Sofazão| Matrix Reloaded

Matheus Pessôa

  sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sofazão| Matrix Reloaded

Dando continuidade à crítica da semana passada, nessa permanecemos no mundo da Matrix, desta vez falando sobre o segundo filme da franquia e analisando um pouco a filosofia que é imprimida

Ora, ora, ora. Se você não escolheu a pílula vermelha… Bom, essa semana damos continuidade ao projeto ‘Trilogia Matrix’ com a crítica de Matrix: Reloaded! Na verdade, não é projeto nenhum (bem que poderia ser), mas como eu quero fazer a crítica sobre os três filmes, ninguém pode me deter. Bom, o Eder pode, mas como ele não disse nada contra, então aqui está a parte 2 de 3 da Trilogia Matrix. E obrigado a todos os leitores, que curtiram a última Sofazão 20 vezes e tuitaram por 21! Ganhei até um aumento!-sacanagem.

Então, sente no seu sofá e aproveite esta sofazão de Jabá!

Pondo em prática

No primeiro filme, Neo prometeu libertar todas as pessoas da Matrix que fosse possível. Descobriu o limite de seus poderes dentro da Matrix e finalmente se libertou do que era uma mentira em plenitude. Agora, ele pois em prática tudo o que foi aprendido lá.

Consideremos o primeiro filme um livro que ensina artes marciais. Suponhamos que ele ensinasse Muai Thai. Antes de lutar, você tem que conhecer os golpes e as estratégias de luta, correto? Bom, digamos que esse livro se chama Matrix (a parte mais ‘teórica’ da coisa). Agora que você já sabe quais são as manhas (pelo menos na teoria), você põe todos aqueles movimentos ilustrados nas páginas do livro em prática. Você ganha suas primeiras batalhas e aí decide lutar como se não houvesse amanhã. Esse é Matrix Reloaded.

 Depois de ter exibido tanta filosofia e inovação no primeiro filme da franquia, os irmãos Wachowsky resolveram partir para a ação (literalmente). Ao invés de tentar aprofundar os conceitos da matrix num nível maior, resolveram encher o segundo filme de combates excessivos (mas nunca cansativos). Essa,aliás, é a única coisa ‘ruim’ a dizer sobre Reloaded; a essência da novidade pode ter sido perdida na sequência, mas a atmosfera de algo inovador sempre esteve presente (e estaria, nem que fossem 100 filmes).

Exploração do humano

Ok, há uma coisa que eles conseguem acrescentar: o aspecto cultural do povo de Zion. Uma parte do filme se passa lá, bem no início, quando Neo e os tripulantes da Nabucodonozor estão voltando da jornada que foi mostrada em Matrix (que Morpheus decidiu fazer a fim de encontrar O Escolhido-e conseguiu). A parte mais marcante que podemos destacar é a festa rave que acontece assim que eles chegam lá, numa tentativa de mostrar que a raça humana ainda tem forças e é resistente às máquinas que agora representam uma ameaça maior do que nunca. A ligação entre Trinity e Neo também nunca tinha sido tão forte quanto agora, coisa que já poderíamos ter notado em Matrix, mas que agora virou um amor explícito. Tanto para os amigos quanto para os inimigos.

As grandes cenas de ação são de tirar o fôlego, em todos os momentos. Um dos embates mais emblemáticos do filme é indiscutivelmente a luta contra centenas de Smiths no parque, principalmente quando Neo resolve apoiar-se no chão com o cano e começa a chutar todos os seus inimigos que estão em volta. E, novamente, vemos o uso daquelas câmeras lentas que é uma das inovações dessa franquia, que ajuda na interação do espectador com o filme. Ele sempre estará na expectativa de algo.

Os poderes de Neo estão no auge, e são eles que protagonizam as melhores cenas desse segundo filme, que é bom, muito bom, com roteiro que deixa algumas pontas soltas e com bastantes cenas em que os músculos funcionam melhor que o cérebro dos personagens. Parte disso se deve ao fato de que… Bom, todos nós gostamos de ação. O primeiro filme trouxe bastante ação, também, mas esse teve muito mais cenas assim. Por quê? Bom, isso acontece porque Neo, Trinity e Morpheus agora resolvem partir para cima de tudo e de todos que estiverem no caminho, na crença de que Neo é o escolhido para salvar Zion.

E parece que eles nunca acreditaram tanto assim.

Fator Arquiteto

 Algo que merece ter espaço aqui é o encontro entre Neo e ‘o Criador’, o arquiteto da Matrix. Aquela cena representa todo o universo e a filosofia dos três filmes e é, com certeza, uma das melhores e mais inteligentes de Reloaded. Aquela sala cheia de televisões nos faz refletir sobre todo e qualquer tipo de escolha que nós já tomamos em nossas vidas e as que ainda podemos tomar, tendo em vista que cada uma daquelas telas é uma reação diferente que Neo pode ter enquanto fica cara-a-cara com o Arquiteto.

Brilhantemente, quando Neo toma a decisão de fazer uma pergunta (e não de mostrar o dedo do meio ou ter qualquer outra decisão agressiva) a câmera se aproxima de um dos televisores e entre nele; Isso deixa bem claro o ponto de vista das escolhas e evidencia que tudo é uma questão dessas escolhas, como o próprio Arquiteto diz. Evidencia também o quão ‘armado’ é o mundo da Matrix, justamente por este fato de que a televisão já tinha uma dessas escolhas.

E então, o momento vital do filme:

– Se você for por esta porta, salvará Trinity. Se você for por esta, acabará com a guerra. Escolha bem.

E Neo faz sua escolha. Que resulta em Matrix: Revolutions.

Se você não entendeu alguma coisa sobre o mundo da Matrix, clique aqui e leia o ‘entendendo a Matrix’.

OBS.: Destaque à mulher do cara francês, interpretada pela BELÍSSIMA Monica Bellucci. Você entenderá o porquê.

 


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