Chefão da Valve confirma existência do Steam Box, mas nega anuncio ainda em 2013

Leandro de Barros

  quarta-feira, 09 de janeiro de 2013

Chefão da Valve confirma existência do Steam Box, mas nega anuncio ainda em 2013

Gabe Newell explica algumas das ideias da Valve por trás do seu console próprio

Talvez a máxima “Onde há fumaça, há fogo” não seja verdadeira em todas as situações, mas é em algumas. Há muito tempo que correm os rumores de que a Valve estaria pronta pra entrar no mercado dos consoles com um video-game próprio, chamado Steam Box.

Agora, em entrevista ao The Verge, Gabe Newell, chefão da empresa, confirmou os planos para lançar um console próprio em breve, mas negou que o anúncio oficial do Steam Box aconteça em 2013.

Antes de tudo, não custa lembrar que o console da Valve não se trata do Piston ou os outros periféricos que serão/estão sendo apresentados na CES 2013. São duas iniciativas diferentes, mas que podem (e devem) se relacionar mais pra frente.

Em primeiro lugar, Newell confirmou a informação de que o Steam Box virá com sistema operacional Linux, embora existirá a possibilidade para trocar para Windows, caso o usuário prefira assim: “Você pode instalar o Windows se quiser. Nós não deixaremos difícil. Não será uma caixa fechada à qualquer traço de imaginação“, comentou.

Em termos de controladores, não espere por nada que use a movimentação do usuário, como o Wii Mote do Nintendo Wii. De acordo com Newell, o Wii Sports já é o topo dos controladores de jogos por movimento. A Valve irá por um caminho diferente, focando em sistemas biométricos. “Nós temos muitas ideias. Acho que vocês verão que os nossos controles usarão um monte de informações biométricas“, disse.

“Como assim informações biométricas? Que tipo de informações biométricas existem? Como isso pode ser aplicado em um game?”

Basicamente, informações biométricas podem se dividir em dois tipos: fisiológicas (íris, impressão digital, DNA, etc) e comportamentais (assinatura, dinâmica de digitação, voz). Eu não sou um especialista na área, mas consigo imaginar algumas aplicações para esse tipo de informação em um console. A primeira, e mais óbvia, é a de segurança: um console pode só funcionar com  algumas determinadas impressões digitais, por exemplo. Em termos de jogabilidade, imagino que a Valve pode mesclar essas informações biométricas com algumas outras informações comportamentais (quais jogos o usuário joga, se ele completa todos os achievements, se ele prefere ação à história, qual o caminho que ele percorre para completar os desafios, etc) para configurar aspectos dos games que você jogar. Mas isso, obviamente, não passa de especulação da minha parte. Especulações essas que não devem estar muito erradas, já que o próprio Newell confirma que a Valve deve utilizar essas informações biométricas aliadas à um sistema de rastreamento dos movimentos do jogador.

Algumas outras funcionabilidades do Steam Box confirmadas envolvem um controle com “mais precisão e menos latência” do que os atuais e um navegador de Internet que permitirá que os jogadores façam qualquer coisa que fariam com o seu PC – como usar o Netflix ou o Steam, por exemplo.

Por fim, Newell afirmou a intenção da Valve de transformar o Steam Box em uma espécie de servidor, capaz de aguentar até oito “sessões de jogo” por vez, permitindo que se jogue em diversas TVs diferentes pela casa.

Steam Valve

Portáteis e Futuro do Steam

O Steam Box, que possui o codinome BigFoot durante o seu desenvolvimento, não foi o único assunto da entrevista de Newell. O executivo também falou sobre as intenções da Valve de entrar no mercado dos portáteis e do futuro do Steam, plataforma de distribuição digital de games.

Sobre um possível portátil da empresa, Newell confirmou que a Valve já trabalha em algo apelidado de LittleFoot. A empresa vem estudando o mercado portátil e o que vem sendo feito com smartphones e tablets para poder traçar uma estratégia e desenvolver uma interface que se encaixe muito bem nas intenções dos consumidores desse mercado.

Quanto ao futuro do Steam, Newell afirmou que a ideia é deixar a plataforma cada vez mais personalizada. A Valve acredita que, para o Steam continuar evoluindo, é essencial apostar no engajamento entre os usuários da plataforma. Assim, já existem planos para que cada usuário possa montar a sua “loja” dentro do Steam, com base nos seus gostos pessoais, permitindo que pessoas com gostos parecidos acabem se aproximando e jogando juntas.


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