Review | Spider-Men #2 – Ainda esperando a saga começar…

  Leandro de Barros  |    terça-feira, 03 de julho de 2012

Começo lento de Spider-Men desanima, mas o potencial da saga nos mantém de pé

Chegamos à segunda das cinco edições de Spider-Men, a saga que coloca os dois Homens-Aranhas da Marvel lado a lado. E parece que a saga ainda nem começou…

Spoilers abaixo.

A edição passada terminou com o encontro entre Peter Parker, o Homem-Aranha do Universo 616 da Marvel, e Miles Morales, o Homem-Aranha do Universo Ultimate.

Spider-Men #2 começa de modo um pouco diferente. Começa nos lembrando que essa história tem um vilão e ele se chama Mysterio. Depois de ter sido nocauteado por Peter, Mysterio (que é a versão Ultimate do vilão), manda um dos seus avatares para o Universo Ultimate para matar os dois Homens-Aranhas. Eu ainda não entendi qual o plano dele, embora ter acesso à dois universos é algo bem útil para um vilão.

Voltamos para o encontro entre Peter e Miles. Obviamente, como não poderia deixar de ser, Peter e Miles saem no braço numa daquelas “confusões” entre heróis. Um não sabe quem é o outro, o outro não sabe quem é um e aí já viu. O arrasta-pé termina quando Miles deixa Peter desacordado e o leva para Samuel L. Jackson.

Quando Peter encontra Nick Fury, nasce a teoria de ele está em um outro universo, bem parecido com o qual ele acabou de sair. Peter é libertado e sai com Miles para conhecer mais sobre o Peter Parker desse universo, que morreu no ano passado. Mas a viagem dos dois não dura nada, já que o Avatar de Mysterio ataca.

Bem, eu preciso ser sincero. Spider-Men está bem devagar. Lentíssima. Quase parando. Eu não duvido que a minissérie possa surpreender nesses três últimos capítulos, principalmente quando Peter encontrar a Tia May e a Gwen Stacy, mas por enquanto as coisas estão se movendo bem devagar.

Não dá pra dizer que os diálogos ou mesmo o roteiro da série estão ruins. O texto de Brian Michael Bendis é bom, mas é devagar. Normalmente, eu não me preocuparia, mas são só 5 edições de Spider-Men e não aconteceu nada nas duas primeiras. 40% da saga já foi e nós ainda estamos com aquela sensação de que algo está começando.

A arte de Sarah Pichelli continua como o ponto principal da série. Talvez falte um pouco de dinamismo em algumas cenas de ação, mas o traço da artista é belíssimo. O trabalho de coloração de Justin Ponsor também vale ser ressaltado.

Então paramos por aqui. Spider-Men parece que vai ter algo muito bom nas próximas edições, mas ainda não deslanchou.

Equipe Técnica

  • Roteirista: Brian Michael Bendis
  • Artista: Sarah Pichelli
  • Colorista: Justin Ponsor
  • Letrista: Cory Petit
  • Capas alternativas: Sarah Pichelli, Justin Ponsor, Marcos Martin
  • Editora: Marvel

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