O Voo – Crítica

Eder Augusto de Barros
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  quinta-feira, 07 de fevereiro de 2013

O Voo – Crítica

O Voo ou Flight é um filme dirigido por Robert Zemeckis e tem no elenco nomes como Denzel Washington, John Godman, Don Chandle e Kelly Reilly. O filme chega nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira dia 08 de fevereiro.

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Depois de três filmes seguidos usando a captura de movimentos, Robert Zemeckis volta ao estilo live action (o seu último longa no formato foi O Náufrago). Em O Voo ele tem uma ótima história, um roteiro por vezes óbvio e um Denzel Washington inspirado.

O filme conta a história de Whip (Washington), um piloto de aviação comercial e alcoólatra nas horas vagas. Numa bela manhã de trabalho, depois da bebedeira, o avião que Whip pilotava tem problemas mecânicos e então sua habilidade e destreza é colocada à prova. Mesmo com tudo contra, Whip consegue realizar uma formidável manobra e fazer um pouso forçado com danos mínimos. Porém seu ato de heroísmo é posto à prova quando confrontado com sua condição física no dia do desastre.

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O interessante da história de Flight é que abre uma série de discussões à respeito da situação, e mesmo com a resolução que os roteiristas dão para o personagem de Denzel Washington fica aquela ponta de que poderia ter sido diferente. É um filme que usa bastante da sua ética e senso de julgamento. Dependendo da sua índole o filme pode te trazer satisfações diferentes. Seria o uso de entorpecentes à causa da ótima manobra de Whip? É certo incriminá-lo mesmo quando sua ação salvou centenas de pessoas? Ele deve pagar por algum crime ou é um herói? Essas são só algumas questões que o filme te coloca e não necessariamente te responde, depende do teu ângulo ao analisar a resolução.

O roteiro em certos momentos é tão óbvio que você consegue prever com minutos de antecedência o que vai acontecer à seguir, no entanto não chega à ser uma falha e sim uma intensificação das perguntas que eu coloquei no paragrafo anterior. Acredito que Zemeckis tentou à todo momento fazer um filme que te leva à reflexão do certo e do errado, do justo e do injusto. O óbvio aqui não é defeito, mas não sei se posso classificar como qualidade.

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É suspeito eu tecer muitos elogios à Denzel Washington, ele é meu ator favorito, mas sua atuação é digna de aplausos. O filme é jogado como um fardo nas costas dele, e parece não pesar em nenhum momento, parece brincadeira de criança. Sua indicação para o Oscar de Melhor Ator pelo filme é mais que merecida, e é suspeito outra vez dizer, mas se vencer não será nenhuma surpresa. Sua atuação em momento algum é inferior à Daniel Day-Lewis em Lincoln (o principal concorrente da categoria).

John Godman faz uma participação sensacional ao som de Sympathy for the Devil dos Rolling Stones e protagoniza as cenas de alívio cômico do filme. Don Chandle na média. Destaco a atuação de Kelly Reilly, nunca tinha visto esta ruiva em ação mas ela é ótima, em todos os aspectos. Segurou muito bem a personagem difícil, problemática e sensível que tinha nas mãos.

Um dos melhores filmes da lista de indicados ao Oscar. Te diverte com conteúdo, te faz pensar, e filmes assim são mais interessantes de se ver dos que os que só divertem ou só fazem pensar, o equilíbrio foi crucial para O Voo.

O Voo ou Flight é um filme dirigido por Robert Zemeckis e tem no elenco nomes como Denzel Washington, John Godman, Don Chandle e Kelly Reilly. O filme chega nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira dia 08 de fevereiro.


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