Coluna /// Sala9 Sala9

O Príncipe do Deserto – Crítica

  Matheus Pessôa  |    sábado, 14 de abril de 2012

Filme estreia nos cinemas brasileiros essa semana e tem no elenco nomes como Antonio Banderas e Freida Pinto. Confira a crítica :

‘O Príncipe do Deserto’ (Black Gold, 2011) é um longa-metragem de  Jean-Jacques Annaud que é resultado de uma grande ‘miscigenação’ na parte técnica, contando com colaboradores diferentes, dos mais distintos países do hemisfério Ocidental do planeta. Entre eles: França, Itália, Tunísia e Catar, sendo que o filme fora filmado nesses dois últimos, no fim de 2010.

ANTONIO BANDERAS EM CENA DO FILME

Com aquela ‘velha história’ de disputa entre dois reinos por territórios que talvez sejam ricos em minerais, o filme tem no elenco Tahar Rahim, Freida Pinto, Antonio Banderas, Mark Strong, Riz Ahmed, Jamal Awar e Liya Kebede, sendo a maioria deles desconhecidos pelo público brasileiro. O roteiro é de Menno Meyjes, que trabalhara em A Cor Púrpura e em Indiana Jones e a Ultima Cruzada e também de a colaboração de Hans Ruesch.

O último citado acima foi o autor do livro ‘Black Gold ‘, de 1957, sendo que o filme foi adaptado a essa obra por Menno Meyjes. O filme  relata a descoberta do petróleo num tempo longíquo, na década de 30, quando o petróleo foi descoberto no Oriente Médio (área que mais contém o recurso disparadamente até hoje) que nessa época foi tratado como ‘ouro’, dando explicação ao título da obra de Hans Ruesch em inglês, tamanha a importância do petróleo e a fascinação pela sua descoberta.

O enredo é estruturado daquela maneira clássica, onde o personagem principal, Auda (Tahar Rahim), se vê indeciso ao ter que se decidir entre ficar com um dos dois homens muito importantes em sua vida e que tem visões de mundo completamente diferentes um do outro: Amar (Mark Strong), seu pai, e o seu rival e Nesib (Antonio Banderas). Ambos assinaram um acordo que dizia que nenhum dos dois poderia explorar a área entre os dois reinos, para que não houvessem problemas quanto a divisão de terras.

EFEITOS ESPECIAISNÃO FORAM UTILIZADOS NAS FILMAGENS

Mas então, com a descoberta do petróleo, esse status de pacifidade muda e incita os personagens principais a escolher lados nessa guerra pelo ‘ouro preto’. Diferentemente de outras produções em que se usam muitos efeitos especiais, foi optado por se utilizarem efeitos reais, sendo que durante as gravações do filme foram utilizados mais de dez mil camelos, dois mil cavalos, 20 mil extras, sete mil figurinos feito à mão, 400 armas, 5 mil balas falsas, 250 espadas, como listou o site UOL. “Os filmes hoje em dia ou se parecem com videogames, com um exagero no uso das imagens geradas por computador, ou são filmes de arte. Há um enorme espaço entre esses dois extremos que eu quis ocupar com ‘O Príncipe do Deserto”, disse o diretor do filme.

Mas não foi nada que pudesse ofuscar a história do longa e nem a sua beleza visual; pelo contrário, essas ferramentas trouxeram uma ótima impressão aos espectadores, embora o filme seja um pouco ‘fora de época’; Mas se olharmos só para esse fato, também nos questionaremos quanto ao sucesso de ‘O Artista’ também.

Confira a ficha do filme:

‘Quando o líder Ammar (Mark Strong) é derrotado por Nessib (Antonio Banderas), os dois firmam um acordo em que o primeiro deve entregar seus dois filhos Saleeh (Akin Gazi) e Auda (Tahar Rahim) para serem criados por Nessib, junto com sua filha e princesa Leyla (Freida Pinto). Saleeh só pensa em voltar para o pai, enquanto Auda se rende à leitura e à cultura. Enquanto isso, uma batalha começa por causa do petróleo que começa a brotar em uma pequena faixa de terra.’ – Exame.Abril.com

O Príncipe do Deserto (Black Gold)

Direção: Jean-Jacques Annaud
Duração: 130 minutos
Gênero: Aventura, drama
Elenco: Antonio Banderas , Mark Strong , Akin Gazi, Tahar Rahim, Freida Pinto

Sobre » Sala9

Sala9 é a nossa coluna sobre cinema. Mais do que notícias ou comentários, aqui você lerá opiniões e artigos falando sobre diferentes pontos da Sétima Arte, com aquela puxada de sardinha pro nosso lado mais pop.

Afinal, pra onde você vai quando quer falar de cinema? A gente vai pra Sala9.


Já está nos seguindo no Twitter e no Facebook? Vem trocar uma idéia com a gente também no Botecão do Jack, nosso grupo no Facebook. Se quiser algo mais portátil, corre pro Telegram.

Comentários