Review | Spider-Men #04 – O tão aguardado encontro entre Peter e Gwen…

  Leandro de Barros  |    segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Numa revista boa tecnicamente, Spider-Men chega ao seu provável auge emocional. Será que a revista entrega tudo o que prometeu?

Esta review contém spoilers.

Depois de muitas declarações e três edições preparatórias, finalmente o Peter Parker do Universo 616 da Marvel se encontrou com a Tia May e a Gwen Stacy do Universo Ultimate da editora. E, surpreendentemente, eu achei o encontro mais maduro do que estava à espera.

Aquele Peter Parker não é o mesmo Peter Parker que a Ultimate Gwen conhecia e aquela Gwen Stacy não é a mesma Gwen Stacy que Peter Parker conhecia. Logo, não havia muito sentido em promover um encontro extremamente sentimental dos dois, apenas porque são “versões” de uma mesma identidade. A idéia de fazer a maior parte do encontro dos dois se passar “fora da tela” também é inteligente e sensível. Inteligente permite que Bendis poupe tempo mostrando os dois começando a se entender e permite que ele pule direto pra parte onde os dois já são “amigos” (embora eu preferisse que ele gastasse menos páginas com blablabla nas últimas edições e mais páginas nesse encontro). Sensível porque nem a Ultimate Gwen e nem o Peter Parker tiveram a chance de se “despedir” dos seus parceiros que morreram. O encontro dos dois termina com um abraço conclusivo para os dois. Além disso, os dois mereciam uma “última lembrança” de risos e brincadeiras, ao invés de lágrimas. A parte mais sentimentalista ficou por conta dos diálogos entre o Peter e a Tia May, claro. A dúvida e depois a aceitação da versão Ultimate da Tia May foi tocante.

Bom, momento visto e revisto, avançamos, já que há uma trama por trás da minissérie.

Enquanto Peter conversava com Miles, Gwen e Tia May, Samuel L. Jackson e Robert Downey Jr., digo, Nick Fury e Tony Stark conversavam sobre a tecnologia que levou Mystério a atravessar os dois universos. Stark não faz idéia de onde começar ou como reproduzir a tecnologia do avatar do Mysterio, nem mesmo como inverter o sinal usado para controlar o avatar e obter a localização do vilão. Num golpe de sorte, Miles reconhece um prédio visto num dos vídeos que o vilão anda publicando e, aparentemente, isso é o suficiente para enviar a cavalaria para o local. Porque o cara que descobriu como quebrar a barreira entre os dois universos não se lembraria de fechar a janela quando fosse gravar um vlog. Espero que isso seja uma armadilha.

Com parte dos Supremos indo em direção à base do Mystério e apenas mais uma edição para o fim da minissérie, eu ainda fico com uma certa impressão de Spider-Men: essa série não é para comemorar os 50 Anos do Homem-Aranha. Acho que essa série é a versão da Marvel de colocar o pé na piscina pra ver se a água está muito fria. Dependendo de como o público reagir à Spider-Men, é provável que nós vejamos uma mega-saga envolvendo uma possível guerra ou uma possível ameaça aos dois universos. Se por um lado a atitude é inteligente (Peter e Miles estão entre os personagens mais queridos dos dois universos), por outro lado quebra aquela promessa da Marvel de não fazer crossovers entre os dois lados. Vamos esperar.

Em relação à Spider-Men #4, eu tenho de fazer elogios à equipe técnica da revista. A arte de Sarah Pichelli é de altíssimo nível e, na minha opinião, a artista se consagra como uma das mais talentosas dentro da Casa das Idéias. Até mesmo Brian Michael Bendis, do qual não sou grande fã, fez um bom trabalho nessa edição (embora eu ainda ache que poderia ser bem melhor /chato mode: off).

Ah, e eu não poderia deixar de mencionar o fato da coitada da Mary Jane não ter encontrado o Peter. Ainda, pelo menos. Eu prefiro a Gwen pelo fator nostalgia, mas acho que a MJ merecia reencontrar (um) Peter.

Equipe Técnica

  • Roteirista: Brian Michael Bendis
  • Artista: Sarah Pichelli
  • Colorista: Justin Ponsor
  • Letrista: Cory Petit
  • Editora: Marvel

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