Branca de Neve e o Caçador – Crítica

Juro que eu tive a impressão de estar assistindo Crepúsculo, tava lá a Bella, fadas brilhantes, triângulo amoroso e até o beijo do vampiro. Brincadeiras à parte, Branca de Neve e o Caçador chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (01) estrelado por Kristen Stewart, Chris Hemsworth e Charlize Theron.

No épico de ação e aventura Branca de Neve e o CaçadorKristen Stewart (Saga Crepúsculo) interpreta a única pessoa mais bonita do que a Rainha Má (A ganhadora do Oscar Charlize Theron) que pretende destruí-la. Mas o que a bruxa nunca imaginou é que a jovem que ameaça o seu reinado tem treinado na arte da guerra com o Caçador (Chris Hemsworth, de Thor) que foi enviado para matá-la. Sam Claflin (Os Pilares da Terra) será o Príncipe Encantado pela beleza e poder da Branca de Neve.

O longa conta, com uma pegada bem crua, a velha e conhecida fábula da Branca de Neve, com certas modificações na história, chega a beirar o interessante. Não tem como rasgar elogios para um argumento tão batido como esse, mas o longa conseguiu desmistificar  a história de mulherzinha entre muitas aspas. Li críticas que diziam que o filme tinha um certo realismo, e tenho de respeitosamente discordar: um conto de fadas, com seres fantásticos e exércitos fantasmas nunca será realista, no máximo mais sombrio e cru.

As tais mudanças na conhecida história da Branca de Neve nos entrega belas batalhas medievais, e batalhas de corpo à corpo, principalmente nas cenas que envolvem Thor e seu martelo. Thor? Desculpem, o Caçador e seu machado. Mas falando sério, Chris Hemsworth está muito à vontade no papel do Caçador, principalmente nas cenas de luta, as atuações dele como Thor renderam uma certa experiência ao australiano, sua desenvoltura em combate é de impressionar.

Belo graficamente, os efeitos visuais, coloração, e CGI estão de tirar o chapéu, muito bem fotografado e acabado. Muita gente nem vai se importar com esse parágrafo, mas o longa é realmente uma bela experiência visual. As cenas na Dark Forest são realmente impressionantes graficamente, o ar sombrio combinado à trilha sonora perfeita e fantásticas animações em CGI de animais e plantas fantásticas chegam realmente a criar um certo medo. Aliás, os seres todos que foram criados com a computação gráfica estão realmente bem executados. A trilha sonora também é interessante, mantém o ar sombrio com muitos uivos de vento e baixo volume na ambientação para criar uma apreensão constante, que te faz estar envolvido constantemente na história.

Charlize Theron fez uma excelente exibição como a Rainha Má, o personagem é interessante, mas não passa do esteriótipo da Rainha Má. Kristen Stewart por sua vez, deixou a desejar, faltou carisma e confiança para viver sua personagem, ela esteve o tempo todo passsando a imagem de uma pessoa frágil, acuada e com medo, mesmo e principalmente, quando era necessário ser o oposto. Juro que eu não quero ser injusto, aliás, eu não a considero má atriz, ela tem ótimos papeis como em The Runaways, mas deixou a desejar nesse.

Considerando que você já sabe o que acontece na fábula da Branca de Neve, e esse filme nada mais é que uma nova maneira de contar a história, não podemos esperar grande roteiros de explodir cabeças, por isso, penso que a experiência visual vale a pena. Não é um grande filme, mas é longe de ser ruim. Acredito até que seja o nível que todos esperavam que seria.

The Handmaid’s Tale – Review – 1ª Temporada

Começa numa perseguição de carro e continua numa perseguição a pé, uma família acuada tenta fugir de seus perseguidores se embrenhando na floresta, a tensão...

Agents of SHIELD – Review – 4° Temporada

Magnifica! É a primeira palavra que me vem à mente para descrever a série Agents of SHIELD, uma série que começou com uma pegada totalmente...

Crítica | Resident Evil 6 – O Capítulo Final

Resident Evil 6 – O Capítulo Final, dirigido por Paul W. S. Anderson e levemente baseado no jogo de vídeo game do mesmo nome,  é...

Desventuras Em Série – Crítica – 1° Temporada

A quase 12 anos atrás, chegava ao cinema a adaptação de um dos maiores sucessos literários da história. “Lemony Snicket’s A Series Of Unfortunate Events”,...

Resenha de Como Tatuagem, de Walter Tierno

Walter Tierno é autor nacional, publicou dois livros pela Giz Editorial (Cira e o Velho e Anardeus – No Calor da Destruição) e agora, pela...

Resenha de Além-Mundos, de Scott Westerfeld

Scott Westerfeld é, atualmente, um dos escritores que considero consistentes a ponto de ler seus livros sem saber exatamente do que se tratam e ainda...