O Legado Bourne – Crítica

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O Legado Bourne chega para ser um 4º elemento no que antes era uma excelente trilogia, porém sem o seu protagonista Jason Bourne (Matt Damon) e sem a direção de Paul Greengrass que fez um grande trabalho nos dois últimos títulos da franquia, A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne respectivamente.


Tony Gilroy, o homem que até então escrevia os roteiros da franquia Bourne, assume a direção do quarto título que traz uma história original e por fora da obra literária de Robert Ludlum. O longa traz um novo personagem, Aaron Cross (Jeremy Renner), um agente que passou pelo mesmo treinamento de Jason Bourne, o misterioso programa Treadstone.

Os projetos Operação Blackbriar e Treadstone foram expostos depois da ações de Jason Bourne em O Ultimato Bourne e o coordenador de todos os agentes especiais da CIA (Edward Norton), decide eliminar todos os agentes do projeto Outcome (similar ao projeto que criou Jason Bourne). O problema é que um deles não é eliminado (Jeremy Renner) e ele começa uma corrida contra o relógio para sobreviver na situação em que se encontra. Tudo isso no meio de uma guerra política que procura frear o vazamento de informações importantes.

Gilroy consegue um ótimo feito ao expandir o universo da franquia, que até então centrada em Jason Bourne. Não há dúvidas que isso é o grande feito do longa, até porque ninguém melhor que Tony Gilroy para fazer isso, já que ele roterizou os outros três filmes. O cara sabia o que estava fazendo.

Mas aí pode estar também o erro. Tony conhecia bem a obra, os seus meios e fins. Faltou arquiterar e dispor corretamente as peças, aliás, faltaram peças para compor esse quebra-cabeças. Faltou estrutura para a história que ele se propôs à contar. História boa, mas simples. Com isso o filme pareceu longo e arrastado demais, ocilando muito de momentos interessantes a diálogos chatos e intermináveis.


Um defeito imperdoável para mim no longa, foi as sequências de ação com uma fotografia “mexida”, confusa, embaralhada, que tirou toda a magia que uma cena de ação precisa ter.

As atuações foram boas, principalmente Jeremy Renner e Edward Norton. O primeiro completamente à vontade no papel, que diga-se de passagem, é a cara dele. Cada vez mais Renner se consolida como um dos grandes atores da sua geração, principalmente nos filmes de ação. Edward Norton não precisa de apresentações, também um dos melhores de sua geração e um dos mais versáteis. Norton está completamente transtornado no papel, e isso é grandioso pois é o que o personagem precisa. Achei o grande destaque do filme sua atuação.

Concluindo, O Legado Bourne é um filme mediano que tinha potencial, elenco e um universo para ser muito melhor. Faltou conhecer à fundo e estruturar o background para contar uma história de forma atrativa ao espectador. Será apenas um adjacente nessa maravilhosa franquia.

The Bourne Legacy ou O Legado Bourne no Brasil, chega as salas nacionais nessa sexta-feira 7 de Setembro, com Jeremy Renner, Rachel Weisz, Edward NortonOscar IsaccAlbert Finney, Joan Allen e Stacy Keach. A direção fica por conta de Tony Gilroy, que foi um dos roteiristas da Trilogia Bourne e também trabalha no roteiro de Thr Bourne Legacy.

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