O legado da Mesopotâmia

O grupo terrorista autodenominado “Estado Islâmico” ganhou mais uma vez destaque nos noticiários internacionais quando dias atrás foi divulgado um vídeo mostrando membros do grupo destruindo sítios arqueológicos e o museu de Mossul, no Iraque. No último ataque, parte da cidade histórica de Nimrud também foi destruída.

No ataque ao museu realizado no final do mês passado, 8 mil livros e manuscritos raros foram incendiados. Para se ter uma noção da importância desses documentos, alguns datavam de 5000 a.C. Além dos documentos, estátuas também foram destruídas como a que representava Lamasu, divindade assíria.

A destruição desses artefatos históricos no Iraque, me fez pensar sobre o que sabemos de fato sobre as antigas civilizações do Oriente Médio. Na escola, aprendemos um pouco sobre esses povos, mas não da mesma maneira como estudamos os gregos os romanos que nos deixaram legados culturais. Mas não herdamos nada dos povos mesopotâmicos? Vamos juntos conhecer o legado desses povos para a nossa sociedade.

A região do atual Iraque foi o berço da civilização assíria, que junto com os sumérios, os acádios, os amoritas e os caldeus formaram os povos que se desenvolveram na Mesopotâmia, palavra grega que significa “entre rios” já que a região ficava entre rios Tigre e Eufrates.

Foram os sumérios que fundaram as primeiras cidades na Mesopotâmia há cerca de 5000 anos. As cidades de Ur, Uruk, Eridu e Lagasha eram contornadas por muros.

Também foram os sumérios que desenvolveram a escrita, provavelmente criada pelos sacerdotes. A escrita foi inventada para satisfazer as necessidades de se registrar, por exemplo, a população e os alimentos. Essa primeira forma de escrita é conhecida como cuneiforme, pois os registros eram feitas em pequenas tábuas de argila molhada e os símbolos, em forma de cunha, feitos com um palito afiado.

Cynthia Stokes Brown, no livro “A Grande História”, aborda outras questões que mostram como o legado mesopotâmico, em especial dos sumérios, está presente em nossas vidas:

“Os sumérios inventaram a escrita pictográfica, os selos cilíndricos, os canais e os diques, contrapesos para erguer água, procedimentos contábeis, burocracia na administração pública e o uso da prata como dinheiro. […] A suméria continua conosco de pequenas maneiras especificas, além das descritas anteriormente. Os sumérios usavam um sistema de contar baseado no 12, em vez de 10. Mantemos isso na contagem do nosso minuto de 60 segundos, de hora de 60 minutos, do dia de 24 horas, do ano de 12 meses e do círculo de 360 graus. Também mantemos a crença sumérica do 13 como o número de azar.”

Os amoritas no desenvolvimento do Primeiro Império Babilônico viram nascer as leis no reinado do imperador Hamurábi. “O Código de Hamurábi” é um dos primeiros conjuntos de leis da nossa história. Entre seus códigos, está o famoso princípio da Lei de Talião expresso na máxima “olho por olho, dente por dente”, onde estabelece a reciprocidade entre o crime e a punição.

Com os assírios, a Mesopotâmia abrigou um dos impérios mais extensos da antiguidade, cuja área de abrangia toda a região do crescente fértil, a Síria, Fenícia, Palestina e o Egito.

Os caldeus realizaram um novo império Babilônico conquistando imensas áreas. Foi o rei Nabucodonosor que arrasou Jerusalém, acumulou muitas riquezas transformando a Babilônia num dos principais centros culturais do mundo antigo. As construções da Torre de Babel e dos Jardins Suspensos da Babilônia estão entre as construções mais reconhecidas da Mesopotâmia.

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