Wolverine – Imortal | Crítica

Vamos então falar do novo filme do Wolverine, e sequência direta de X-Men: O Confronto Final.

Após matar Jean Grey (Famke Janssen) para salvar a humanidade, Logan (Hugh Jackman) decidiu abandonar de vez a vida de herói e passou a viver na selva. Deprimido, ele é encontrado em um bar pela jovem Yukio (Rila Fukushima). Ela foi enviada a mando de seu pai adotivo, Yashida (Hal Yamanouchi), que foi salvo por Logan em Nagasaki. Yashima deseja reencontrar Logan para fazer-lhe uma proposta: transferir seu fator de cura para ele, de forma que Logan possa, enfim, se tornar mortal e levar uma vida como uma pessoa qualquer.

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Apesar de ser a sequência direta de X-Men: O Confronto Final, nos vamos encarar Wolverine – Imortal com a desagradável lembrança de X-Men Origens: Wolverine e com a agradável surpresa que foi X-Men: Primeira Classe. Um misto de sensações que se traduziram nos trailers e imagens que eram divulgadas do longa, ora parecia interessante, ora víamos aquela desajeitada cena do trem, que causava uma má impressão. Wolverine – Imortal não estava sendo levado completamente à sério por imprensa e público.

Antes que as pedras que vocês vão atirar me acertem, eu já vou dizer que esperava bem menos de Wolverine – Imortal, e o filme que me foi entregue foi divertido, com boas coisas e outras nem tão boas assim. O problema é que essas coisas nem tão boas vão te fazer esquecer do filme naturalmente, já que Wolverine – Imortal não é daqueles filmes que ficam marcados e você lembra dos detalhes.

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O principal problema do longa é a mentalidade do roteiro. A primeira metade é bem interessante abordando as características e problemas do personagem, consequências do filme anterior e como Logan lida com isso. É um filme que segue o modelo de filmes de super-heróis moderno como o que foi feito em Homem de Ferro 3 e O Homem de Aço por exemplo. Já a segunda metade, o filme cai no clichê do modelo antigo de filmes de heróis, muda o que estava sendo feito e arma aquela “batalha final” contra o grande chefão. Nessa parte a ação não foi tão bem feita assim e os vilões (Víbora e Samurai de Prata) não são nada expressivos para o público.

Em contra partida, o Logan está mais quadrinesco neste filme, ele se movimenta de maneira mais parecida com os quadrinhos. Ele salta mais parecido e eu diria que ele está mais animal do que nos outros filmes o que é um ponto positivo.

As cenas de ação infelizmente não são tão bem executadas como na maioria dos filmes do gênero. Não são ruins, mas não são o suficientemente atrativas. Como exemplo a famosa cena do trem que saiu em todos os trailers (inclusive saiu a cena quase completa como featurette), que destoa completamente do filme e quebra a suspensão da descrença, além de estar tecnicamente mal executada. Pelo lado positivo, tem uma cena no segundo ato onde Logan luta contra um clã de ninjas, que curiosamente tem pouco envolvimento do protagonista e mais a atuação em equipe do clã. Essa sim está bem executada, passa a emoção necessária e funciona no contexto do filme.

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Para os que gostam de referências dos quadrinhos, o filme não tem muito da obra de Frank Miller que coloca Logan no Japão, e a versão do Samurai de Prata no filme será polêmica.

Hugh Jackman está bem de novo no papel (seria curioso se não estivesse), mas não sei se é a versão definitiva do personagem nos cinemas. A tentativa de criar uma nova sidekick menininha para mostrar o lado “fofo” do Wolverine funcionou melhor neste filme com a Yukio do que a Vampira de Anna Paquin, por incrível que isso pareça. A Víbora de Svetlana Khodchenkova não consegue transmitir para o espectador o seu peso como vilã. A Mariko de Tao Okamoto está ok.

Wolverine – Imortal consegue ser um bom filme, porém não consegue marcar. Nada nele é marcante: nem os vilões, nem a história, e nem o próprio Wolverine. Porém é um filme melhor do que X-Men Origens: Wolverine. Diversão e espera por X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido é o que você mais vai extrair desse filme.

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