Análise | F1 2012

Pedro Luiz

  quarta-feira, 07 de novembro de 2012

Análise | F1 2012

A Codemasters traz a edição 2012 do melhor simulador de campeonatos automobilísticos oficiais. Um verdadeiro show de gráficos e jogabilidade desafiante.

A desenvolvedora Codemasters não só é respeitada por sua relação com o jogador, como se destaca no cenário dos games como a melhor empresa no ramo dos simuladores de corrida. Desde o saudoso Toca Race Driver é possível notar empenho e qualidade nos jogos da desenvolvedora. E mesmo depois do incrível F1 2011, que estabeleceu um parâmetro de realidade nunca antes visto nos simuladores de corrida, a empresa tem em F1 2012 a missão de superar o insuperável, baseando-se na geração atual. O resultado dessa empreitada é mais que satisfatório.

Considerando o fato de que a versão 2011 do jogo da competição automobilística mais famosa do mundo era excelente, em termos gráficos e de jogabilidade, era de se esperar que a versão 2012 viesse somente com um aprimoramento no modo online e com os pilotos e escuderias atualizadas.  WRONG!  O game passou por inúmeros aperfeiçoamentos, e após 2 ou 3 horas de jogo nota-se uma imposição: Você é obrigado a ser perfeito para se dar bem.

Um convite ao inferno. Com pneus leves, KERS e DRS.

A atual geração de gamers não pode ser frustrada. Nota-se uma clara queda na dificuldade dos jogos após a geração 128 bits, e isso tem se tornado cada vez mais frustrante aos jogadores que procuram desafios mais complexos e duradouros. Para a agonia de muitos (e sorte de poucos), o novo F1 é difícil. Aliás, é dificílimo! Algo que já havia sido reportado à Codemasters na versão anterior era justamente o nível de dificuldade que o game apresentava, e aparentemente, a empresa não deu ouvidos.

Uma inovação se chama ‘’Youg driver test’’, ou ‘’Teste para jovens mancebos que não conseguem dirigir feito homens’’ (brincadeira). Nesse segmento é possível fazer pequenas missões com o objetivo de aprender, por exemplo, a utilizar o KERS e o DRS em ultrapassagens. É basicamente um tutorial muito mais desafiador e interessante que os que estamos acostumados a ver. Devo dizer que eu, jogador de F1 a anos, fiz o youg driver test no último nível e me saí mal. Se você se propuser a jogar no mais alto nível de dificuldade, com certeza passará raiva. É frustrante ao ponto de querer desligar o game. Até que você consegue baixar aquele décimo de segundo que faltava…

O modo carreira, tão elogiado desde o início da franquia, também foi aprimorado. Como um bom simulador de corrida, o game tenta incluir as questões humanas dentro do contexto das provas e treinos de qualificação. Sua equipe lhe dará um objetivo. Se cumprir, ótimo. Terá a chance de, mais adiante, lutar por uma vaga em uma equipe melhor. Se não cumprir, fique esperto ou será demitido. Lembrando que as equipes iniciais têm carros terríveis, tanto em aerodinâmica quanto em motor. É uma guerra particular entre você e o controle do carro, que é totalmente instável. A dificuldade está toda aí. Você é um piloto inexperiente, com um carro mal regulado. E não se desespere… Nas minhas primeiras horas eu também quis arrancar os cabelos.

Seu carro é uma arma

A velocidade que um carro de fórmula 1 consegue atingir é absurda se comparada a que estamos habituados no trânsito caótico de nossas metrópoles. Isso se deve ao potente motor e ao projeto do carro como um todo, seja em aerodinâmica ou em peso. O problema é que a potência desses benditos carros podem se tornar um problema aos pilotos desacostumados. Ao fazer uma curva, por exemplo, o piloto deve contornar a ‘’zebra’’ com destreza e pisar no acelerador de forma contínua até que a velocidade necessária para trocar de marcha seja atingida. Se, ao final da curva, você acelerar de uma vez… adeus corrida. Você não só irá rodar, como baterá nos carros que vem atrás e sofrerá punições que o atrasarão.

Falando em punições, a nova versão do game conta com uma direção de prova mais rígida. Aquela embolação que acontece durante a primeira curva não é justificativa para fazer o Michael Schumacher rodar na pista. Uma bela punição pode ser aplicada e, dependendo da gravidade, pose resultar na desqualificação do piloto.

Corra em Cingapura

Os gráficos de F1 2012, na versão PC (onde se obtém maior qualidade visual), são impecáveis. De fato, realismo é a palavra que define o game. Na jogabilidade, o menor erro pode custar toda a corrida. Nos gráficos, os detalhes são extremamente bem cuidados. Esses dois quesitos juntos montam um simulador.Desde o reflexo do sol na carroceria do carro até a camada de grama que fica grudada no pneu durante uma passeada na área de escape, tudo é bem cuidado.

Todos os 20 circuitos estão disponíveis no game e minimamente fiéis aos originais, assim como os pilotos e escuderias. Porém, recomendo que você, leitor e gamer, experimente um final de semana em Cingapura. O cenário de metrópole atrelado ao ambiente noturno impressiona até aqueles que não vêem os gráficos como um quesito importante na hora de decidir o que comprar.

Escolha o volante e ligue o motor

Eu tive a oportunidade de jogar o novo F1 2012 com um controle de Xbox e com um volante. Devo dizer que o aprimoramento na jogabilidade está beneficiando os jogadores que preferem usar o bom e velho joystick convencional. A ação está mais fluída e os comandos respondem de forma rápida. Porém, é óbvio que jogar com um volante e um par de pedais é muito mais emocionante e divertido, ainda que mais difícil. Então recomendo que você jogue das duas maneiras, pois as duas estão perfeitamente calibradas.

F1 2012 é definitivamente o melhor simulador de corrida já feito.  Aperfeiçoando o que seu antecessor havia implantado, o game vale a compra a partir do momento que coloca você no lugar de um piloto de fórmula 1. E o que é melhor: não facilita a sua experiência. Desafiador e bonito.

PS: A versão do jogo para PS3 e Xbox 360 está sendo vendida em formato especial. Você compra o jogo e leva também o documentário Senna, em Blu-ray. Também é possível comprar o game na versão simples.


Já está nos seguindo no Twitter e no Facebook? Vem trocar uma idéia com a gente também no Botecão do Jack, nosso grupo no Facebook. Se quiser algo mais portátil, corre pro Telegram.

Comentários