CSI da Paixão de Cristo

Luiz Alexandre Andrade
@luizalexandre82

  sexta-feira, 03 de abril de 2015

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CSI da Paixão de Cristo

O filme A Paixão de Cristo (2004), de Mil Gibson, reproduz com a licença poética do “foi assim que aconteceu” as últimas horas da vida de Jesus. Pela primeira vez era representada com violência visceral o flagelo de Cristo.

Ainda hoje não há consenso entre os historiadores a respeito das últimas horas de vida de Jesus Cristo. Apesar de todos os estudos realizados muito se desconhece sobre o processo da crucificação e sob quais circunstâncias Jesus teria morrido. O que se sabe é que a crucificação estava reservada aos escravos, ladrões e rebeldes por ser uma morte humilhante.

paixao de cristoO médico legista americano, Frederick Zugube, professor da Universidade de Columbia realizou durante mais de 30 anos um verdadeiro “CSI” sobre a morte de Cristo. Zugube reproduziu os instrumentos da época que possivelmente foram utilizados na flagelação: uma cruz de madeira de 2,34m por 2m, chicotes com três tiras com pedaços de ossos de carneiro e outros objetos pontiagudos em cada, pregos de 12,5cm de comprimento e coroas de espinheiro-de-cristo-sírio – planta comum no Oriente Médio capaz de romper o couro cabeludo.

Na realização de seus estudos, o médico legista contou com o apoio de voluntários que eram suspensos nas cruzes e avaliados a todo momento.

O filme A Paixão de Cristo (2004), de Mil Gibson, reproduz com a licença poética do “foi assim que aconteceu” as últimas horas da vida de Jesus. Pela primeira vez era representada com violência visceral o flagelo de Cristo.

Jesus teria recebido 39 chibatados dos soldados romanos que como conseqüência lhe causou hemorragias, acúmulo de sangue e liquido nos pulmões e lacerações no baço e no fígado. A coroa de espinhos cravada em sua cabeça causou perfuração do seu couro cabeludo atingindo o nervo trigêmeo que lhe causou dores insuportáveis. Posteriormente, Jesus caminhou por oito quilômetros carregando a cruz que pesaria de 80 a 90 quilos. Frederick Zugube também afirma que Jesus não teria carregado a cruz inteira. Chegando ao local da crucificação, Jesus teve as mãos e os pés pregados à cruz, mas diferentemente das representações feitas, os pés de Jesus foram pregados um ao lado do outro e não sobrepostos.

Segundo o médico legista, Jesus morreu de parada cardiorrespiratória em virtude da hemorragia e da perda de fluidos corpóreos, além dos traumas devidos aos castigos físicos que foi submetido. Somado as dores da caixa torácica, as hemorragias pulmonares ainda consta a perfuração de seu coração provocado por um soldado romano.

Referência: BBC History Extra, nº 1. Editora Alto Astral. 2015.

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