Ponto de Ignição #1 – Primeiras Impressões

  Pedro Luiz   |    quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A panini começou a publicar a saga ''Ponto de Ignição'' no Brasil, e para os fãs da DC, essa é a saga que introduz o tão falado reboot dos Novos 52.

Chegou ao Brasil em Janeiro a saga que mudou o rumo do Universo DC comics. Chamado de Ponto de Ignição aqui – Flashpoint lá fora -, o mensal de cinco números veio com a pretensão de explicar o tão discutido reboot de todo o Universo DC.

Vale ressaltar, caros amigos, que a medida de ‘’rebootar’’ tudo foi tomada visando claramente o lucro em cima de novos e ingênuos leitores. Mas claro, se querem ganhar dinheiro em cima dos Novos 52, porque não ganhar dinheiro também em cima de uma história que antecede o tal reboot, ou seja, uma história que não leva a absolutamente nada, já que, ao seu final, o Universo ‘’zera’’, por assim dizer.

Em 2011, a saga mais importante para o Universo DC foi justamente a ‘’Ponto de Ignição’’,  que nos EUA foi publicada na revista do Flash, nos números #9, #10 e #11. Com a versão brasileira lançada pela Panini em mãos,  resolvi trazer alguns comentários a respeito da pré-repaginada do Universo DC.

Para os fãs de quadrinhos, a fama de resgatar heróis da lama que Geoff Johns tem é bem conhecida. E logo após a – ótima- saga ‘’A noite mais densa’’ do Lanterna Verde, Johns focou suas forças para a revista do Flash, onde tentou desesperadamente dar aquele ‘’up’’ que faltava.  E o resultado foi a mesmíssima coisa. Se apoiando no roteiro pouco corajoso e clichê, Johns escreveu essa que seria o ponto de partida para o ‘’nada’’.  Barry Allen, flash para os íntimos, está investigando mortes no mínimo estranhas. Se trata de ‘’envelhecimento acelerado‘’,  algo como um roubo de tempo.  E logo de início, temos um senhor caído no chão, com uma aparência horrível, e logo descobrimos que na verdade, aquele senhor que aparenta ter uns 110 anos, tem 16, e as coisas começam a ficar estranhas. Um motoqueiro do futuro aparece paralelo a toda a confusão alertando Barry Allen de que os 52 universos estariam em iminente perigo, e que algo deveria ser feito.

A arte da DC que dificilmente desagrada, pelo menos no meu caso, está mais uma vez sublime. Francis Manapul, que é responsável pela arte da revista do Flash a algum tempo, manda bem o bastante para não desapontar. Traços futuristas e a sensação de velocidade que só o quadrinho do Flash tem são os pontos positivos.

Fato é que esse primeiro número não traz nada extraordinário. Serve como prelúdio do prelúdio, já que ela introduz o leitor dos acontecimentos antes de mostrar algo, de fato. Lembrando que a saga será publicada aqui em cinco números, e o segundo número já está nas bancas.

Tenho vontade de ler os próximos? Não. Tenho vontade de ler os novos 52? Muita.


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