O que a gente achou de Justice League #1

Ontem, quarta-feira, a DC Comics finalmente deu o pontapé inicial no seu novo Universo, com o lançamento de Flashpoint #5, encerrando a saga de verão, e Justice League #1 (Liga da Justiça #1), a primeira história da nova cronologia. Abaixo, estão as nossas opiniões sobre um pouco das duas revistas e do que vem por aí. Claramente, spoilers abaixo.

Primeiro o que vem primeiro: Flashpoint #5. A revista foi vendida online pela Comixology, bem como a Justice League #1 e todo o resto do novo Universo DC será. A revista encerra uma das melhores sagas da DC dos últimos tempos. Flashpoint realmente foi muito boa e, talvez, merecesse uma série de revistas especiais no futuro.

Como nós vimos no preview liberado pela DC, o culpado por tudo em Flashpoint não foi o Flash Reverso, mas sim o Flash! Ele voltou ao passado para evitar que o Flash Reverso matasse sua mãe. Só que esqueceu disso e, quando lembrou, voltou ao passado novamente para tentar evitar que ele mesmo evitasse o assassinato da mãe. Confuso? Dá pra compreender, não seja assim. No fim ele consegue evitar, mas isso não garante a volta da linha temporal como antes. Suas ações acarretam no novo Universo DC! Parabéns Flash, ótima decisão editorial.

Piadas à parte, vamos ao que realmente interessa. Justice League #1 representa um futuro muito bom para a DC e também pode ser uma péssima decisão da editora. É inegável que todo o relançamento foi criado para atrair novos leitores. Os responsáveis já disseram isso milhares de vezes. A primeira revista da Liga da Justiça é exatamente isso: uma nova história com personagens para novos leitores. Vendeu todas as cópias disponíveis e ainda milhares de versões digitais pelo mundo todo. Mais impressões já estão saindo, então foi um sucesso né? A curto prazo, foi sim. Mas à longo prazo, pode não ter sido. Vou dar um pequeno resumo da história antes de explicar porque:

A história começa 5 anos antes da “linha temporal” do novo Universo. Os heróis ainda não são bem aceitos pela sociedade, sendo uma novidade que ninguém ainda entende bem, nem eles mesmos. Caras como o Batman são uma lenda urbana e nem mesmo os outros heróis se conhecem ou sabem os poderes uns dos outros. No começo da revista, tem uma equipe da polícia perseguindo o Batman que, por sua vez, está perseguindo uma figura desconhecida. O Batman leva um soco na cara (o que só dá pra perdoar considerando que se passa no “passado”, quando ele ainda não é chutador de traseiros como o normal) e o Lanterna Verde surge. Apresentações feitas, os dois escapam da polícia e perseguem a criatura (que se transformou numa espécie de não-sei-o-que de metal) pelos esgotos de Gotham. Lá a criatura explode gritando por Darkseid e deixa uma espécie de computador alienígena. Logo o Lanterna pergunta: “Talvez tudo esteja conectado à aquele cara em Metropolis“. Os dois vão à Metropolis (onde vemos o Ciborgue antes do acidente) e encontram o Superman, que dá um soco no Lanterna e termina a revista perguntando o que o Batman pode fazer.

Agora, por que pode ter sido ruim à longo prazo? Se você costuma ler quadrinhos da DC, sabe que as revistas são curtas, normalmente mensais. Esse é um exemplo clássico. Só 4 caras da Liga apareceram, um deles ainda nem é um herói. Pros novos fãs que a DC planeja angariar, isso pode ser ruim. “Nossa, tenho de esperar 1 mês inteiro pra ler o resto?“. E esse resto vai ter poucas páginas e mais um mês até a próxima. Isso pode afastar os tão almejados fãs casuais, já que os hardcore vão ficar de qualquer jeito. Pelo que eu li por aí, a próxima revista vai tratar dos dois convencendo o Superman a ficar com eles e a Mulher-Maravilha deve aparecer no número #3. Só aí já estaremos em novembro e, provavelmente, com leitores novos já desanimados.

O texto de Geoff Johns é comercial, quase um fast-food das HQs. Se você conhece os ingredientes, sabe o porque de X, Y e Z, mas se você não conhece, não tem problema porque vai poder saborear do mesmo jeito. Nenhum dos personagens é super-explorado, até porque não daria tempo, mas uma pequena síntese da personalidade de cada um é apresentada. O Lanterna está bem convencido, até arrogante, por ter pego o anel à pouco tempo. O Batman é supercuidadoso e confiante. O Superman é jovem e poderoso, atacando primeiro e perguntando depois.

A arte de Jim Lee é boa, mas não espetacular. Comparada à revistas dele no passado ou até à revistas de outros artistas, ele fica pra trás. Mas como essa revista tende a ser a porta de entrada dos novos leitores, ele poderia ter feito algo melhor. Entre mortos e feridos, é bem aceitável.

Num super-resumo geral: Justice League #1 é legal. Se você costuma ler a DC, o saldo é positivo, provavelmente nós vamos gostar do novo universo e poderemos comprar tudo online, sem atrasos. Se você não costuma ler e vai entrar na brincadeira agora, vá com calma, ou pode não gostar muito.

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