Crítica É o Fim

Amigos se divertindo enquanto fazem um filme sobre o fim do mundo.

Eder Augusto de Barros
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  sexta-feira, 11 de outubro de 2013

James Franco, Jonah Hill, Seth Rogen, Jay Baruchel, Danny McBride e Craig Robinson estrelam a comédia que é escrita e dirigida por Seth Rogen e Evan Goldberg (dupla que escreveu Superbad e Segurando as Pontas).

No longa, os atores interpretam a si mesmos em uma festa na casa de James Franco. Lá, Michael Cera (Scott Pilgrim) está sendo o babaca de costume quando algo fora do comum acontece: o Apocalipse começa. É então que o grupo faz o que pode para tentar sobreviver ao apocalipse e todas as peripécias do pacote.

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O que eu mais gostei em É o Fim foi o fato de dar uma vida real para cada personagem por assim dizer. Acho ainda que o filme acerta muito em não só dizer para mim: “aquele cara ali que está dando a festa é o James Franco, aquele que fez o Duende Verde” e deixar para que eu imagine a personalidade deles (afinal eles já são conhecidos do público), correndo o risco de dar uma atitude a um personagem que contradiz com o que as pessoas pensam do ator/personagem. Sendo assim o filme gasta um certo tempo apresentando a personalidade de cada um, mostrar para você que o Jonah Hill dentro do contexto do filme é um cara muito legal, exatamente como você imagina. Ou não. Enfim, o ponto é, além de atores eles são personagens dentro dessa trama e o filme trabalha bem a personalidade de cada um dentro do contexto para que o filme funcione.

O filme brinca muito bem com o fato do Dia do Julgamento final e como suas atitudes na Terra podem ou não te salvar. Se você é um pecador sem volta ou se ainda pode fazer uma boa ação passível de perdão e que garanta o seu lugar no céu. O roteiro consegue transformar isso em piadas divertidas sem ser ofensivo, o que à meu ver é um bom resultado. Além é claro de ser uma história sobre amizade e o quão ela é importante na vida desses caras que fizeram o filme. Caras que trabalham com cinema, são amigos graças à sua profissão, é como se fosse realmente uma festa.

Seth Rogen;Jay Baruchel;James Franco

Tecnicamente o longa não empolga tanto, apesar de pedir por efeitos especiais em várias cenas, eles não são muito eficientes. Nota-se claramente que são objetos em CGI mal texturizados e mal animados. Infelizmente esses pontos prejudicam o andamento da história já que estão diretamente ligados ao seu desenvolvimento. A trilha sonora também não consegue marcar um clima de suspense, que resultaria de maneira interessante e provavelmente tornaria as piadas mais efetivas para quebrar o ritmo de tensão.

O grupo de amigos se divertiu fazendo isso e está claro na expressão de cada um. Nem tem como reclamar das atuações, eles não estão interpretando, estão vivendo. As participações de outros atores também rendem momentos engraçados como a de Emma Watson que já apareceu em vários trailers, Michael Cera que protagoniza uma das cenas mais engraçadas do longa e outras duas que não posso dizer pois não apareceram em nenhum trailer mas são legais. Aliás, fica a pergunta: um ator pode ser indicado ao Oscar por ser ele mesmo em um filme?

É o Fim é uma comédia divertida mas não tem nada de diferenciado, é normal, casual. Vale a pena ser visto, mas não faça disso uma necessidade.


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