Valente – Crítica

Assistir aos filmes da Pixar requer algo mais que duas horas de atenção. Não é só uma projeção numa tela branca, mas uma experiência. E o que é melhor: para todas as idades. Vindo de um tropeço criativo em Carros 2, a produtora veio para 2012 com a missão de se redimir trazendo um filme à moda da casa; inteligente, atual e comovente. E Valente (Brave, 2012) não só demonstra a retomada criativa que a produtora precisava como marca a volta dos filmes para todas as idades.

A tal experiência em assistir os filmes Pixar está, por exemplo, nos curtas-metragens que antecedem seus filmes. Aqui temos o curta La Luna, que concorreu ao Oscar na categoria melhor curta de animação. Já começamos a perceber a grandeza da experiência quando vemos um garotinho de origem italiana (A julgar pelos trejeitos e roupas) ajudar seu pai e seu avô no trabalho da família. Com a trilha sonora inspiradíssima de Michael Giacchino, o curta inicia de forma brilhante o filme a seguir.

Valente narra a história de Merida, uma princesa escocesa que aprendeu a se defender com seu pai, mas que é repreendida por sua mãe, que a encara como uma dama e a prepara para o dia de seu casamento. Muito habilidosa com seu arco e flecha, Merida decide se rebelar contra a obrigação de se casar com um dos três representantes de clãs de seu reino, porém, algo dá errado, e uma tragédia acontece.

Com os cabelos ao vento, Merida é uma personagem muito interessante. Covardia dizer que é uma das melhores da Pixar, já que os memoráveis Woody, Buzz, Remí, e Wall-e fazem parte dessa lista. Mas podemos, por exemplo, definir a personalidade da personagem no instante em que ela é colocada em cena. Seus rebeldes cabelos ruivos mostram seu desejo de se libertar das antigas tradições, e com isso, respeitam a regra máxima do cinema, onde cada elemento da cena deve ser aproveitado para construir um personagem ou dar continuidade a história.

O jeito Pixar.

A ambientação do filme é sensacional. Florestas escocesas carregadas de histórias e mitologias ricas em conteúdo são o cenário perfeito para uma história de valentia e bravura. A trilha sonora, quando não cantada (Na versão brasileira, as músicas são cantadas pela cantora Manu Gavassi. Alguém aí já ouviu essa menina cantar? Pois é), também é impecável, e ajudam a compor a atmosfera perfeita.

O roteiro, apoiado no clichê, consegue contar a história de forma leve. O filme redondinho que a Pixar sempre soube fazer está lá, com seus momentos de ternura, comédia e terror.  Por vezes rimos dos velhos escoceses brigões, ou nos assustamos com as mandíbulas em riste dos ursos, e também nos emocionamos com pedido de perdão da filha para sua mãe.

Um filme na medida. Sem exageros ou simplicidade. Sabemos o que vai acontecer ao final da projeção, mas o método usado para chegar lá é o melhor possível.

A Pixar é assim. Fazendo-nos amar cinema desde 1995.

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