O que esperar da Ilha das Aranhas?

Matheus Pessôa

  sábado, 26 de janeiro de 2013

O que esperar da Ilha das Aranhas?

O que esperar da tão falada Ilha das Aranhas? O Supernovo analisou a primeira edição e você confere a opinião abaixo

Se você comprou a última edição de Homem-Aranha que saiu aqui no Brasil, Homem-Aranha #133, certamente sabe do que estou falando. Se não sabe, vamos lá: mensalmente, a Panini publica três histórias do Aranha numa revista só, que agora chegou em sua 133ª edição. E essa traz justamente a história que será o foco  desse post; A Ilha das Aranhas começa nessa edição e deve ter seu fim daqui a algumas edições (ou uma só, não tenho certeza). Vamos discutir um pouco sobre A Ilha das Aranhas e o que aconteceu nessa primeira edição. OK, pode ser chamado de review.

Spider-Island

É importante destacar que, em ordens de magnitude, HA#133 supera de modo avassalador as últimas edições que foram publicadas. As outras histórias eram vazias, desinteressantes e, para ser sincero, só para gastar alguns meses até que algo realmente bom fosse publicado. Isso é o que parece; história de Anti-Venom com arte regular e um roteiro chinfrim não merece respeito nenhum. Sem falar no Homem-Aranha treinando criancinhas numa escola…

Isso só pode fazer parte do Complô Anti-Aranha, mas isso vai ser tema de algumas outras postagens, com certeza. Vamos começar, então, a falar sobre a Ilha das Aranhas.

O Aranha estabilizado e aplaudido. E a mão de Dan Slott

Na história, o nosso caro Peter Parker está bem tranquilo, finalmente. Está conseguindo manter seu relacionamento com Carlie, ficar com seu trabalho na Horizonte como um dos cientistas da empresa- o que, convenhamos, sempre queríamos que acontecesse com Peter. Sempre que surge um problema, ele resolve na maior tranquilidade: assaltos às lojas de mercearias, pequenos roubos e etc. Mas o próprio Homem-Aranha fica com uma pulga atrás da orelha quando ouve que ‘parece que está em dois lugares ao mesmo tempo’ e outras frases nesse sentido. Ele dá o seu melhor e tudo o mais e acha que é disso que as pessoas estão comentando.

Peter_Parker_(Earth-616)_during_Spider-Island

Mas é aí que entra Dan Slott, o roteirista. Mesmo durante toda a enrolação com as histórias menos interessantes, ele meio que ‘preparava’ o território para a chegada d’A Ilha das Aranhas. Seja em pequenos quadrinhos, como tanto cansamos de ver nas outras edições ou até mesmo em pequenas histórias, pequenos detalhes que foram montando a teia de informações que levassem a essa saga. Uma que foi bem bolada, realmente, foi o fato do equipamento que suprime o sentido-Aranha do Homem-Aranha. E essa é justamente a razão dada para que Peter não tivesse percebido a presença de muitos outras pessoas com os mesmos poderes que os seus por toda a cidade.E é exatamente isso o que acontece, atingindo até mesmo a sua namorada, Carlie. Com alguns outros milhares de cidadãos também.

Além disso, em especial, é necessário destacar a participação especial que o Chacal faz numa das histórias, só para fazer aquele leitor dos anos 90 sentir uma leve pontada no coração, mas é importante dizer que isso pode ser só uma homenagem ao personagem, dando um espaço para ele e etc, sem compromisso.

Então, uma guerra começa na cidade: os malfeitores que têm poderes-aranha contra os Vingadores, que simplesmente não sabem quem é Peter Parker no meio de toda a confusão. (Sim, esse é um resumo simples porque é muito legal o que acontece para ser descrito aqui). Aliás, tem uma parte na qual eu simplesmente gargalhei enquanto lia, que é quando Peter Parker usa a situação se mostrando ‘Ah, eu tenho poderes do Homem-Aranha. Legal, né? Mas como eu sou bonzinho, vou tentar ajudar os Vingadores’. Isso na revista foi mostrado de modo genial, porque Dan Slott faz como se fosse numa novela: ele vai recortando as cenas e colocando uma em cima da outra, dando mais dramaticidade- e humor- às situações.

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As cenas de luta também são algo importante a se destacar porque os desenhos de Humberto Ramos só acrescentam no caos do que está acontecendo; Carros sendo levantados pelo Hulk, Miss Marvel socando Aranhas-do-mal, Gavião Arqueiro atirando como se não houvesse amanhã… Isso ficou muito legal.

É boa?

Vou parar por aqui para não contar muito do que acontece e tal, porque não me parece muito legal ficar detalhando cada cena para quem ainda não leu. Mas esse é o cenário que nós temos: muitíssimas pessoas por Manhattan com poderes-aranha e um Peter Parker confuso, muito confuso. Isso porque ele não sabe se ‘transmitiu’ alguma coisa para sua namorada ou se é uma espécie de virose se alastrando pela cidade  e sua Tia May está se mudando com o glorioso Jota para fora da cidade, deixando Peter por conta própria.

Depois desses fatos principais sobre o início da Ilha das Aranhas, eis o meu veredicto: é uma história muito boa. Muito boa mesmo. Tendo em mente o que havia acontecido com as publicações do Aranha nos últimos tempos, essa é com certeza uma das melhores. Muitos acharão que eu estou me equivocando em dizer algo assim, mas é uma HQ muito interessante, que mostra que você está lendo mesmo algo para se entreter, se é que eu consigo passar a minha opinião por isso; é divertida e diferente das outras. Claro que os mais chatos vão dizer ‘Ah, é cópia da Saga do Clone’ ou algo assim, mas eu digo que não. Digo que não porque nessa história em especial Dan Slott acertou no roteiro em cheio.

spiderisland10

Acertou sim, e olha que eu critico muito o trabalho dele. Sua parceria com Humberto Ramos nessa revista (na segunda parte) é algo esplêndido de se ver. Do tipo que você olha e fala ‘Sim, eu estou lendo uma revista em quadrinhos. Sim, esses são desenhos do Homem-Aranha. São desenhos. E a história é excelente’. Não sei se consegui transmitir o que penso nessas últimas palavras, mas tente ler e você vai descobrir isso.

Não sei se eu estava muito feliz quando li a revista. Não sei se foi o Sol lindo que estava fazendo naquela manhã: mas eu achei Homem-Aranha 133 uma excelente revista que dá início à Ilha das Aranhas de uma forma magnífica, fazendo com que eu e você queiramos saber o desfecho de tudo isso. Que venham as próximas edições.


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