Assassin’s Creed Chronicles China: Assassinos na China Antiga

Luiz Alexandre Andrade
@luizalexandre82

  sexta-feira, 24 de abril de 2015

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Assassin’s Creed Chronicles China: Assassinos na China Antiga

Conheça a época quando a China era dominada pela Distania Ming, palco do novo jogo da série Assassin's Creed

No dia 21 de abril, a Ubisoft lançou mais um jogo da série Assassin’s Creed. Dessa vez, o primeiro capítulo da saga Assassin’s Creed Chronicles nos leva a China Antiga durante o declínio da dinastia Ming.

Em Assassin’s Creed Chronicles China, o jogador viverá Shao Jun, a última assassina da Irmandade Chinesa, que ao retornar da Itália, após ser treinada por Ezio Auditore, procura vingança contra os Templários que exterminaram sua Ordem. E com esse pretexto você poderá visitar uma belíssima versão artística da China Antiga; passear pela Cidade Proibida, esconder-se na Muralha da China e como não poderia deixar de ser, interagir com personagens reais que viveram naquele tempo. Então vamos também viajar agora para a China da dinastia Ming, descobrir suas maravilhas e entender os motivos do seu declínio.

Com o fim da Dinastia Mongol, Zhu Yuanzhang fundou a Dinastia Ming que governou a China entre os anos 1368 e 1644. Seu período foi marcado pela reconciliação da tradição chinesa assim como a aversão a influências estrangeiras.

Assassin’s Creed Chronicles China 03

Sob o governo Ming, a China viveu uma fase de crescimento e de grandes construções. Estimasse que a população da China entre 1368 e 1644 tenha ficado em torno de160 a 200 milhões de habitantes. Foi construída uma vasta marinha que sob o comando do almirante Zheng He viajou pelo sudoeste asiático, pelo Pacífico chegando à Índia, ao Mar Vermelho e Moçambique. Gavin Menzies, em seu polêmico livro 1421: O Ano em que a China Descobriu o Mundo, afirma que os chineses, com uma frota de mil navios comandados por Zheng He chegaram a África ocidental, ao continente americano (inclusive o Brasil), a Groelândia, Islândia, Antártida e Austrália. Porém as informações contidas no livro de Menzies são rebatidas por boa parte dos historiadores.

Durante a Dinastia Ming, o Grande Canal e a Muralha da China passaram por restaurações. Um dos símbolos dessa dinastia foi a construção da Cidade Proibida, em Pequim. A cidade possui esse nome, pois somente o imperador, sua família e funcionários tinham permissão para estarem no local. Sua construção começou em 1406 e durou quinze anos. A cidade foi construída sob as ordens do imperador Yongle.

Um dos principais imperadores desse período foi Hongwu que incentivou a criação de unidades agrícolas auto-suficientes para que não dependessem do comercio das cidades grandes. Porem o excedente produzido tornou os agricultores em comerciantes, aproximando o espaço urbano do espaço rural estabelecendo mudanças nos costumes sociais. Famílias rurais, por exemplo, passavam a viver com costumes urbanos.

Os últimos anos da Dinastia Ming foram marcados por crises econômicas e por revoltas. A prata era o principal elemento de troca comercial na China, com a escassez do produto, a receita estatal ficou severamente comprometida e o preço da prata foi as alturas. Os impostos sofreram aumento e a polução começava a sentir os impactos no seu modo de vida. Na metade do século 17, as colheitas ficaram comprometidas por fatores climáticos e a fome tomava lugar comum no norte da China. Crise econômica, fome, desastres naturais, deserções militares e uma epidemia que se alastrou pela China estremeceram as bases da Dinastia Ming.

Assassin’s Creed Chronicles China 02

Com a falta de recursos, algumas regiões da China deixaram de ser abastecidas. O soldado camponês Li Zicheng, junto com outros companheiros, revolta-se contra o governo. Grupos rebeldes floresciam pela China, muitos formados por camponeses que não tinham como pagar seus impostos e temiam ser derrotados pelo exercito chinês. Com instabilidade interna, os Manchu atravessaram e Grande Muralha e a agora a Dinastia Ming se via confrontada por inimigos internos e esternos. Pequim foi tomada pelo exercito de Li Zicheng e o último imperador Ming, Chongzhen, suicidou-se. Os Manchu, invadindo o norte da China em 1644, derrotam as resistências Ming dando inicio a Dinastia Manchu ou Qing, a última dinastia imperial chinesa.

É nesse contexto de instabilidade que Assassin’s Creed Chronicles China nos transporta. Nas salas de aula, o contato com a história do oriente é pouco se compararmos com o destaque dado as civilizações romana e grega. Assim como a série de jogos Assassin’s Creed aumenta o interesse de seus jogadores a conhecer o período histórico no qual são ambientados, que Assassin’s Creed Chronicles China seja a porta de entrada para conhecer a história milenar e riquíssima da China Antiga. Professores, fica aqui a dica!

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