“Não há ligação científica entre jogar games e violência”, diz a CEO da UKIE

  Leandro de Barros  |    quarta-feira, 08 de agosto de 2012

CEO de associação britânica rebate as críticas da polícia australiana, dizendo que não há ligação entre a violência e os video-games

De acordo com a CEO da UKIE, instituição britânica que trabalha para desenvolver condições para a criação e distribuição de games no Reino Unido, não há nenhuma ligação provada entre o ato de jogar video-games e a violência da pessoa.

A declaração da Dra. Jo Twist, CEO da associação, veio para rebater as críticas de um comissário da polícia australiana, que disse que ” [nos games] você é recompensado por matar pessoas, estuprar mulheres, roubar dinheiro de prostitutas, causar acidentes de transito e matar pessoas. Isso pode não não afetar a maioria das pessoas, mas se afetar apenas um ou dois, o que nós ganhamos? Nós ficamos com alguns jovens potencialmente perturbados por aí que possuem acesso à armas como facas ou que sabem dar socos e que podem sair por aí vivendo essa vida dos games nas ruas da Australia. Isso é preocupante“.

Ao VG 24/7, a Dra. Jo Twist rebate dizendo que “não há nenhuma ligação científica provada entre jogar video-games e ser violento ou de que o fato de jogar video-games desensibilizem as pessoas à violência. Na verdade, pesquisas mostram que as crianças podem claramente distinguir a diferença entre a violência nos games e os tipos de violências que eles ouvem nos noticiários. Games são apreciados com responsabilidade por milhões de pessoas e as nossas pesquisas mostram que 92% dos pais reconhecem o impacto positivo dos games”.

A CEO da UKIE ainda reinforça dizendo que games voltados para adultos devem ser jogados apenas por adultos e trabalham temas mais polêmicos, como a própria violência, da mesma maneira que filmes, séries de TV e livros fazem. Para completar, a Dra. Jo Twist ainda lembra que o sistema de classificação indicativa existe para evitar que conteúdos que não sejam voltados para crianças acabem parando nas mãos dos jogadores mais novos.

No fim das contas, o assunto é o mesmo que nós já debatemos aqui no Supernovo antes. A responsabilidade do que as crianças jogam é dos pais. Se o seu filho de 12 anos está jogando Call of Duty, a culpa é sua que comprou o jogo e não prestou atenção nesse tipo de coisa. Porém, a questão é complexo e merece mais do que algumas poucas linhas para ser debatida.


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