Homem de Ferro – Crítica

A Marvel Studios dá o pontapé inicial no seu Universo Cinematográfico em 2008 com Homem de Ferro, estrelado por Robert Downey Jr. e dirigido por Jon Favreau.

E não poderia começar de melhor maneira.

Tony Stark é um gênio, playboy, bilionário e filantropo. Dono de uma empresa que, dentre outras coisas, produz armas, Tony segue os passos do pai tanto no mundo dos negócios, quanto no da engenharia. Até que, ao ser sequestrado, acaba sendo ferido e tendo de usar um reator de energia no lugar do coração para se manter vivo. Numa caverna afegã, Tony Stark produz a sua obra-prima: uma armadura robótica que o transformar no Homem de Ferro.

Homem de Ferro é mais um filme de origem de personagem. Porém, é muito mais do que isso. É um filme que retrata a alma de uma editora e toda a sua linha editorial. Moderno, incrivelmente ambientado e relacionado com o “mundo real”, divertido, empolgante. São alguns dos adjetivos que podemos direcionar para o longa.

O destaque do filme fica para seu roteiro. Não só os seus acontecimentos, como a origem do Homem de Ferro e a sua luta contra o Monge de Ferro, mas como os seus diálogos, a maioria deles improvisados  nos sets de filmagens. Nesse ponto, entra a excelente participação de Robert Downey Jr. no filme.

O ator disse que se entregou de corpo e alma ao papel que tem tanto a ver com ele. Assim como Tony Stark, Downey Jr. já viveu o topo e caiu, tendo sua vida esmiuçada pela opinião pública. Em Homem de Ferro, o ator dá a volta por cima, mostrando todo o talento que possui quando focado. Num paralelo incrível, o gênio displicente Tony Stark se compromete com um projeto e daí nasce o Homem de Ferro; enquanto isso, o ótimo Robert Downey Jr. se compromete com um projeto e daí nasce Tony Stark.

Ao lado de Downey Jr. estão os ótimos Terrence Howard, Jeff Bridges e Gwyneth Paltrow, essa última demonstrando uma incrível química com o protagonista do filme. Como já dito antes, grande parte dos diálogos do filme acabaram sendo improvisados por Downey Jr. e Paltrow nos sets de filmagens, fato que acabou se tornando o símbolo da direção livre de Jon Favreau.

Os efeitos especiais de Homem de Ferro também são algo a se fazer notar. Diferente de em O Incrível Hulk, o herói foi criado com uma verossimilhança ímpar, realmente nos fazendo acreditar que aquela armadura robótica é realmente real e capaz de fazer o seu piloto voar por aí e salvar o mundo nas horas vagas.

Não posso encerrar a crítica sem comentar mais profundamente no trabalho de ambientação do Universo Marvel nos cinemas. Talvez mais do que apresentar o Homem de Ferro, o filme tem como missão apresentar de maneira completa o universo da editora nos quadrinhos, um universo onde herós lutam lado a lado e vivem juntos. Um universo onde Nova York é habitada por vários heróis diferentes, do naipe do Homem-Aranha e do Capitão América.

Essa é a missão do filme: dar o pontapé inicial nesse universo nos cinemas, começar um ambicioso projeto de fazer com que filmes diferentes, com diretores e atores diferentes, façam parte de uma mesma coisa.

Bem, missão cumprida!

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