Nintendo não terá mais distribuição oficial de jogos e consoles no Brasil

Leandro de Barros

  sexta-feira, 09 de janeiro de 2015

Nintendo não terá mais distribuição oficial de jogos e consoles no Brasil

Big N anuncia fim da parceria com a Gaming do Brasil e fica sem representante oficial por aqui

Uma notícia bem chocante para os fãs da Nintendo foi divulgada nessa sexta-feira, 9 de Janeiro. Em um comunicado divulgado à imprensa, a Gaming do Brasil (subsidiária da Juegos de Video Latinoamérica) anunciou que deixará de distribuir os produtos da Nintendo no país a partir desse mês.

A Nintendo, por sua vez, não anunciou uma distribuidora substituta e, portanto, deixará de ter seus jogos e consoles distribuídos oficialmente no Brasil.

O Brasil é um mercado importante para a Nintendo e lar de muitos fãs apaixonados mas, infelizmente, desafios no ambiente local de negócios fizeram nosso modelo de distribuição atual no país insustentável”, disse Bill van Zyll, Diretor e Gerente Geral para a América Latina da Nintendo of America

E que desafios no Brasil são esses que impossibilitam a Nintendo de atuar por aqui? Segundo o executivo, se trata das “altas tarifas sobre importação que se aplicam ao nosso setor e a nossa decisão de não ter uma operação de fabricação local“. A Nintendo prometeu “monitorar” a evolução do ambiente de negócios no Brasil para “avaliar a melhor maneira de servir nossos fãs brasileiros no futuro”.

E quem quer comprar jogos/consoles da Nintendo por aqui?

De acordo com a Big N, a venda de consoles e games em formato físico continuará no Brasil enquanto durar o estoque da distribuidora e das lojas de varejo. As vendas de jogos em formato digital através da eShop continuarão normalmente.

A HG Digital Services assumirá  todas as questões relacionadas à assistência técnica e garantias locais dos consoles/games da Nintendo.

E agora?

Das principais empresas de video-games do mundo atualmente, a Nintendo era sem dúvidas a que menos investia ou se esforçava pelo mercado brasileiro. O Wii U demorou muito para sair por aqui (os amiibos e os adaptadores de controles do GameCube para o Wii U nem saíram!), seus jogos não tinham localização quase nenhuma (com a exceção de manuais e caixa), a empresa nunca investiu numa fábrica local para driblar os altos impostos de importações no Brasil e sua participação com o público local era quase nula, já que ela nem veio para o último Brasil Game Show.

Assim, a verdade é que pro dia a dia do gamer padrão, pouco muda. Para os donos de consoles da Nintendo, seus jogos ficarão mais difíceis de se encontrar em formato físico, já que as lojas especializadas terão de importar de outros países da América Latina, o que com certeza aumentará o preço dos games. O mesmo deverá acontecer com os consoles.

Por sua vez, o mercado cinza e o mercado digital deverão florescer um pouco, já que representarão alternativas mais viáveis economicamente.

A grande perda mesmo é para o mercado nacional como um todo, que fica portanto sem representação de uma das maiores marcas do mundo. O mercado brasileiro, que estava em franca ascensão antes, perde força financeira e simbólica.


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