Ajuste de Contas | Crítica

Estreou na última sexta-feira, 10 de janeiro, o longa Ajuste de Contas (Grudge Match). O filme é dirigido por Peter Segal, que já dirigiu comédias como O Professor Aloprado 2, Tratamento de Choque, Agente 86 e Como se Fosse a Primeira Vez. O longa é estrelado por Robert De Niro, Sylvester Stallone, Kim Basinger, Jon Bernthal e Alan Arkin.

O que vemos durante 113 minutos de projeção é a história de dois lutadores de boxe aposentados, Billy “The Kid” McGuigan (De Niro) e Henry “Razor” Sharp (Stallone), que rivalizaram no auge de suas carreiras e duelaram duas vezes de forma memorável na década de 80, com uma vitória para cada lado. Uma última luta entre os dois chegou a ser cogitada na época mas nunca chegou a acontecer porque Razor se aposentou de maneira inesperada. Fora dos ringues à mais de 30 anos, os dois são convencidos à realizar um último duelo, o desempate.

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Seria impossível um objetivo mais claro para esse filme do que a pergunta: Quem foi melhor no cinema, Jake La Motta ou Rocky Balboa? Qual dos dois filmes de boxe é o melhor de todos os tempos, Rocky ou Touro Indomável? E é exatamente isso que acontece no filme. O objetivo é cumprido com sucesso, fazendo os dois principais personagens, Razor e The Kid à semelhança (dentro das proporções) das suas inspirações cinematográficas, Rocky e La Motta respectivamente. O roteiro bem simples, com argumentos clichês e soluções completamente previsíveis, pode ser um problema pra que esperava um algo mais para um filme que se propôs desde o início à fazer piada com a idade dos dois atores, e preencher a projeção com referências e gags visuais relacionadas aos dois filmes em questão. Fica nítido que a comédia é muito mais efetiva para quem tem os dois “filmes referência” na memória.

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No prólogo do longa temos uma cena que pega momentos de Rocky e Touro Indomável, e usam uma tecnologia parecida com o que fizeram com Jeff Bridges em Tron: Legacy para pegar o rosto de Stallone e De Niro dos dois filmes e reproduzir as duas lutas de Razor e The Kid, uma homenagem interessante. Eu gostei bastante do resultado final da cena. Porém, nem tudo são flores, e duas coisas me incomodaram muito no último ato do filme: a montagem seguia um ritmo muito irregular e previsível, e na tentativa de dar um twist na trama foi criado um problema que colocaria o “Ajuste de Contas” em risco, porém soa completamente despropositado, incoerente com o resto do longa, e sem o efeito desejado, uma vez que o trailer e cartaz do longa já nos mostrava que o duelo final entre os dois velhotes iria acontecer de qualquer maneira. Uma bola fora do roteiro (juro que tentei uma piada com Boxe, mas não consegui).

Nem posso perder muitos caracteres falando sobre as atuações, já estamos literalmente cansados de ver Stallone e De Niro por aí, inclusive nesses papéis (mais o Stallone, é verdade), e Ajuste de Contas não nos reserva nenhuma surpresa nessa linha. O destaque para mim é Alan Arkin, que consegue criar os momentos mais engraçados vivendo o antigo treinador de Razor, Lightning.

Assim é Ajuste de Contas, um filme longe de ser marcante, com alguns defeitos, mas que consegue tirar do espectador algumas risadas e sobretudo a vontade de rever os clássicos homenageados por Peter Segal. Afinal de contas, qual é melhor, Rocky ou Touro Indomável?

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