Review | Assassin’s Creed Revelations

  Eder Augusto de Barros  |    domingo, 20 de novembro de 2011

Assassin’s Creed Revelations está disponível para PC, PS3 e Xbox 360 desde 15 de Novembro

A sequela final da história de Ezio Auditore na Ordem dos Assassinos chega ao seu fim no quarto game da franquia, e terceiro do  co-protagonista italiano que caiu na graça do povo. Se Altäir não foi assim tão adorado, seu sucessor no game chegou chutando a porta da frente em Assassin’s Creed 2 e chutou todas as bundas que havia para chutar em Assassin’s Creed Brotherhood. Em Revelations é a hora de sabermos como a participação de Ezio na história termina, então vamos a isto! (Posso cometer algum spoiler)

A promissa desse novo título da Ubisoft é realmente essa, encerrar a participação de Ezio Auditore, para então vir o capítulo final da história Assassin’s Creed, com o Assassin’s Creed 3 e provavelmente Desmond vivendo as memórias de um terceiro co-protagonista. Ou seja, esperamos de Ezio para esse jogo, a total redenção, e já nos trailers ele mostrou que tem conteúdo para isso, como neste vídeo que abre com maestria o game.

Assassin’s Creed Revelations segue com Ezio Auditore assim como segue os passos de Altaïr Ibn-La’Ahad, em uma jornada para recuperar os cinco selos antigos que são a chave para o futuro da Irmandade dos Assassinos.

Esse clima de Inception me deixou meio desconfiado, tenho que admitir, achei que a incidência dessa mistura de personagem iria ser maior, mas afinal não, o que é bom, até agora só tive o prazer de fazer uma missão com Altaïr, diga-se de passagem uma missão “Like a Boss”, mas não quero fazer grandes spoilers.

Confesso, eu não joguei o primeiro Assassin’s Creed, que por acaso não foi tão adorado pela crítica, Assassin’s Creed II é ótimo, o Brotherhood é ainda melhor com várias inovações como a Irmandade dos Assassinos e novas armas, eu diria que o Revelations é ainda melhor, apesar de serem poucas inovações, entre elas, eu destacaria o modo em que você tem de comandar os Assassinos protegendo seus esconderijos contra os Templários, um Tower Defense, tem um ar meio Age of Empires moderno, gostei muito. É uma inovação que salta aos olhos logo no começo, e penso que vai agradar todo mundo. De resto, é mais do mesmo, porém, mais do mesmo de Assassin’s Creed nunca é ruim. O jogo já começa num ritmo alucinante, a velocidade com que as coisas acontece a sua volta já te deixa na adrenalina, Ezio melhor que nunca, visual, movimentação, atitude, ele consegue a redenção definitivamente.

Os gráficos estão surpreendentemente ótimos, apesar do ator que interpreta Desmond dizer que a Ubisoft deveria usar a mesma tecnologia que foi usada em Uncharted 3 para a captura de movimentos, e que a tecnologia usada pela Ubisoft é ultrapassada, eu diria então que a Ubisoft manja muito, pois com recursos piores não fica devendo em nada para nenhuma desenvolvedora, as cutscenes são demais, o trailer da abertura está com um CGI de fazer inveja a estúdios cinematográficos de grande porte, e a movimentação do personagem pelos cenários, e nas batalhas também está ainda melhor que os outros games da franquia.

A arquitetura do jogo apesar de diferente no aspecto, muda pouco a forma de jogar. Arquitetura foi sempre um ponto importante nos games da franquia, já que o único meio de locomoção é andando pelas ruas, que não é propriamente a melhor maneira, e pelos telhados, fazendo parkour, por isso importa bastante esse quesito para o jogo, visualmente está impecável, temos uma nova arma, que é o bico de águia que ajuda muito à fazer um parkur mais rápido. O cenário é ainda maior que Roma de Brotherhood, e também muito mais bonito que a capital italiana no século XVI, o alcance de visão de cima dos telhados tá demais.

A história de Assassin’s Creed não precisa de comentários, é sempre explode cabeças, uma trama que segue a sequência de Brotherhood, onde vemos Desmond desolado e confuso depois do acontecimento final da última sequela, perdido em suas memórias pelo Animus ele precisa completar o percurso de Ezio para recolocar suas ideias no lugar e ser assim acordado sem maiores perigos. Já a parte da história que ele precisa completar com Ezio, é a busca pelos conhecimentos do mestre Altäir em Constantinopla no Império Otomano, recém tomada do Império Bizantino.

A Multiplayer do jogo não é a parte que mais me agrada, eu não curto esse Modo de jogo, mas para os que gostam, e principalmente, para os que gostam da franquia é indiscutivelmente uma boa pedida, com uma  história completamente diferente da original, você que é um soldado Templário do futuro tem que ganhar pontos e aprender novas habilidades usando o Animus para acessar a memória de Templários no passado. A personalização desse modo de jogo evoluiu muito comparado com o Brotherhood, depois de a Ubisoft perceber que com DLC de novos visuais o pessoal aderia mais ao multiplayer no game anterior da franquia, e tomou isso como promissa para essa versão, um nível muito superior de personalização em vários sentidos.

Temos seis modos de jogo no Multiplayer, Artifact Assault é basicamente um pega-bandeira, ou sei la como chamava essa brincadeira na nossa infância, se você nasceu nos anos 80 sabe do que eu to falando. Assassinate é um modo onde você tem que diferenciar o seu alvo dos NPCs e matá-lo, sem graça. Corruption é um modo em que se você for o “corrupto”, tem que matar o máximo de oponentes o mais rápido possível, e quando “não-corrupto” tem que se esconder e tentar se manter vivo o máximo possível, um polícia e ladrão ao contrário, já que a polícia se esconde.  Deathmatch, isso existe em todo jogo de FPS, é novo no AC Revelations no entanto, mas por somos encaminhados para essa modo como o melhor para começar. Escort é como o modo VIP do Counter Strike, ou seja, você tem que proteger um VIP da equipe que quer assassiná-lo. E por fim o Training Ground,  que é, treinar no mapa e só, não é competição.

Enfim, para concluir, o jogo não inova, mas sobe a qualidade e mantém a grande jogabilidade, comparado com seu último título que já era brilhante, não perca tempo, e se você não conhece a franquia, aproveite que Assassin’s Creed Revelations traz como bônus o primeiro título da franquia além de vouchers de desconto de 30% para os outros dois títulos, ou seja, te ajuda a completar uma das melhores coleções de games da nova geração.

Reveja o trailer da E3 desse ano, ao som de Iron – Woodkid, que encaixou perfeitamente, tanto que concorre a melhor trailer do ano no Video Game Awards, além de Melhor Game de Ação/Aventura.

Quer saber como o trailer termina? Veja a versão completa aqui.


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