Sofazão | O Artista- Crítica

  Matheus Pessôa  |    sábado, 25 de agosto de 2012

Filme vencedor de 5 Oscars em 2011 é uma homenagem brilhante ao cinema mudo

Depois de 83 anos, um filme em preto e branco volta a ganhar uma estatueta de melhor filme. O último havia sido Wings, de 1929. Mas O Artista fez história ao ganhar o Prêmio da Academia de Melhor Filme de 2011.  E a vitória sobre os outros filmes concorrentes não se deu justamente por um demérito deles, mas sim, por um mérito total dessa produção que foi dirigida por Michel Hazavicius.

O Artista conta a história de George Valentin e Peppy Miller

George Valentin (Jean Dujardin) é um famoso ator do cinema mudo, em 1927 e era muito reconhecido por seus trabalhos e reconhecido por todos os lugares em que passava, um verdadeiro ídolo naquela época. Mas quando avanços tecnológicos chegam ao mercado, sua carreira é posta em cheque e ele acaba sendo esquecido por todos, até mesmo aqueles que um dia ficaram ao seu lado quando era famoso.

Enquanto ele está na fossa, uma ‘amiga’ sua ascende no cinema mundial e passa a estrelar grandes espetáculos por todo o país, se tornando uma verdadeira estrela. O nome dela é Peppy Miller (Bérénice Bejo), que outrora fora uma grande fã do agora arruinado George Valentin.

Sem soltar spoilers desnecessários, é importante ressaltar a inteligência por trás do filme e como O Artista se tornou esse grande fenômeno mundial, tendo boas críticas em praticamente todos os lugares. Há várias possíveis explicações para isso: o mix das emoções, o clímax e o anticlímax na medida certa, o fim brilhante… Realmente muitas explicações para o sucesso do filme.

Que atuação… Que atuação…

 O Artista mereceu ser nomeado. E mais importante: mereceu vencer todas as 5 estatuetas do Oscar ( fora indicado a 10 categorias), pelo trabalho de Ludovic Bource, que conseguiu fazer um trabalho magnífico: todas as músicas se adaptavam perfeitamente ao enredo. Pelo trabalho de Michel Hazanavicius, pela grande iniciativa de começar a fazer um filme mudo e pelo belo filme que fez. Pela esplêndida atuação de Jean Dujardin, que com certeza veremos em muitos outros sucessos futuramente e pelo ótimo figurino do filme, que conseguiu ‘adaptar’ as vestimentas remetendo à década de 1930.

E além de tudo isso por ser tão divertido, emocional e marcante, mostrando o auge, a ‘queda’ e a nova ascensão de George Valentin. Tudo é feito de uma maneira magistral, orquestrada e não-cansativa, com certeza um fator essencial para o grande fenômeno que este filme se tornou.

Enfim, assista O Artista e se divirta muito com a história de George Valentin e Peppy Miller, ambos personagens mais realistas do que você pode pensar e que farão você se emocionar na exibição do filme. Uma história consistente, direta e  bem elaborada.


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