Universidade abre cadeira sobre o Universo Cinematográfico da Marvel

Leandro de Barros

  terça-feira, 23 de setembro de 2014

Universidade abre cadeira sobre o Universo Cinematográfico da Marvel

Aula na Universidade de Baltimore vai comentar o processo de formação do Universo Cinematográfico da Marvel

A Universidade de Baltimore anunciou que, a partir do primeiro semestre de 2015, abrirá uma cadeira para os interessados na discussão sobre o Universo Cinematográfico da Marvel Studios, que recentemente passou da marca de $7 bilhões de dólares em bilheterias.

O curso será ministrado por Arnold T. Blumberg, um historiador de quadrinhos e cultura pop. Dentre os trabalhos anteriores de Blumberg constam a co-autoria do livro The Overstreet Comic Book Grading Guide e diversos artigos sobre a história dos quadrinhos, além de ministrar uma cadeira especial sobre Zumbis em livros, HQs, filmes e outros tipos de mídia na própria Universidade de Baltimore desde 2010.

A ideia da cadeira é mostrar como a Marvel Studios contruiu um universo coerente e viável em suas tramas, personagens e histórias de fundo, além de abordar a fixação sobre super-heróis na sociedade de hoje e ameaças globais fictícias usadas pela Marvel.

De acordo com Arnold Blumberg, dois filmes da Marvel terão muito destaque nas suas aulas: Os Guardiões da Galáxia e Homem de Ferro.

O primeiro será importante para mostrar o progresso da Marvel na construção de um universo tão coerente que “a Marvel Studios agora pode lançar um filme de ficção científica que realmente contém árvores e guaxinins falantes. Não é que eles estão conseguindo ‘escapar’ ao fazer isso – eles criaram um universo onde os fãs completamente aceitam esses desenvolvimentos – e estão prontos para mais!”, explica Blumberg.

Já em Homem de Ferro reside a chave para entender como a Marvel fez seu trabalho, de acordo com o cara:

Assim como os primeiros gibis tinham de “treinar” seu público nos mecanismos básicos de uma história em quadrinhos, com personagens humanos se transformando em heróis que dialogavam com leitores numa idade universitária, essa série cinematográfica vem sendo construída para levar um público de filmes mainstream em direção à um mundo selvagem com super-heróis e ficção científica. E tudo começou com um centro emocional humano entregue no primeiro filme do Homem de Ferro e foi construído a partir daí

via CBM


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