Super 8 – Crítica

  Eder Augusto de Barros  |    quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Confira a nossa crítica para a mais recente obra de J.J. Abrams (Lost) nos cinemas, com roteiro e direção do mesmo, e produção do mestre Steven Spielberg, Super 8 não chega para ser um clássico, mas pode te entreter bastante!

O tão esperado trabalho da autoria do aclamado diretor J.J. Abrams e produzido pelo mestre dos mestres (magos?) Steven Spielberg chega finalmente aos cinemas brasileiros amanhã, dia 12 de Agosto. É nós já vimos o filme há algum tempo, e bem, para não te assustar, darei minha avaliação no fim… Tentarei não fazer nenhum Spoiler, mas vá com calma, right?

A trama se passa no verão de 1979, quando um grupo de seis garotos, em uma cidade industrial de Ohio, testemunha uma catastrófica colisão noturna de um caminhão com um trem de carga. Eles registram tudo com a câmera Super-8 com a qual estavam tentando fazer um filme. Não tarda para que eles comecem a desconfiar que aqui não foi um acidente, quando misteriosos desaparecimentos começam a acontecer e o exército tenta encobrir a verdade – algo muito mais terrível do que eles poderiam imaginar.

Ao ver o trailer é inevitável comparar em alguns termos, Super 8 à E.T. o Extraterrestre do mestre Spielberg, a ambientação é semelhante, o envolvimento das crianças também, o contato com aliens, que já não é mistério para ninguém que eles estarão em Super 8, e tem mais coisas semelhantes, foi uma clara influência, de fato, até J.J. Abrams já confessou que o filme é inspirado em várias obras de Spielberg.

O filme é razoávelmente longo, 112 min, ou, 1 hora e 52 minutos. E infelizmente, detesto dizer isso, ainda mais de uma obra tão aguardada e de nomes com tanto respeito, mas, vamos dividir o filme ao meio, a primeira parte, é de uma qualidade inquestionável enquanto a parte final deixa bem a desejar, principalmente pela espectativa gerada com os trailers e virais liberados, como esta cena que foi divulgada para que víssemos parte do suposto Alien.

O ponto alto do filme é realmente a trama inicial, até 60% ou 80% do filme, aquilo vai te envolvendo, enchendo de espectativas. Até ai maravilha, você já tá envolvido, espero o alto momento do filme, meu amigo, o alto momento já passou, esquece, daí em diante é só decepção principalmente a sequência de cenas que encerra o filme, não encontro uma palavra para classificar esse sequência, sério, tenho respeito pelo Spielberg, por isso me abstenho de tentar classificar o final do filme, afinal eu tenho esse direito…

A grande cena do filme é aquela que você já filme no trailer, não viu completa claro, mas viu um trecho, que é a colisão do trem, uma bela cena, muitos efeitos, grande sequência, mas é só amigos. Nem o tal Alien (who?) é empolgante, aliás, pelo contrário… O momento alto é a sub-história das crianças apaixonadas por cinema, que valorizam cada cena ao produzir seu filme caseiro, que se aproveitam dos acontecimentos no seu condado como uma mais valia para o filme que estão produzindo, e realmente nos emocionam em algumas cenas, como a cena antes da colisão, a paixão dos meninos por aproveitar o momento é tocante, todo fã de cinema vai dar valor a isso, mas definitivamente, não é o que eleva o filme à um ponto auge de uma obra-clássica, isso é uma sub-história, não o enredo principal, não se iluda com críticas apaixonadas pelo estilo Spielberg-Abrams de ser, leia as sinopses, trata-se de um Thriller de Mistério com Sci-Fi e não um tributo à cineastas!

Atuações não podemos reclamar, não tinha muito por onde exigir, Elle Fanning, a irmã da Dakota Fanning, realmente surpreende, a menina vai muito bem, Spielberg teve razão ao elogiar. O novato Joel Courtney (Joe Lamb) não compromete, faz que tem de ser feito, o veterano Kyle Chandler faz como o filho (no filme) não compromete, e o multi facetado Noah Emmerich, como sempre, está na média ou um pouco para baixo, impressionante como ele não vinga, são só participações que ele se sai bem, quando o exigem muito, nada flui… falta foco Mr. Noah!

Levando em conta que J.J. Abrams se baseou em outras ideias, posso dizer que a parte grande da criatividade se guarda para os créditos, veja, a ideia é no mínimo sensacional, mas não tenho a certeza que é inédito, como nada neste filme. E vamos avaliar o dito cujo:

Filme nota 9 antes do meio, e nota 6 depois. Média 7,5. Está curioso? Vá ao cinema, é sempre uma grande valia assistir à um filme no cinema, é sempre melhor que no DVD ou Blue-Ray, sem dúvida você vai olhar para o filme de uma maneira diferente. Agora se você tá naquela “Qual filme eu escolho para ir ver esse mês?”, esquece, escolhe outro, Super 8 não é o seu filme do mês, definitivamente.


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