A nova Ms. Marvel vira símbolo da luta contra a islamofobia nos EUA

Política internacional e políticas sociais são assuntos um pouco fora do alcance do Supernovo, por isso a gente não tenta falar de algumas coisas que não entendemos muito bem. Mas se tem de uma coisa que a gente entende um pouquinho são de quadrinhos e do peso que eles tem na sociedade, além do poder de transformação que ídolos (ou super-heróis) possuem nas pessoas – afinal, a Mulher-Maravilha sempre foi (e continua sendo) um símbolo do empoderamento feminino.

Dessa vez, os quadrinhos entraram em ação em outra frente e de maneira não-oficial – ou seja, tudo que você verá abaixo foi iniciativa popular.

Começou quando a Iniciativa de Defesa da Liberdade Americana, uma organização de extrema-direita e anti-islâmica americana cujo objetivo é, segundo eles mesmos, “parar com a islamização dos EUA”, publicou o seguinte cartaz em ônibus da cidade de São Francisco:

ms marvel 01

O ódio aos judeus dos islâmicos está no Alcorão! Dois terços de todo o apoio dos EUA vai para países islâmicos. FIM AO ÓDIO! Fim ao apoio aos países islâmicos“.

Um dos problemas (porque existem vários ali) é que São Francisco é uma das cidades mais “paz e amor” do mundo – tanto é que o movimento hippie nasceu lá, no famoso bairro Haight-Ashbury. Assim, a cidade tem tradicionalmente uma postura de amor ao próximo – recomendo a leitura do livro Pequeno Irmão, de Cory Doctorow, para entender mais sobre a história da cidade e sua ligação com movimentos sociais.

Portanto, não foi surpresa quando respostas começaram a aparecer nos ônibus da cidade, todas utilizando a nova Ms. Marvel (da Marvel Comics) como símbolo:

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Liberdade de expressão não é uma desculpa para espalhar ódio. FIM AO ÓDIO! ♥♥♥ aos países islâmicos

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Pisem no racismo! FIM AO ÓDIO! ♥♥♥ aos países islâmicos

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Convocando todos os panacas fundamentalistas. FIM AO ÓDIO! ♥♥♥ aos países islâmicos

A nova Ms. Marvel, que atende pelo nome de Kamala Khan, é uma jovem americana de origem paquistanesa e é muçulmana, sendo a primeira heroína da Casa das Ideias a ter uma origem islâmica. Assim como aconteceu com outros movimentos sociais – Mulher-Maravilha e as mulheres, Pantera Negra e os negros – a jovem heroína acaba alçada como símbolo de uma minoria sem muita voz ou representação na cultura pop.

A Disney e a Marvel não se pronunciaram sobre o caso – e provavelmente nem irão. Seja como for, esse é o tipo de ação é a recompensa mais interessante para artistas: ver que suas criações não só ganharam elogios da crítica (como é o caso das histórias da Ms. Marvel), como saíram dos limites naturais das suas plataformas para alcançar um espaço real na sociedade.

via BleedingCool

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