Sofazão | A Senha Swordfish- Crítica

  Matheus Pessôa  |    sábado, 23 de junho de 2012

As ótimas cenas de ação são os maiores atrativos do filme para você que procura um filme com inteligência, tiroteio e trama muito bem estruturada

Pense em O Poderoso Chefão, o clássico do cinema mundial do século passado que foi e é inspiração para novas produções até hoje. Agora pense em Matrix, dos irmãos Wachowski, que retrata um mundo virtual de modo completamente inédito e ‘maluco’ até certo ponto. De certo modo, A Senha Swordfish (Swordfish, 2001) tem um propósito e uma trama parecida com esses dois filmes em certos aspectos.

O filme relata a história de um hacker (um dos melhores do mundo, por sinal), Stanley (Hugh Jackman) que foi preso infringindo a lei com suas estratégias virtuais. Durante o tempo que ficou enclausurado e recluso do mundo, tudo mudou. Sua vida estava arruinada. E Holly, sua filha, foi tirada dele quando se divorciou de sua esposa, que casou com um diretor de filmes pornôs e não quer mais saber de Stanley.

Depois de todo esse tempo, ele finalmente sai da prisão e pode ficar em liberdade desde que não chegue 45 metros perto de um computador. É então que surge Gabriel (John Travolta), um milionário que tem plano de aumentar ainda mais a sua bufunfa e para isso, precisa da ajuda profissional que Stan  pode oferecer. Ele sai do Texas (ignorando a lei que o impedia de fazer isso) e vai para Los Angeles encontrar o milionário, que lhe faz uma proposta muito tentadora, que Stanley simplesmente não pode recusar…E que envolve um ‘lucro’ de US$9,5 bilhões.

Quando disse que poderíamos comparar Swordfish com ‘O Poderoso Chefão’ , estava me referindo à maneira de como o mundo do crime é por trás de tudo, um mundo que é desconhecido pela maioria da população. Gabriel, no caso, é o grande chefão por trás de tudo que controla e manipula todas as pessoas que talvez estejam  no seu caminho até o dinheiro. Ele faz o que quer. Quando quer. E na trama, ele usa de todos os recursos disponíveis a seu alcance para atingir seu objetivo.

Com tanto dinheiro em jogo e com um cara rico como Gabriel, seria impossível o filme acabar sem grandes cenas de ação que foram filmadas (de verdade), como a do ônibus suspenso por um helicóptero que foi certamente um marco do filme e a cena da perseguição de carro em que o chefão aparece atirando para tudo quanto é lado num conversível.

O roteiro é muito bom e a história que se passa no  filme é bem direta, sem direito a muitas vertentes paralelas à rama principal a não ser a dos policiais que vigiam Stanley noite e dia para saber  que diabos ele está fazendo em LA.

Quando disse que havia também uma relação entre A Senha e Matrix, quis falar sobre todo o lance de computadores que move todo o filme, sobre a tecnologia que na época em que o filme fora produzido e que envolve situações em que o hacker deve criptografar arquivos e invadir o sistema do Governo americano e outras coisas assim. As cenas de ação são alguns destaques desta produção de quase 80 milhões de dólares, e posso citar também a brilhante sequência do assalto ao banco que ocorre no início do filme e que foi filmada com 135 câmeras.

Mas vale também ressaltar a inteligência por trás dos acontecimentos, a essência política envolvendo principalmente os personagens principais, sem que o filme perca o seu propósito. Realmente muito bom achar um filme que consiga mesclar isso de um jeito bom.

No elenco estão também Halle Berry (Ginger), Don Cheadle (Agente A.D. Roberts), Vinnie Jones (Marco), Camryn Grimes (Holly Jobson), Zach Grenier (A.D. Joy). A personagem que Hale Berry interpreta é a que primeiro faz a ‘ponte’ entre Stanley e Gabriel, e trabalha com o milionário em suas operações.

No fim, percebe-se que A Senha Swordfish é um filme em que nem sempre a verdade é dita e nem sempre o que está próximo de acontecer realmente acontece. Um filme que surpreende do início ao fim, com muitas revelações que pareciam improváveis. Surpreendente e de muito boa produção. Por isso, uma frase que é dita no filme e que pode talvez revelar algumas coisas que acontecem nele:

“O que os olhos veem e os ouvidos ouvem, a mente acredita”. Portanto, acredite quando digo que A Senha Swordfish é um bom filme.


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