Nós já vimos 10 minutos de Elysium!

Leandro de Barros

  terça-feira, 09 de abril de 2013

Nós já vimos 10 minutos de Elysium!

Dez minutos de cenas de Elysium foram exibidos para público e imprensa em São Paulo e nós fomos conferir!

Elysium Matt

Na última segunda-feira, dia 8 de Abril (que deve estar marcado aí no seu calendário mental como “ontem”), foi realizado no Cinemark do Metrô Santa Cruz  em São Paulo, um evento especial sobre o filme Elysium, do glorioso Neil Blomkamp, o mesmo diretor do igualmente cheio de glória Distrito 9.

Nesse evento, que o Supernovo foi um dos convidados especiais, foi exibido um trecho de 10 minutos do filme, além de uma grande entrevista coletiva com os atores Wagner Moura (Tropa de Elite) e Alice Braga (Eu Sou a Lenda) e um trailer do longa. Abaixo, você pode conferir os relatos da pequerrucha Roberta Rampinii, que foi lá conferir qual é a parada desse filme.

A primeira cena é do estado da Terra, prédios que parecem desabitados e muitas panorâmicas. A Terra de 2154 é muito marrom e muito cinza, tudo tem cara de sujeira e nada parece inteiro, NADA, escrombo puro. Essas cenas panorâmicas mostram vários pedaços da Terra: descampados, vilas, mas nada que faça muita diferença, afinal é tudo bem cinza e marrom.

Um texo aparece para dizer que a Terra está dividida. A câmera se afasta ao ponto de chegar no espaço. Orbitando perto da Terra está Elysium, uma estação que parece uma estrela com um anel em volta. Tem um ar bem futurista e parece orbitar meio tortinha, caidinha de lado. Mesmo do espaço ela parece limpa e uma imensidão prata.

Corta para a vista de Elysium, no mesmo esquema da Terra. Só que Elysium tem cara de projeto futurista de arquitetos. É toda limpa, tudo parece prata (ou branco) e existem muitas árvores. Cada prédio e jardim parece ter seu lugar, o desenho da cidade é lindo. Um oposto completo da Terra atual.

Uma nave, feia e suja, levanta voa da Terra, aparece Jodie Foster dando ordem para que aquele Agente que apareceu em algumas immagens há alguns dias “libere os misseis”. Os misseis atingem uma das naves e antes que ela chegue em Elysium ela explode. Tudo isso para deixar claro que “naves piratas” são proibidas de entrar em Elysium.

De volta para Terra vemos uma cena de uma fila. Matt Damon (Max) aparece nessa fila onde todos estão sendo revistados. Quando um dos guardas perguntam o que ele tem na mochila, ele responde que é shampoo e materiais para cabelo. Vale lembrar que o personagem é careca. Pela piada os droides o prendem, ele é meio rebelde e por ter reagido é preso.

Max e Fray (Alice Braga) se encontram na enfermaria. Pela conversa dos dois fica bem claro que eles já se conhecem (Alice Braga disse que Max e Fray cresceram em uma mesma “favela” e que em lugares assim todo mundo se conhece).

Max aparece no que parece ser um aeroporto, uma rodoviária, algo do tipo, quando ele chega no terminal um robô bem bizarro aparece para fazer uma leitura dele faz uma leitura dele e dizer que na “ficha” dele está escrito que ele ficou preso por um determinado tempo e que ele é conhecido por ser insolente. Max o responde de maneira sarcástica, o robô oferece algumas pílulas para baixar o batimento cardíaco (as pílulas aparecem na mesa) mas Max rejeita, de novo sendo sarcástico. O robô meio que pergunta se ele quer continuar dando problemas e ele responde que não.

Na cena seguinte, Max aparece em uma espécie de fabrica. Novamente numa fila, ele começa a dar problemas com os droides. Com mais algumas cenas da fabrica fica meio que claro que ele é quem arruma os droides, ou robôs com aparência próxima aos dos robôs policiais.

Em seguida nós podemos ver o chefe dele mandando ele entrar em uma cabine, ele se nega a entrar, meio que desesperado, o chefe, exaltado diz que se ele não entrar vai arrumar outra pessoa que entre. Vários cortes mostram ele preso dentro dessa cabine bem desesperado. Esse processo deve ser o que o deixou doente, ele bate no vidro, pede socorro, parece cair de joelhos e essas encenações de gente se dando mal por envenenamento e afins.

Depois disso, um robô faz uma avaliação dele e diz que ele tem apenas mais 5 dias de vida. Ele encontra um amigo e os dois conversam sobre a situação toda. Os dois vão encontrar o Spider, personagem do Wagner Moura.

Por descrição do próprio Wagner, o Spider é um personagem que faz o trabalho de atravessador, de hacker e etc. Ele aparece em uma sala assim, cheia de fios, objetos conectados e bem com a cara da Terra atual.

Spider diz que só tem um jeito de acabar com tudo isso: eles precisam sequestrar um bilionário, assim eles irão poder roubar dele informações biológicas, essas informações irão salvar TODO o planeta.

Essa milícia aparece se organizando para a missão. Muitas armas meio “feitas a mão” são mostradas no que parece ser o covil do Spider, e principalmente, Max é encaixado no exoesqueleto que vimos nas imagens.  Esse processo é mostrado com vários cortes. Em seguida vemos Max treinando usar o exoesqueleto e mais armas, muitas armas da milícia.

Vemos mais uma vez o bilionário que será sequestrado e a nave onde ele vai viajar (é uma daquelas que estava na porta da Comic-Con no ano passado). Assim começa a perseguição e muito tiroteiro. A milícia consegue fazer a nave cair, mas junto do bilionário estão dois droides seguranças que irão defender seu senhor. A personagem de Jodie Foster é alertada e ela por sua vez avisa aquele Agente, que é interpretado pelo Sharlto Copley. Nesse meio tempo, um droide consegue identificar o Max.

Mais tiro, muito tiro, até que o droide e Max ficam um de frente para o outro. O droide atira primeiro, Max atira em seguida e consegue acertar a bala do droide no meio do caminho, a bala explode bem perto do droide, porém, no que parece ser um tiro duplo, uma segunda bala pega o droide milésimos de segundo depois da primeira e o droide explode.

A milícia consegue chegar até o bilionário e retiram as informações dele. Entre um corte de cenas do Agente, para o Wagner (que acompanha lá do covil) e a milícia em ação eles terminam o serviço e fogem. Wagner diz que ele não tem ideia do que acabaram de fazer.

Aparece Max dizendo para Fray, numa dessas cenas de desespero de filme de ação que irá consertar tudo. Aparece também a menina que faz a filha de Fray numa onda de desespero, mas sem gritos, apenas olhar de medo.

Corta para uma batalha entra Max e o Agente, a nave de Max é abatida e ele cai em Elysium. Mais tiroteiro, parece que dentro de Elysium e o trecho acaba.

Elysium Imagem 02Depois da exibição, os atores Wagner Moura e Alice Braga responderam à algumas perguntas do público e da imprensa presentes no local.

Sobre as dificuldades de atuar em inglês, Wagner Moura disse que, apesar de já falar inglês antes do filme,trabalhar no idioma era bem mais difícil. Porém, o ator afirmou que a trama de Elysium ajudou muito, por se tratar de um filme multicultural, onde os personagens podiam ter sotaque. A globalização do planeta no filme ajudou nesse quesito, já que o próprio Wagner diz que, na sua cabeça, Spider é um brasileiro.

Os dois atores falaram depois sobre as liberdades que tinham dentro do roteiro do filme e a relação deles com o gênero da ficção-científica. Moura disse que Neil Blomkamp é um diretor muito aberto para o improviso dos atores, apesar de que para ele ser mais difícil sair do roteiro por causa da língua. Alice Braga concordou sobre a postura do diretor e ainda adicionou dizendo que o set de filmagens era um lugar muito leve, apesar da carga tensa do filme e que todos tinham liberdade para propor algo. Sobre ficção-científica, Wagner disse que não é exatamente um fissurado no gênero, apesar de gostar muito de filmes como Matrix e Blade Runner. Já Alice, disse que nunca se sentiu atraída por eles, apesar de também adorar Matrix, mas que se empolga bastante quando recebe um roteiro do tipo e que vive recebendo cartas pelo seus trabalhos dentro do gênero.

Elysium Imagem 01Em relação aos seus personagens, Wagner disse que Spider é uma mistura de um revolucionário com um fora da lei, que ele também é um hacker e um atravessador de pessoas. Ele não quer se encaixar no sistema e não pretende fugir para Elysium, fazendo questão de ir contra a situação e não aceitar as coisas como estão na Terra.

Já Alice disse que Fray, sua personagem, conhece Max (Matt Damon) desde a infância e que ela possui uma filha, o que foi um desafio já que, apesar de já ter interpretado outras mães antes, as cenas de Fray com a sua filha são cenas fortes e delicadas.

Sobre as diferenças entre uma produção nacional e uma hollywoodiana, os dois atores disseram que as coisas são mais ou menos as mesmas, só que numa escala maior. Alice disse que as pessoas e o processo são os mesmos, com a diferença que a indústria de Hollywood é maior e os valores investidos em cinema são maiores, por isso a dinâmica e o tempo de produção dos filmes é diferente.  Wagner Moura brincou dizendo que em Hollywood eles tem mais comida e que a comida é boa.

Quando perguntado sobre como seu personagem poderia ser um vilão se ele ajudava as pessoas na Terra, Wagner disse que esse o personagem é complexo e que nem todo mundo é “inteiramente mal ou inteiramente bom”.


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