Review | Justice League #12 – Um ano de Os Novos 52 e o beijo do Casal Maravilha…

  Leandro de Barros  |    quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Justice League #12 já está disponível em formato digital para o mundo todo, comemorando um ano de Os Novos 52 com o beijo e o namoro do Superman e da Mulher-Maravilha

Há (quase) um ano, a DC iniciava o seu reboot com Justice League #1, que bateu recorde de vendas e foi uma das revistas de maior tiragem de 2011.

12 meses depois e praticamente 365 dias depois, chega às bancas (e em formato digital para o mundo todo) Justice League #12, fechando o primeiro ano do título com o promovido beijo do Superman e da Mulher-Maravilha. Se a gente esteve na primeira edição, nada mais justo de estarmos nesse aniversário.

Acompanhe nossa opinião sobre a edição abaixo, mas lembre-se que contém spoilers para quem acompanha Os Novos 52 pela Panini no Brasil e para quem ainda não leu Justice League #12.

Primeiro o que vem primeiro: Graves

Antes de falarmos do Casal Maravilha, vamos falar um pouco sobre Justice League. As primeiras cinco edições da revista mostraram a primeira aventura do grupo. Darkseid tentou invadir a Terra e foi preciso que a Mulher-Maravilha, o Batman, o Lanterna Verde, o Superman, o Aquaman, o Flash e o Ciborgue se juntassem para derrotar o vilão. No meio do combate, estava David Graves, um escritor, com a sua família. Na ocasião, a família de Graves foi salva pela Liga da Justiça e ele escreveu um livro sobre o caso, contribuiu (e MUITO!) para a popularidade do grupo e tudo foi bem, com Graves se tornando um escritor sobre coisas “místicas”.

O problema começou quando a família de Graves começou a ficar doente, de causas desconhecidas. Seu filho e sua mulher morreram e o escritor culpou a Liga da Justiça, dizendo que sua família foi exposta à algo desconhecido e alienígena durante o ataque de Darkseid e que isso fez com que eles ficassem doentes. Pouco tempo depois, o próprio Graves fica doente e ele procura por maneiras de reviver sua família e se curar. A jornada de Graves o leva até o “Vale das Almas”, onde ele entra em contato com espécies de fantasmas/seres que assumem a forma de tristezas dentro da pessoa (normalmente relacionadas a perdas de entes queridos) e obtém o poder destes seres. Ele sequestra então o Coronel Steve Trevor, ex-namorado da Mulher-Maravilha e ponte de ligação da Liga da Justiça com o mundo, numa tentativa de atrair os heróis até o Vale das Almas.

E é aí que começa Justice League #12. A Liga chega no Vale e se depara com o “fantasma” de Steve. Aparentemente ele morreu. Assim como ele, outros fantasmas começam a aparecer: os pais do Batman, do Superman, do Aquaman e do Lanterna, além da mãe do Flash e um fantasma do próprio Ciborgue (que tem medo de ter se tornado apenas uma máquina).

Os heróis parecem dominados pelos seus demônios interiores (metáfora clara da jornada de seguir em frente quando se perde alguém), até que o próprio Steve Trevor (que não tinha morrido) aparece e faz com que a Liga perceba que aquilo não é real. Os heróis se livram e derrotam o Graves.

Aquaman coloca o Graves na sepultura *tum dum psst*

Fim da Liga, Amanda Waller contra a Justiça e a partida do Lanterna Verde

Hal Jordan se foi, mas será que volta?

Apesar do vilão ter sido vencido, a imagem da Liga da Justiça está suja. Isso porque Graves transmitiu um vídeo do grupo brigando entre si, além de culpar a Liga pela morte da sua família publicamente.

Sujos na praça, os heróis temem realmente terem sido responsáveis pela morte do filho e da mulher de Graves, além de temerem a reação do público de agora em diante. Some isso ao fato do Aquaman (que deu o último golpe em Graves) querer assumir a liderança da Liga no lugar do Batman e o caldeirão esquenta. Para contornar a situação, o Lanterna Verde se sacrifica e sai da equipe, para que os outros possam culpá-lo pela briga com a Mulher-Maravilha na última edição e limpar um pouco a imagem do grupo.

Mas, obviamente, isso não será o suficiente. Pelas imagens já divulgadas do futuro de Os Novos 52, nós veremos que um novo Lanterna Verde vem aí. Fora isso, Justice League #12 traz uma olhadela no futuro do título e nós vemos uma guerra contra Atlantis (liderada pelo Aquaman) se aproximando. O herói aquático está querendo MUITO ser o líder da Liga e talvez o caldo entorne muito em breve. Talvez essa seja a gota d’água para um possível fim da Liga da Justiça, também cogitado por recentes imagens.

Aquaman quer liderar. Problemas à vista?

Ainda vale citar a participação de Amanda Waller na revista. A misteriosa mulher, que já foi companheira de equipe de Steve Trevor, apareceu para o Graves e prometeu curá-lo (ou pelo menos ajudá-lo), caso ele escreve um livro sujando a imagem da Liga da Justiça.

Daí, a gente consegue imaginar o seguinte cenário: Liga da Justiça suja na praça dá espaço para o surgimento de uma outra Liga da Justiça. Ou talvez até de uma outra equipe comandada pela Waller.

Superman <3 Mulher-Maravilha

Claro, não dava para deixar de falar no casalzinho 20. Superman e Mulher-Maravilha dão o seu primeiro beijo (em Os Novos 52) sob a luz do luar. Diana vai conversar com Steve Trevor depois do ocorrido e acaba decidindo se distanciar ainda mais do soldado para não colocá-lo em risco.

Triste com o caso e com toda a situação, a heroína pensa na vida quando Clark chega. Os dois conversam sobre como são solitários, como se sacrificam para proteger os outros e como relacionamentos são complicados. Papo vai, papo vem, os dois se beijam (já havia bastante “tensão romântica” entre os dois) e agora estão namorando.

A cena não foi mal feita, os sentimentos dos dois são justificáveis e não dá para reclamar do acontecimento em si. Dá para reclamar da postura publicista da DC, mas o namoro nem é ruim.

Antes de concluir sobre Justice League #12, faço um balanço curtinho sobre o desempenho de Geoff Johns e Jim Lee nesse ano. Johns é um dos escritores mais populares da editora atualmente, mas não encontrou o seu caminho em Justice League. Ele é péssimo escrevendo o Batman e nenhum dos dois arcos propostos por ele foram algo digno de nota. Porém, ele não é ruim. Espero que melhore no futuro. Já Jim Lee, já foi melhor, é verdade, mas continua excepcional. Lee é um dos desenhistas mais talentosos da editora atualmente (ainda é), apesar de não ser o maior fã da “antiquada” tarefa de cumprir prazos.

Equipe Técnica

  • Roteirista: Geoff Johns
  • Artista: Jim Lee, Ivan Reis e David Finch
  • Editora: DC Comics

Onde comprar?

Mas antes da gente terminar…

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