Anjos da Lei – Crítica
Anjos da Lei é uma ótima adaptação, comédia rara, despretenciosa e que garante 1h45 minutos de risadas.

Baseado o seriado do final dos anos 80 que alavancou a carreira do astro Johnny Depp, Anjos da Lei é uma ótima adaptação, comédia rara, despretenciosa e que garante 1h45 minutos de risadas. O indicado ao Oscar Jonah Hill (Moneyball – O Homem que Mudou o Jogo) estrela o filme ao lado de Channing Tatum (Querido John), ainda no elenco estão Ice Cube (xXx 2 – Estado de Emergência) e Dave Franco (Superbad).
Na trama, os melhores amigos na época do colégio Schmidt (Hill) e Jenko (Tatum) se tornaram parceiros improváveis durante a Academia de Polícia. Designados para trabalhar disfarçados sob o comando do Capitão Dickson (Ice Cube), eles trocam as armas por mochilas e se infiltram numa área dominada por jovens.
No entanto, voltar para a escola não será tão fácil como parece, já que os jovens de hoje em dia são bem diferentes do que els foram. Assim, tudo o que Schimidt e Jenko pensavam saber sobre ser um adolescente – o sexo, drogas e rock’n’roll – está errado.
O filme retrata, nas devidas proporções, a evolução dos jovens, antes o badboy Jenko era popular exatamente pelo seu comportamente, já o nerd Schimidt era alvo de chacota pelos ditos badboy. Os anos passaram, a sociedade está diferente, e na escola é igual. Os nerds são populares, são diferentes, e isso acaba fazendo com que as expectativas dos amigos sobre voltarem à escola seja completamente anulada no primeiro contato criando várias situações engraçadas e inusitadas. O roteiro de Jonah Hill é interessante, ele consegue equilibrar bem as piadas inteligente, o humor pastelão e a ação, preta uma homenagem ao seriado batizando sua identidade secreta de Doug, personagem vivido por Peter DeLuise em 87. Essa dinâmica de Hill no roteiro e atuação só contribuiu para o sucesso do filme e foi outro acerto na mosca do longa.

Penso que Anjos da Lei acerta exatamente por ser um filme despretencioso, tem no elenco um cara que consegue fazer qualquer papel, que é o Jonah Hill, e isso realmente conta, já que ele tem a identidade normal e a falsa, e consegue lidar muito bem com isso. É um cara engraçado e talentoso, e contribui muito para o sucesso do filme. Channing Tatum não é o melhor ator do mundo, mas uma coisa que eu admiro no cara é o entrosamento dele com os companheiros de cena, ele está muito à vontade com o Jonah, e essa química reflete principalmente nas cenas de humor exculaxado e certamente irá arrancar de você várias gargalhadas. Ice Cube estava ok, consegue também te fazer rir, porém, como nem tudo é perfeito, o rapaz como ator é um ótimo rapper, ou não. O irmão de James Franco, Dave Franco, franquinho coitado, mas não compromete.
O filme é de uma filmagem simples, nada de complexo, afinal é uma simples comédia. Ou seja, nem tem como falar de efeitos especiais ou ação implacável, ou sequências ótimas. Não é o foco aqui. A pouca ação que o filme tem é normal também.
A direção é da dupla de produtores executivos do sucesso How I Met Your Mother, Phil Lord e Chris Miller. O longa ainda guarda uma surpresa no fim com a participação especial de Johnny Depp e Peter DeLuise que são do elenco original da série de mesmo nome do fim dos anos 80.
Resumo geral da obra, uma grande comédia, Jonah Hill muito bem mais uma vez, vale muito mais do que a pipoca. Vá ao cinema. E alugue também quando sair na locadora, filme bom não cansa.

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