Ao que parece, o PS4 é uns 50% mais rápido que o Xbox One

Leandro de Barros

  sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ao que parece, o PS4 é uns 50% mais rápido que o Xbox One

Revista Edge cita declarações de desenvolvedores que trabalharam com os dois consoles da nova geração e que disseram que o video-game da Sony tem melhor desempenho

Sempre que uma geração nova de consoles chega e começa a se estabelecer, fica aquele dúvida: Qual video-game é melhor? Para poder responder essa pergunta, outras tantas são levantadas: o que é melhor? Quem tem mais potencial técnico? Mais opções de jogos? Maior flexibilidade de jogabilidade?

Seja como for, a revista Edge tentou responder uma dessas perguntas. Em conversas com desenvolvedores que já trabalham em cima dos dois consoles, a publicação conseguiu apurar que, aparentemente, o PS4 possui uma leitura de memória mais ou menos 50% mais rápida que a do Xbox One e que o ULA (a unidade lógica e aritmética) do video-game da Sony também é 50% mais veloz que a do console da Microsoft.

PS4 Controle 04

Apenas para uma breve explicação, o ULA é um circuito digital que realiza operações lógicas e aritméticas (como o nome já entregava). Ele é uma das peças centrais de um CPU, que por sua vez é como o cérebro do computador/video-game. Portanto, ter um ULA mais rápido significa ter um processamento de tarefas mais veloz.

A Edge deu um exemplo interessante para ilustrar o caso. De acordo com a revista, a diferença entre os dois consoles faz com que um mesmo game possa rodar à 30 frames por segundo numa resolução de 1920×1080 no PS4, mas rodaria apenas à 20 e poucos frames por segundo numa resolução menor (1600×900) no Xbox One.

Ainda vale citar que a reportagem da revista frisa que tanto Microsoft quanto Sony ainda trabalham na parte técnica dos seus video-games – mais precisamente nas placas gráficas de cada um. A parte ruim para os fãs da Microsoft é que os desenvolvedores procurados pela Edge afirmaram que a placa gráfica que a empresa americana está usando no Xbox One é “horrível”.

Porém, nem tudo está perdido para a Microsoft. Uma das fontes da matéria da Edge explica que se os desenvolvedores usarem recursos como geração procedural, então os games pouparão esforços de leitura de texturas e outras informações e o Xbox One terá um desempenho mais veloz.

Xbox One

Geração procedural é a geração de conteúdo multimídia via algoritmos. A vantagem é que o conteúdo é criado via código e não precisa carregar muita informação do disco. Um exemplo simples: imagine uma caverna dentro de um game. Os desenvolvedores poderiam desenhar cada parede, monstro ou curva da caverna, aplicar uma textura diferente em cada uma delas e um modelo digital diferente para cada uma. Porém, isso ocuparia uma quantidade X de informação no disco e exigiria um bom desempenho do processador (e, portanto, uma ULA rápida) para que o cenário fosse renderizado dentro do game sem lag. Porém, usando geração procedural, o desenvolvedor pode criar um algoritmo que geraria uma caverna aleatoriamente dentro do jogo, poupando em recursos da máquina e dos criadores. É como Minecraft é feito, por exemplo, para que cada vez que um novo jogo seja criado, o mapa seja completamente aleatório e diferente. Porém, essa técnica possui pontos positivos e negativos que não vale a pena mencionar por aqui.

Outro recurso que o Xbox One pode utilizar para se manter “na luta” é o processamento em nuvem. Usando e abusando desse recurso (o que exige uma conexão com a Internet), os desenvolvedores da Microsoft já disseram que o potencial do Xbox One pode triplicar.

O PS4 também terá certas funcionabilidades de processamento em nuvem, mas apenas a partir de 2014.


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