Review | Diablo III

  Leandro de Barros  |    segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Supernovo jogou um dos games mais aguardados dos últimos anos pra ver se o hype em cima de Diablo III era justificável

Depois de longos anos de desenvolvimento (desde 2001 segundo a Wikipédia, apesar do anúncio oficial só surgir em 2008), finalmente Diablo III foi lançado para o mundo gamer no dia 15 do mês passado. Nessa última semana, a edição física do game finalmente chegou ao Brasil.

Depois da espera, das complicações e de toda a expectativa gerada pelo game, dá pra dizer que Diablo III segura o rojão? Vamos ver…

Diablo III - Blizzard

*Click click click click click click click click*

Pra dançar o créu, é preciso disposição e habilidade. Diablo III não é tão rigoroso assim com os seus usuários. Para jogar Diablo III você precisa saber usar um mouse. Tendo isso, é só começar a se divertir.

Eu sei que estou simplificando um pouco, mas o game realmente tem um dos games com o sistema de jogo mais simples que eu já vi. A sua curva de aprendizado é curtíssima. Em poucos minutos depois de começar, você já sacou como funciona o game está pronto para se divertir.

Eu digo isso como um dos que nunca jogou Diablo ou Diablo II na vida. Guardem esses tomares, ainda não é hora de jogá-los em mim, eu apenas estou dizendo a verdade. Eu nunca tinha jogado mesmo, e parti para encarar essa aventura com um pouco de receio que talvez eu demorasse demais pra entender como seriam as coisas, demorasse pra pegar o jeito e pra “entrar no clima” que cativou tanta gente. Isso não acontece.

O jogador controla o seu personagem (que pode ser um feiticeiro, um bárbaro, um arcanista, um monge ou um caçador de demônios) apenas com o mouse, clicando para que ele mova, clicando para que ele ataque e clicando para que ele fale com alguém ou faça alguma ou ação. Quando um menu aparece (para comprar um item, escolher alguma opção, iniciar o jogo), os clicks do mouse também são ideais.

Resumindo: munido de seu mouse, você está preparado para enfrentar hordas de demônios e outras criaturas. Pelo menos em Diablo III

Uma boa narrativa e um mundo imersivo

Eu confesso que não esperava grande coisa da trama de Diablo III. Antes de começar a jogar, eu não tinha me preocupado muito em saber qual era a trama do game, já que o foco parecia ser a jogabilidade mesmo. Eu esperava que fosse algo do tipo: “Uns demônios surgiram, vá lá e derrote-os”. Eu estava até com algumas frases prontas pra dizer quando eu mandasse algumas criaturas para os confins do inferno, mas eu não precisei dizê-las.

Não precisei porque Diablo disse por mim. A história do game acaba sendo bem completa e não deixa espaços em branco para o jogador viajar enquanto clica, clica e clica. Nós temos uma boa quantidade de cutscenes, diálogos explicativos e muitas falas, tudo dublado em português brasileiro pela Blizzard. Pessoalmente, eu me contento só com uma legendinha no nosso idioma, mas também não reclamo da dublagem. Se tem (e é bem feita), então vamos seguir em frente.

Porém, o que mais chamou a minha atenção nessa parte, foi a capacidade de imersão criada no mundo de Diablo III. Mais do que imersão, a capacidade de expansão da mitologia da série que eu vi no game.

São muuuuitos livros, cartas, detalhes, diálogos, lendas, etc, etc, etc, que simplesmente dão vida ao mundo onde estamos jogando. Aquele lugar deixa de ser apenas o cenário da aventura que eu estou jogando. Aquilo deixa de ser pixels na tela, enquanto eu controlo outros pixels com o mouse.

Em Diablo III, o cenário ganha vida, meu mouse vira uma espada e eu viro um bárbaro furioso e sanguinário. Ok, um pouco menos ameaçador do que eu gostaria de ser, mas enfim…

Depois de horas de aventura, o herói afia sua espada e entra no castelo para enfrentar seu último e mais perigoso inimigo: o Erro 37

Pois é, e esse Erro 37, hein? Antes do game ser lançado, a Blizzard já tinha dito que a situação não seria fácil, que muita gente iria atrás do game e que o Capitão Nascimento tinha avisado que ia dar merda.

Infelizmente, para jogar Diablo III é preciso estar conectado nos servidores da Blizzard pela internet. Não interessa se você vai jogar a campanha singleplayer ou se você vai jogar o multiplayer: pra jogar Diablo, você precisa jogar online e com sede de sangue (opcional).

Some essa obrigatoriedade com milhões de pessoas tentando jogar ao mesmo tempo e o caldo entorna. Eu sei que a Blizzard tem seus motivos, sei também que é preciso ter paciência com esse tipo de coisa. Mas eu preferia que o modo campanha, pelo menos, fosse offline. Eu perdi muito tempo tentando jogar e não conseguindo, contemplando a tela de Error 37. No fim das contas, o grande vilão de Diablo III, pelo menos nos seus primeiros dias, foi o próprio sucesso do game.

Profundo.

Não tem mais tempo pra enrolar, é hora do veredito…

… e o veredito é positivo!

Diablo III é insamente divertido, incrivelmente viciante e absurdamente propício à dupla adjetivação. Eu quase não encontrei bugs enquanto jogava e senti que o tempo de espera pelo jogo valeu a pena. Quer dizer, eu não esperei por muito tempo, já que não era jogador da série. Talvez meus padrões sejam baixos demais para um veterano de Diablo, mas posso dizer que aprovei o game da Blizzard.

Acho que você vai aprovar também.


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