Crítica R.I.P.D. - Agentes do Além

R.I.P.D. - Agentes do Além se apoia em muitas soluções preguiçosas e clichês para te entregar um filme que quase aposto que você já viu antes.

Eder Augusto de Barros
edaummm

  sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Baseado na série em quadrinhos escrita por Peter M. Lenkov e desenhada por Lucas Marangon no começo dos anos 2000, R.I.P.D. – Agentes do Além já começa errado com esse título nacional.

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Nick (Ryan Reynolds)é um policial assassinado que entra para a Rest in Peace Department, uma polícia “do outro mundo”, para tentar prender o homem que o matou. Para ajudá-lo nessa missão, surge o experiente Roy (Jeff Bridges), um oficial que caça espíritos desde os anos 1800. Essa é a premissa de e que vai ganhar as telonas nesse ano.

O longa dirigido por Robert Schwentke é bastante falho em vários pontos e facilmente comparado à outro filme de organização secreta: MIB. A semelhança com o longa estrelado por Will Smith e Tommy Lee Jones é gritante. Ambientação bem parecida, os personagens de Ryan Reynolds e Jeff Bridges também tem muitas semelhanças à dupla de MIB. O aspecto sas almas que são caçadas pela dupla, e até mesmo os gadgets, tudo te lembra que você poderia estar assistindo à um MIB ruim.

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O roteiro é fraco e sem personalidade, diálogos forçados e buscando a piada perfeita à todo momento e um desenvolvimento bastante previsível são os fatores pelos quais a história de R.I.P.D. não agrada muito. O que parece é que nosso amigo Robert ainda pensa que filmes de HQ são para crianças e por isso eles teêm de ser extremamente didáticos e bobôs. R.I.P.D. se apoia em vários clichês e é o clássico filme de um rapaz que se vê dentro de uma organização que até então ele desconhecia, mas agora ele veste a camisa, vira o herói e salva o mundo. Até os meios, pelos quais a trama é resolvida, são pegos de ideias já batidas e esgotadas.

Mas o filme ainda assim tem algumas qualidades, os efeitos especiais estão bem legais, sobretudo quando somados as animações cartunescas que te fazem ter a sensação de ver um desenho animado transformado em live-action e acho que é um resultado muito satisfatório. A constituição dos “mostros” também tá bem legal e viva dentro do longa.

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Ryan Reynolds parece completamente limitado em cena, ele que deveria chamar os holofotes por ser o protagonista do longa, parece que os afasta. Em certos momentos, parece haver até um certo desconforto em Reynolds por estar fazendo o filme. Se o protagonista não empolga, sobra espaço em cena para Jeff Bridges, o ator realmente nos entrega um ótimo personagem em meio à toda essa confusão e dissonância de idéias. E não é só o personagem que é ótima, mas a interpretação de Bridges também, completamente à vontade em cena e apesar de viver um personagem exagerado em vários termos, o ator consegue manter o exato equilíbrio entre o forçado e o desconfortável. Mary-Louise Parker é a MILF mais MILF de todo esse mundo, mas nem podemos ser muito agraciados com a presença dela em tela, o que é uma pena. Kevin Bacon é outro completamente desconfortável em seu papel, a sensação ao ver o seu personagem em tela é: “Pelo amor de Deus, podemos acabar logo com isso?”.

Vale a pena ver o longa no cinema? Só e apenas se você for um maníaco por efeitos especiais e queira vê-los numa tela de cinema. Em qualquer outra circunstância não acho que seja necessário, quanto menos você esperar o filme estará na Sessão da Tarde e você poderá vê-lo três ou quatro vezes por ano.


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