Assassin’s Creed 4: Black Flag nem saiu e já é alvo do PETA

Leandro de Barros

  terça-feira, 05 de março de 2013

Assassin’s Creed 4: Black Flag nem saiu e já é alvo do PETA

Organização ataca o fato do game possuir um sistema de caça de baleias

Ontem nós vimos os primeiros trailers de Assassin’s Creed 4: Black Flag, novo título da franquia mais bem sucedida da Ubisoft. No game, o jogador controlará Edward Kenway, avô de Connor (o assassino do terceiro game), que é um pirata. A empresa francesa já anunciou que o game terá um mapa gigantesco e vários sistemas auxiliares para entreter o jogador. Entre esses sistemas, um para caçar baleias.

AC 4 Baleias

Como não poderia deixar de ser, as orelhas peludas do PETA já se ouriçaram ao ouvir o termo “caça de baleias” e não tardaram ao se manifestar sobre o caso.

Caça de baleias – que é, atirar em baleias com arpões e deixá-las lutando por uma hora ou mais antes de morrer ou ser cortadas em pedaços enquanto ainda estão vivas – pode parecer algo tirado dos livros de história, mas essa indústria sangrenta continua nos dias de hoje mesmo perante condenação internacional e é vergonhoso para qualquer game glorificá-la. 

O PETA encoraja as companhias de video-games a criar games que celebrem os animais – não games que promovam a matança deles“.

Apesar das críticas, eu consigo ouvir daqui os executivos da Ubisoft agradecendo o fato do PETA nunca ter jogado Far Cry 3 e nem ter focado nos outros animais que também serão caçados em Assassin’s Creed 4: Black Flag.

De fato, um game (ou filme, livro, série, quadrinho ou qualquer outra plataforma de entretenimento) não deveria falar nunca sobre as partes negras da nossa história, principalmente um game que, vejam só, é focado e promove a recriação de partes da História da Humanidade, ainda que com liberdades criativas. Falar ou mostrar essas coisas é algo horrível que não devemos fazer nunca, mesmo que não haja absolutamente nenhum dano sendo feito. O mais seguro é fingir que esse tipo de coisa nunca existiu e nem existe atualmente. (“Capitão, o nível de sarcasmo desse parágrafo é muito alto! A nave não vai aguentar!”).

Em uma notícia relacionada, a Ubisoft comentou dois fatores sobre Assassin’s Creed IV: Black Flag e o futuro da franquia. O primeiro deles é o fato do novo game incluir algumas funcionabilidades interessantes nos consoles da nova geração:

Black Flag também estará disponível nos consoles da nova geração. Além dos gráficos e da física melhorada, as versões next-gen trarão novas funcionabilidades conectadas aos jogadores, permitindo que eles sintam que, ainda que eles continuem jogando Single-Player, será melhor ser um ‘Single Connected Player’. Quer dizer, os consoles next-gen permitirão aos jogadores experiências solo que serão beneficiadas pela presença de uma enorme comunidade“, disse Jean Guesdon, diretor criativo do game.

Não sabemos que “funcionabilidades” são essas, mas podemos chutar algumas coisas. Em Hitman: Absolution, uma das partes mais interessantes do game é adquirir contratos criados por outros jogadores e tentar cumprí-los. Cada jogador pode estipular alguns requisitos bem complicados, o que dá um ar de dificuldade muito grande à essas missões e extende o período de vida útil do título.

Considerando queu Black Flag será um jogo de piratas, não é difícil ver um sistema parecido, tanto com “assassinatos”  para o jogador efetuar, como com tesouros escondidos pelo mapa. Imagine que você poderá esconder alguma coisa e deixar pistas para outros jogadores tentarem encontrar esse tesouro. Seria uma funcionabilidade bem interessante, embora seja total especulação da nossa parte.

O outro comentário da Ubisoft foi sobre a presença de uma assassina na série principal de games da franquia. Em Assassin’s Creed III: Liberation, nós já temos uma protagonista feminina, embora o game seja para portáteis. Para consoles de mesa, ainda não tivemos nenhuma protagonista desse tipo, embora não seja algo impossível de se imaginar.

Eu diria que não seria uma surpresa ver uma assassina aparecendo na linha principal de Assassin’s Creed”, disse Ashraf Ismail, diretor de Black Flag. No vindouro game isso não aconteceu porque, bem, não era algo comum na época. “De uma perspectiva pirata, existem poucas piratas famosas, mas não era algo comum. Então, nós não queríamos adicionar um elemento tão detalhista que chamaria a atenção das pessoas“, completou.


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