidade de assuntos a serem tratados por essas terras de couro (entendeu? Sofazão, couro…). Ano passado falamos geralmente de filmes maneiros de se assistir, e esse ano também haverá filmes, mas como eu disse, com algumas variedades que vocês verão.

O Sofazão de hoje traz um anime/mangá de muito sucesso do qual você com certeza você já deve ter ouvido falar. Trata-se de Death Note e nos próximos parágrafos, discorrerei sobre as suas qualidades, as suas características e tudo o mais que possa ser falado sobre essa excelente obra japonesa.

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A lenda de Death Note, o caderno assassino

O Mundo Shinigami é podre’.

O mundo está apodrecendo’.

É com essas duas visões de mundo que tudo se inicia. No Mundo Shinigami (os deuses da morte), Ryukku deixa seu caderno cair no Mundo Humano. Mas não é um caderno qualquer. É Death Note. A história começa quando o aluno do último ano escolar, Raito Yagami, encontra o dito caderno que dá nome um dia no pátio de sua escola. À primeira vista, é um caderno normal até certo ponto. Esse ponto são as as primeiras páginas do caderno. ‘How to Use’ (Como Usar) e algumas explicações, que são as regras principais que o usuário do Death Note possa usufruir de suas capacidades. A primeira coisa a se esclarecer quando falamos de Death Note são as suas regras, que vão sendo explicadas ao longo da trajetória do anime. As regras mais importantes:

– O humano cujo nome for escrito neste caderno deverá morrer;

– A escrita do nome não terá efeito se o escritor não tiver em mente o rosto da vítima. Deste modo, pessoas que compartilham o mesmo nome não serão afetadas;

– Se a causa da morte for especificada dentro de 40 segundos depois de escrito o nome da vítima, será a causa da morte. Não sendo especificada, a vítima morrerá de ataque cardíaco;

– Após especificar a causa da morte, detalhes dessa podem ser escritos nos próximos 6 minutos e 40 segundos;

Raito então descobre que o Death Note funciona mesmo através de alguns ‘experimentos’ e assim surge-se um ideal em sua cabeça: fazer um mundo melhor, um mundo sem criminosos, um mundo sem violência, um mundo que não seja podre. Acompanhado de seu Shinigami, ele começa a matar todos os criminosos mais perigosos do mundo, todos que aparecem na TV. Raito começa sua jornada pelo Novo Mundo. Um mundo no qual ele seria o Deus supremo: aquele que faz o julgamentos finais de todos os humanos.

A investigação

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A polícia desconfiou do fato de todos estarem morrendo do mesmo jeito (de ataque cardíaco) e então, passaram a achar que na verdade, essas mortes estavam acontecendo por causa de alguém, algum assassino em série. A população até mesmo aderiu a essa idéia de que era alguém mesmo por trás de isso tudo e muitos passaram a apoiar o ‘julgador’, apelidado de Kira (derivado da palavra Killer). É aí que L, o melhor detetive da face da Terra entra em ação, buscando a todo custo saber a identidade de Kira e impedi-lo de continuar com os assassinatos.

E essa, senhoras e senhores, é uma das melhores investigações que você já viu ou virá na vida. OK, você pode não achar que é tudo isso, mas pelo menos é a minha opinião. E quando eu falo ‘investigação’, eu estou falando de tudo o que está acontecendo durante os assassinatos e etc. De um lado, o superdotado Raito. De outro, o genial e brilhante L. A batalha épica entre os dois é algo muito interno, por assim dizer. Primeiro porque Kira não pode dar as caras por motivos óbvios. E segundo porque ninguém viu sequer a face de L, soube seu nome ou então ouviu sua voz (a não ser Watari, seu ajudante pessoal).

É aí que o anime mais brilha, em todos os sentidos. A cada episódio que passa, o embate entre essas duas verdadeiras entidades parece ser mais certo e mais provável. É possível perceber a tensão enorme que paira no ar em cada um dos personagens, até mesmo aqueles que não são tidos como principais. Afinal, o caso Kira toma proporções de nível mundial e inimaginável por Raito à primeira vista, quando ele começou a dar início a seu plano de mudanças.

Ação, intriga, romance… Não, não é uma novela. Mas sim um dos melhores animes da década passada. Os desenhos magníficos aliados à trilha sonora impecável passam ao espectador todo aquele ar de apreensão, de expectativa e aquela vontade de querer saber o que está por vir a cada um dos 37 episódios. Death Note consegue envolver aqueles que o assistem de uma maneira grandiosa, e talvez essa seja um dos maiores trunfos do anime.

Conflito ideológico

O conflito ideológico inserido em Death Note é algo importantíssimo a se destacar. Por quê? Bom, pela simples razão de que a temática do anime é de mexer com o psicológico das pessoas. Mas não de uma maneira ruim, maléfica: mas faz com que as pessoas repensem seus atos e decisões. Como eu havia dito antes, Death Note envolve os espectadores, certo? Então, isso também entra no possível conflito ideológico porque nos faz pensar sobre as seguintes questões:

– Eu usaria o Death Note?

– Qual nome eu escreveria?

E mais importante:

– Por que eu usaria o Death Note?

A história vai se desenvolvendo de uma forma alucinante, rápida e sem enrolações, como vemos em muitos animes por aí. Isso também é outro ponto forte de Death Note. Tudo o que é mostrado nos 20 minutos de cada episódio é sim, importante, é interessante e realmente tem alguma relevância tanto para o entendimento da história quanto para o desenvolvimento que ainda pode acontecer logo em seguida. E essas questões acima vão envolvendo e atiçando o espectador, que se sente de verdade enfrentando as situações dos personagens e tentando resolver o caso Kira também.

A trilha sonora é impecável; os traços de Takeshi Obata são marcantes e transmitem a atmosfera que ele quer passar; a história, como você pode ter percebido, é interessantíssima. Death Note tem aspectos muito bem definidos e uma produção refinada.

Lembrando que estou falando do anime. O mangá também conta a mesma história, mas o final, por exemplo, é totalmente diferente, então se você gostou da indicação e quer ir atrás do que Tsugumi Ohba originalmente pensou sobre Death Note, leia o mangá.

E por aqui terminamos o primeiríssimo Sofazão de 2013! O que acharam? Mande sua opinião para [email protected] ou comente aqui ou no Botecão do Jack!

E aí, de que lado você está?

 


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