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Espelho, Espelho Meu – Crítica

  Matheus Pessôa  |    sexta-feira, 13 de abril de 2012

Filme estrelado por Julia Roberts tem classificação livre e faz parte da nova 'onda' de se fazer filmes com os clássicos literários.

JULIA ROBERTS VIVE A 'BRUXA MÁ' NO LONGA

Espelho, Espelho Meu (Mirror, Mirror, 2012), de Tarsen Singh estreou no dia 6 de abril nos cinemas no Brasil, sendo que nos Estados Unidos foi a segunda maior bilheteria do último fim de semana, atrás apenas de Jogos Vorazes. O filme S tem no elenco Julia Roberts, no papel da rainha má que causa malefícios à Branca de Neve, vivida nas telonas por Lilly Collins.

O filme em muito se difere das tradicionais histórias orais contadas pelos irmãos Grimm antigamente; podemos perceber isso em muitos aspectos, a começar pela história, que é retratada de um ponto de vista diferente, por assim dizer. O rei do reino onde Branca de Neve vivia morre, e sua esposa assume o trono, passando a cobrar impostos abusivos a todos os que lá viviam. Situação que pode ser colocada perfeitamente  em situações do nosso cotidiano, nos dias de hoje, diferentemente do filme de Walt Disney.

Esses aspectos ‘inspirados’ em situações do dia-a-dia no mundo atual também podem ser percebidos quando, no início do filme, Branca de Neve abandona o castelo onde era trancafiada pela sua enteada (a rainha má), ao completar dezoito anos com o intuito de conhecer a realidade do povoado, que vivia muito humildemente nos arredores do magistral castelo onde a rainha vivia. Enquanto isso, a Rainha pretendia casar-se com o príncipe rico para salvar seu reino da falência, sendo que o homem era apaixonado pela Branca de Neve, mais um motivo pela qual ela foi ‘expulsa’ do castelo. A cena em que Branca vai ao povoado pode ser perfeitamente aplicável às cenas de desigualdade social que vemos pelas ruas atualmente, e que certamente são vistas nas ruas do país natal do diretor do filme, Tarsen Singh, a Índia.

MESMO TENDO BOA BILHETERIA NA PRIMEIRA SEMANA, O FILME NÃO PASSOU 'JOGOS VORAZES', QUE SEGUE COMO LÍDER NOS CINEMAS

Além de possivelmente fazer ‘críticas sociais’ ao mundo hoje, ‘Espelho, Espelho Meu’ conta também com várias cenas em que são ditas frases de humor que contagiam o público, que não é só infantil: essa nova adaptação agrada tanto ao público infantil quanto ao jovem e ao mais velho, levando o ‘certo’ entretenimento a todas as idades. No filme, também, as cenas em que a rainha má faz algo contra a Branca de Neve ou contra a população são tratadas mais com esse humor do que com um ar mais sombrio, por assim dizer. Algo que também pode justificar a classificação indicativa do longa.

Salvo algumas cenas em que esse humor é um pouco previsível, ‘Espelho, Espelho Meu’ conta com esse novo dinamismo de uma história clássica para atingir sucesso entre o público e que é apenas o primeiro dessa ‘nova moda’ da clássica história da Branca de Neve (ainda nesse ano, “A Branca de Neve e o Caçador”, com Kristen Stewart e Charlize Theron no elenco, chegará às telonas). E que também faz parte da onda de recontar os clássicos de antigamente, começada por ‘A Menina da Capa Vermelha’, no ano passado.

Confira uma pequena sinopse e dados sobre o filme:

‘A Rainha Má precisa casar com o rico Príncipe para salvar seu reino que está indo à falência. Mas o Príncipe está apaixonado por Branca de Neve, e para conquistá-lo a Rainha expulsa Branca de Neve para floresta. Lá, ela encontra e recebe a ajuda dos divertidos anões para lutar e reconquistar seu trono e o amor de sua vida. Nessa releitura do clássico conto dos irmãos Grimm, você descobrirá um mundo cheio de magia e comédia para toda a família.’

Elenco: Lily Collins, Julia Roberts, Armie Hammer, Sean Bean
Direção: Tarsem Singh
Gênero: Aventura
Duração: 106 min.
Distribuidora: Imagem Filmes
Classificação: Livre

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