Review | The Elder Scrolls V: Skyrim

  Marcel Bittencourt  |    sábado, 19 de novembro de 2011

Dragões, quests, magias, liberdade e RPG de mesa. Essas são algumas palavras que podemos usar ao definir o novo lançamento da Bethesda, The Elder Scrolls V: Skyrim

The Elder Scrolls V: Skyrim é o RPG mais badalado do ano, vendeu milhões de cópias por todo mundo, foi indicado à Jogo do Ano no VGA 2011 e está sendo considerado pelos fãs como definidor do gênero.

Marcel Bittencourt comprou o jogo e foi desbravar o mundo de Skyrim, caçar dragões, cortejar nobres damas e enfrentar monstros horríveis em masmorras obscuras só para trazer à você, leitor do Supernovo, a primeira impressão do jogo que promete ser item essencial no currículum de qualquer gamer que se preze.

Vamos lá.

Bom, estou com um pouco de receio em fazer essa crítica, uma vez que ainda não terminei o jogo, mas vamos lá…

Se vocês navegam por sites como 9gag ou Tumblrs da vida, vão perceber que tem saído muitos comentários do tipo “Skyrim chegou, adeus vida social” ou “Meu namorado está viciado em Skyrim? Fiz um agrado nele e mesmo assim ele não saiu da frente do PC” (true story) e daí em diante.

Só posso dizer uma coisa: é compreensível. Skyrim é um dos títulos mais esperados do ano e provavelmente a obra prima da Bethesda até agora.

Mas o que o torna um game diferente dos outros? Vamos dividir em categorias pra ver se fica mais fácil explicar… Prepare-se para hipérbole… Hipérbole em dobro…

Gráficos

Os gráficos do jogo são maravilhosos! Isso porque eu estou jogando no PC, com resolução 800 x 600, qualidade de detalhes alta. Mesmo assim é pouco, pois minha máquina não é das melhores… Em um PC master upado ou nos consoles o jogo fica simplesmente deslumbrante.

A riqueza de detalhes é impressionante, seja em ambientes internos ou no gigantesco mundo que é Skyrim, com suas dungeons e montanhas e vales e rios…

E uma coisa que me chamou a atenção desde a época do Fallout: se você mata um inimigo dentro de uma dungeon, se você voltar lá depois de dias, o cadáver permanecerá jogado no chão. Eu, pessoalmente, acho isso incrível.

Os personagens também são extremamente bem feitos, com suas armaduras cheias de texturas e detalhes, sendo que dificilmente você encontrará um NPC igual a outro.

O sistema de criação de personagens é bem amplo, oferecendo diversas opções para você customizar seu herói. Eu, como sempre, crie uma nórdica “delisinia”, mas você pode criar seu orc ou homem-gato ou trocentas outras variedades…

Gráficos: Excelente

Jogabilidade

É aí que a coisa fica loca!  The Elder Scrolls é um dos jogos que mais se aproxima do RPG de mesa. Sei que haters vão falar que existem outros games se aproximam mais e tal, mas quando vocês tiverem espaço em um site pra dizer isso, fiquem a vontade, dos que eu joguei, Skyrim é o mais próximo.

Mas o que isso quer dizer? Oras, quer dizer que você tem liberdade quase que total para fazer o que quiser. Você pode entrar na casa das pessoas e roubar seus itens. “Oras, mas sempre fiz isso, desde Final Fantasy 1.” Bom, amigo, caso é que se você não fizer isso de forma discreta, você pode acabar na cadeia. Além disso, quando digo “seus itens”, não me refiro apenas a poções e armas, estou falando de pratos, frutas, bandejas, cestos, papéis, perfumes, roupas, enfeites de parede, panelas e por aí vai…

O jogo foi feito para ser jogado em primeira pessoa, mas você pode mudar pra terceira pessoa a qualquer hora, basta apenas apertar um botão. Isso deixa a jogabilidade bem dinâmica.

As batalhas são equilibradas e se você se preparar bem, não terá muita dificuldade. O jogo possui um sistema de skills e você pode evoluir seu personagem de acordo com suas preferências. Ele pode ser um mago poderoso, um guerreiro com habilidades na espada ou outras diversas combinações.

Mas acho que as batalhas contra os dragões merece um espaço especial aqui. Entenda, o jogo gira em torno dessas mitológicas criaturas e no começo do game, quando você ainda estiver fraco, ao ouvir o som do bicho e as pessoas em sua volta gritando “Ai, meu deus, dragão!” fará com que você trema nas bases. Mas é estupidamente divertido encarar esses monstros. E se você não tiver uma estratégia decente, não durará nem dois minutos na batalha.

O jogo possui alguns bugs e às vezes o seu companheiro atrapalha mais do que ajuda. Por diversas vezes o manolo ficou parado na porta de algum lugar, impedindo que eu passasse. Nesses casos eu geralmente uso o Shout (poder especial do seu personagem) e mando ele pros quintos dos infernos. Mas nada que atrapalhe a diversão.

Jogabilidade: Excelente

Enredo

Bom, é assim: que enredo? Temos o plot principal, que é muito bem elaborado. Não é um Metal gear Solid, mas é muito bom… Só que o ponto forte do Skyrim é a variedade de enredos… Primeiro que existem centenas de subplots, todas elas com começo, meio e fim, extremamente bem desenvolvidas e orgânicas.

Em um dado momento, um camarada me pediu pra atacar a fortaleza de outro camarada, só que eu não queria, porque o camarada da fortaleza era meu camarada também…  Já tive esse tipo de dilema desde Heavy Rain. É engraçado você sentir o peso das suas ações e ter que parar e pensar se deve e como deve fazer as coisas e como isso vai afetar o mundo em sua volta. Muito diferente do que seguir ordens cegamente.

Nesse exemplo que eu dei, ao atacar a cidade, eu alterei totalmente a política do lugar, o Jarl (uma espécie de rei de cada cidade) foi expulso do trono e os rebeldes assumiram o governo. Imagine só, ter isso na minha consciência… Eu não tinha nada contra o antigo Jarl. (u.u)

E a quantidade de quests é, sei lá, doentia. Não posso falar com ninguém que já recebo uam quest. E como disse, não é só coisas do tipo “matar bicho xis”. Uma quest totalmente aleatória consistia em eu ter que convencer o dono de uma destilaria a me dar a chave do porão para que eu usasse o veneno nos bichos (uma espécie de rato) que estavam contaminando a produção da bebida da cidade. Só que na verdade, meu objetivo era envenenar o suplimento de bebidas para que o chefe da guarda prendesse o dono da destilaria, fazendo com que outro sujeito assumisse o local. Esse sujeito fazia parte do plano da mulher que me deu a quest, tudo isso para que eu tivesse acesso ao cofre do dono da destilaria e roubasse um documento. Uau.

Então, por conta desses diversos subenrendos (a maioria, bem elaborados), somando ao principal (o clássico “você é o escolhido, deve salvar o mundo”), minha nota é:

Enredo: Excelente

Parte sonora 

O jogo possui uma ambientação perfeita e muito disso se deve aos sons do ambiente. Seja o dragão gritando nos céus, seja os cânticos dos deuses quando você está em um determinado lugar, seja as pessoas das cidades que não calam a boca um minuto sequer, sempre falando coisas diferentes enquanto você passa por elas.

O jogo não possui músicas por assim dizer, do tipo trilha sonora, como jogos do naipe de Final Fantasy, e embora na maior parte do tempo você seja acompanhando apenas pelos efeitos sonoros, sempre que algum evento dramático ou batalha começa, surge uma música pra criar o clima de tensão.

Parte sonora: Bom

Diversão e Replay 

Bom, após tudo isso, não preciso nem dizer que a diversão é garantida (by narrador da Sessão da Tarde) e a cada vez que você jogar o jogo,  será uma aventura diferente.

Diversão e replay: Excelente

Considerações finais 

O que você está esperando? Levante esse traseiro gordo e vá comprar esse game agora! Ou não levante, apenas compre-o na Steam ou peça pela Internet, mas dê um jeito de colocar as mãos nesse jogo o quanto antes. Garanto que ele valerá cada centavo e será uma experiência memorável!


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