Sofazão | Crítica + Entenda Matrix

Matheus Pessôa

  sábado, 17 de novembro de 2012

Sofazão | Crítica + Entenda Matrix

A Martix chega à Sofazão! E, além da crítica, temos algumas possíveis explicações-simples- sobre o filme, que pode ajudar na sua interpretação durante a próxima exibição dele.

Olá, caro internauta supernovístico! Aqui é o Matheus Pessôa e hoje na Sofazão teremos a crítica do lendário Matrix, que (eu sinceramente acredito) quase todo mundo já deve ter visto. Dentro da crítica temos uma parte chamada ‘Entendendo a Matrix’, para você que já viu e quando terminou de ver o filme começou a refletir e… BAM! Não tinha entendido alguma coisa sobre a tão aclamada filosofia do filme. Ali, usamos alguns elementos que estão dentro do filme para explicar alguns conceitos que podem ter escapado de você quando você estava vendo o filme.

Os meus sinceros agradecimentos a Ronaldo D’Arcadia, do FPS (não, não é Firs Person Shooting, e sim Frames Por Segundo) que ajudou a dar alguns retoques nessa matéria-especial?- da Sofazão. Espero que goste da aventura que está prestes a enfrentar! E, por favor, não faça nada de errado, senão eu puxarei o plug.

Matrix- O filme

Matrix é o primeiro filme de uma das melhores trilogias do cinema – de todas que assisti, certamente é uma das mais marcantes. Suas qualidades autorais são claras, e existem diversos motivos que comprovam isso. Eles serão devidamente mencionados aqui.

Matrix (2001) é, acima de tudo, um filme que mostra ao espectador toda a dualidade do universo, seja ele real ou cibernético, explorando as conseqüências imediatas de todas nossas escolhas, sendo elas possíveis ou impossíveis – o filme é bem direto quanto a este aspecto.

A história começa quando Thomas A. Anderson é avisado de que corre grande perigo. Durante anos, ele – um hacker experiente, famoso pelo codinome Neo – esteve à procura de uma resposta para a pergunta que pondera desde o início de sua carreira virtual: ‘O que é a Matrix?’. Por anos, ele procurou aquele que poderia responder sua pergunta (talvez o único que o conseguisse fazer de um modo claro e verdadeiro). Ele procurava por Morpheus. Mas o que Neo não sabia era que, na verdade, ele é quem estava sendo procurado por Morpheus, e também pelos chamados agentes.

A pergunta finalmente é respondida. Em seu primeiro encontro com Neo, Morpheus deixa bem claro que tudo o que ele viverá até aquele determinado momento não continha um pingo sequer de realidade. Ou melhor, aquela era uma verdade perpetrada por máquinas, que tinham como objetivo controlar a raça humana.

Neo sempre teve certeza de que existia algo a mais, algo que fosse além daquele estranho mundo ao seu redor, que parecia errado, artificial. Ele estava certo, e Morpheus abriu seus olhos, revelando para Neo que, de fato, ele viveu sua vida toda na Matrix, um software de alta precisão controlado pelas máquinas, que emula a realidade de maneira completa e complexa, mas que pode ser manipulada por todos “despertos”. E é aí que a jornada começa…

Entendendo a Matrix

Mas o que há fora da Matrix? Há o mundo real, onde Morpheus, Trinity e o resto da nave Nabucodonozor estão. Nessa subsecção da realidade, a humanidade é perseguida de modo implacável pelas chamadas sentinelas, que são agentes robóticos prontos para destruir humanos errantes a todo custo.

Nesta ‘simples’ definição, podemos entender melhor a complexidade da Matrix para recém despertos:

O mundo real é irreal. Ou é real, só que numa visão que faz parte de outra realidade, tornando o mundo que nós consideramos real como algo imaginário, que é apenas criado por máquinas que querem controlar todo o mundo num futuro distante. Esse mundo real se chama Matrix.’ 

E é a partir de um software pirata que todos da resistência humana podem acessar a Matrix, para assim por em ação planos que visam sabotar o sistema, por assim dizer. Na verdade, esse também é outro ponto de destaque: a tentativa de fugir do sistema e acabar com o senso comum.  Esse é um dos maiores objetivos daqueles que estão fora da Matrix, vivendo a realidade dura e árdua, dia após dia.

A razão de Morpheus estar interessado em Neo é porque ele acredita profundamente que o hacker é “O Escolhido”, o homem que será o salvador da raça humana em tempos apocalípticos. Por vezes, no decorrer da história, nos deparamos com alguns diálogos que refutam esta crença de Morpheus, o que deixa a audiência em dúvida em relação ao verdadeiro significado de Neo dentro da trama. Em certo momento, ele diz: “Eu não sou O Escolhido”.

Uma revolução visual

Agora chega de teorias e vamos falar sobre os aspectos técnicos. Definitivamente o universo sem regras da Matrix oferece cenas extremamente divertidas, com lutas cheias de movimentos acrobáticos e golpes que parecem não ter fim. E, é claro, com aquelas roupas pretas com óculos escuros e reluzentes, que só tem a acrescentar no aspecto intimidador dos personagens.

Como destaque absoluto, temos a sequência em que Trinity e Neo invadem o prédio em que Morpheus está sendo mantido refém. Eles atacam os guardas e desencadeiam um tiroteio memorável na trilogia. A bomba que explode todo o andar térreo do prédio surge como uma cereja no bolo nessa grande cena. E logo depois, a parte em que Neo enfrenta um agente e cria simplesmente uma das maiores referências à própria franquia, quando se desvia das balas, naquela cena em que o bullet time é utilizado de modo magnífico. Puro Matrix.

A maioria das cenas de ação segue dessa forma, mas nos momentos ‘mano-a-mano’ o kung fu também é espetacular – por exemplo: Lawrence Fishburne voando em cima de um agente, dando cabeçadas nele (ficou meio estranho, mas OK), mas cara, isso foi muito bom de se ver. E isso enquanto os outros ‘pró-Zion’ (cidade que abriga os humanos fora da Matrix) escapam do recinto. E que tal o golpe Femme Fatale de Trinity logo no início do filme? Sinistro (é a melhor palavra para descrever aquilo).

O mérito por criar um filme tão complexo e ao mesmo tempo tão conciso é dos irmãos Wachowsky – com este primeiro capítulo da trilogia, os diretores levantaram questões instigantes sobre este incrível universo criado. As atuações de qualidade completam o pacote, sendo Laurence Fishburne um dos maiores destaques, se mostrando bem intimidador, uma característica fundamental para seu Morpheus funcionar tão bem.

Enfim, o primeiro longa da trilogia foi com certeza o melhor dos três. Além de apresentar todas as peças de se tabuleiro de maneira consistente, também desenvolveu sua história com muito foco, sempre atento com as ramificações do assunto principal, mas nunca perdendo a linha. É um filme incansável de se assistir e altamente recomendado para aqueles que ainda não o viram.


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