Imortais – Crítica

  Eder Augusto de Barros  |    quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Imortais conta a história de um rei sanguinário obcecado pela lenda de um arco que ele acredita que o deixará tão poderoso a ponto de derrotar os deuses. Contra ele está Teseu.

O longa já estreou na gringa há algum tempo, no falso-fatídico 11/11/11, e só chega aos cinemas brasileiros na próxima sexta-feira (30), traz o Superman Henry Cavill como o protagonista Teseu, Mickey Rourke (Homem de Ferro 2) como o vilão Rei Hyperion e Freida Pinto como Phaedra (sacerdotisa), tentarei não fazer nenhum spoiler.

Um filme dos mesmos produtores de 300, de uma temática muito parecida a 300, com o mesmo visual de 300, o que mais você esperava? Uma comédia romântica em Nova York com cena rodadas no Central Park? Enfim…

Imortais conta a história de um rei sanguinário obcecado pela lenda de um arco que ele acredita que o deixará tão poderoso a ponto de derrotar os deuses. Contra ele está Teseu. O Rei Hyperion (Mickey Rourke) declarou guerra contra todo o mundo grego e, para reforçar seu exército, ele tentará libertar os Titãs presos por Zeus (Luke Evans) no Monte Tártato.Para detê-lo, Zeus escolhe Teseu (Henry Cavill), um mortal que, com a ajuda de uma bela Sacerdotisa (Freida Pinto), comandará o exército grego nesta batalha épica.

Um longa com orçamento de 75 milhões de doláres, provavelmente rodado inteiro num estúdio verde, e recheado de efeitos especiais, um típico blockbuster para o inverno americano. A história é previsível desde o momento em que você lê quem são os produtores e a sinopse, tal como em Fúria de Titãs, os deuses ficam em segundo plano e o destaque recaí todo sobre Teseu.

Os efeitos especiais do filme são a parte realmente boa de tudo, apesar de eu não gostar daquele visual 300 onde é tudo baseado numa tonalidade de cor, o que acontece também em Imortais, devo admitir que as cenas de combate estão bem feitas, e as cenas do combate entre Deuses e Titãs no Monte Tártato são realmente boas, com efeitos animais, porém, nada além do entretenimento. Fica um vídeo do making of para terem uma ideia:

Mesmo com todo o destaque sobre ele, Henry Cavill não consegue fazer uma grande atuação, é completamente normal e dentro do aceitável. Freida Pinto também fez o de sempre, a coadjuvante bonitinha, tal como em Planeta dos Macacos: A Origem, Mickey Rourke foi o melhor das três atuações, foi um bom badass como o Rei Hyperion, apenas bom.

Se você procura um filme com uma boa história de mitologia grega, com algum suspense, e bem concebida, Imortais não é o seu filme, o grande defeito do longa é a história mais que previsível, aliás, não tem grande história, você só aguarda a porrada começar, claro que há detalhes dignos de um dramalhão mexicano, mas isso não muda o sentimento do filme, queremos mais ação e mais porrada, é isso que você pensa antes, durante e depois, já vá ao cinema com esse intuito pois é isso que será o longa.

Imortais é um bom filme para quem procura um entretenimento visual, é um filme razoável para os que gostam de cinema, uma boas experiência 3D para quem é fã do estilo. Mas fica entre os fracassos de 2011, infelizmente.

Você pode assistir à um trailer clicando aqui, ou conferir um poster do filme aqui.

Imortais (Immortals) é estrelado por Henry Cavill (Superman – O Homem de Aço), Mickey Rourke (Homem de Ferro 2), Freida Pinto (Planeta dos Macacos: A Origem), Luke Evans (Os Três Mosqueteiros), Isabel Lucas (Transformers 2), John Hurt (Harry Potter 7.2) e dirigido por Tarsem Singh (A Cela) e estará nos cinemas nacionais em formato digital e 3D a partir de amanhã (30 de dezembro).


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