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Crítica | Battleship – A Batalha dos Mares

  Eder Augusto de Barros  |    quinta-feira, 10 de maio de 2012

O filme é mediano, recheado de efeitos especiais, e visualmente agradável.

Battleship - A Batalha dos Mares

Battleship – A Batalha dos Mares é um filme inspirado no famoso jogo Batalha Naval, o longa conta com direção de Peter Berg (Hancock) e é estrelado por Tylor Kitsch (John Carter – Entre Dois Mundos)Alexander Skarsgård (True Blood), Liam Neeson (Batman Begins) e Rihanna, sim, a cantora. O filme é mediano, recheado de efeitos especiais, e visualmente agradável.

No filme Battleship – Batalha dos mares, Alex Hopper (Taylor Kitsch) é um oficial naval lotado no navio USS John Paul Jones, comandado pelo almirante Shane (Liam Neeson). Alex é noivo de Sam (Brooklyn Decker), filha de Shane, apesar de não ser bem visto por ele. Já em alto mar, eles precisam unir forças com a tripulação do navio USS Samson, comandado pelo irmão mais velho de Alex, Stone (Alexander Skarsgaard), ao encontrar uma força superior desconhecida, que ameaça a existência da humanidade.

Bem, o roteiro é mais do que batido. Queriam fazer um filme de guerra com invasão alienígena, mas já haviam tantos por ai como Invasão do Mundo: Batalha de Los AngelesIndependence Day, Guerra dos Mundos e muitos outros. Só que a Universal e a Hasbro neste caso uniram forças e fizeram um filme qualquer destes que eu citei, só que no mar. Ou seja, guerra, extraterrestres, e água, num resumo bem curto. Aproveitaram para divulgar o jogo, fizeram uma coisa parecida com Transformers, outra franquia baseada em brinquedos da Hasbro. Inclusive os produtores são os mesmos, e visualmente o filme também é bastante parecido.

Battleship - A Batalha dos Mares

A história segue aquela velha fórmula, protagonista desacreditado, desanimado, sem vontade de cantar uma bela canção. De repente ele se vê no meio da guerra, vê coisas ruins acontecerem ao seu redor, a responsabilidade recai toda sobre ele, e incrivelmente ele salva o mundo. Clichê como sempre. Eu disse no paragrafo anterior, você já viu esse filme, só que diferente. Quem já viu  Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles vai notar muitas semelhanças entre os dois longas.

O desenvolvimento também não é uniforme, começa lento e chato, demora para pegar. A segunda metade já é mais animada, tem mais ação, diria até que tem uma certa estratégia para você entender, e em certos momentos eu até brinquei de adivinhar onde estaria o inimigo no mar. Sim, eles retratam o jogo literalmente, não seria inspirado no jogo se ele não fosse retratado.

Os atores, bem, não tem ciência para um filme desse. Até Rihanna esteve bem, por incrível que pareça. Gostei mais dela atuando do que cantando. O protagonista Tylor Kitsch também engana legal, o sueco Alexander Skarsgård e o grande Liam Neeson já são conhecidos da massa, e num filme clichê, eles entraram no espírito.

Como eu já mencionei, o filme é belo visualmente, os efeitos especiais são bons, lembra muito Transformers, o que já era esperado. Os extraterrestres estão bem concebidos, e construídos, é um prato cheio para quem gosta de analisar estas coisas. Em certos momentos, principalmente quando estão com suas armaduras (diga-se de passagem é melhor do que sem) lembram bastante as armaduras de Mass Effect 3. A ação é boa, principalmente as sequências de artilharia entre os navios e as naves inimigas, é um filme 100% ação, não espere grandes reviravoltas no roteiro, o básico impera, pura diversão visual.

Battleship - A Batalha dos Mares

Vamos resumir, passar a régua e fechar a conta. Battleship – A Batalha dos Mares é um filme de nicho, vai bem para quem gosta de ação pura e crua, efeitos visuais fantásticos e muita explosão. Já quem curte um roteiro mais elaborado, uma história que pode até ter menos ação, e que as explosões sejam apenas na sua cabeça, neste caso Battleship fica devendo. Tire suas conclusões.

O longa chega aos cinemas brasileiros em 18 de maio de 2012.

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