Crítica – Trasformers 3: O Lado Oculto da Lua

Eder Augusto de Barros
edaummm

  quinta-feira, 30 de junho de 2011

Crítica – Trasformers 3: O Lado Oculto da Lua

Avaliamos a obra de Michael Bay, o terceiro e provavelmente último filme da franquia, e fica a dica, veja em 3D... Filme nota 7, compre pipoca!

Transformers 3: O Lado Oculto da Lua, provavelmente encerra a franquia de altos, baixos e meios. O terceiro filme não é melhor, mas também era impossível ser pior, fica pelo meio do caminho.

Antes do filme vimos trailers de Lanterna Verde e Capitão América: O Primeiro Vingador em 3D, o do Lanterna Verde não pude ver completo, quando entrei no cinema já estava no fim, o do Capitão América, olha, fiquei impressionado com o 3D do trailer, claro que não é um filme como Avatar e Transformers, mas os efeitos de profundidade foram muito bem feitos no Capitão América, vai dar um outro toque ao filme. Bom, vamos ao filme em questão, tentarei evitar, mas, daqui para a frente pode ter algum Spoiler. Essa crítica é escrita à quatro mãos com o @leco90

Michael Bay tentou se redimir da cagada que foi o filme anterior da franquia, conseguiu melhorar, pois quando já se está lá embaixo, a única saída é para cima, Michael encerrou bem, Shia LaBeouf também teve um boa atuação, Josh Duhamel esteve bem também, nada para comprometer, Tyrese Gibson, como sempre, fazendo o dele sem complicar. Rosie? Ah, a Rosie Huntington-Whiteley é só uma modelo, e mulher mais sexy do mundo, segundo publicações, porque como atriz, ela é bem gostosa, e só.

A história é aquela que já tinhamos divulgado: Sam (Shia LaBeouf) está tentando conseguir um emprego, mas seus planos são interrompidos quando ele recebe um novo chamado dos Autobots para salvar o mundo. Dessa vez a ameaça, liderada por Shockwave, remonta à corrida espacial da Guerra Fria entre URSS e EUA e envolvem segredos de estado nunca antes divulgados. Não foge muito disto.

O enredo é um pouco vazio, não sei ao certo explicar, nos primeiros 30 minutos é uma história cadenciada, pouca ação, quase uma trama, não fosse a burrice de Bay ao expor os fatos. De repente ao se aproximar da 1 hora de filme, explode tudo assim na sua cara, de uma vez, uma seuquência de fatos, que para os menos dotados de inteligência fica até difícil assimilar. A maneira como a história foi contada fragilizou um enredo que já não era genial. Nós não somos o tipo de fã que procura filosofia ou genialidade na trama de Transformers. Não há, é uma série criada pra vender bonecos, a única coisa que precisamos é de um pretexto para ver robôs brigarem. Mesmo assim, o filme entrega uma história confusa e as coisas são jogadas na sua cara. Ficamos com a impressão de que, algumas vezes, Michael Bay queria seguir por um lado, mas mudou a direção no meio.

Da parte final em diante são 40 minutos minutos ininterruptos de ação, tiros, 3D, robôs, muitos deles, música, explosões fantásticas, cenas panorâmicas que te jogam dentro da tela, sons também sensacionais, que quando terminar tudo, você ficará com certeza meio tonto. Esta sequência realmente foi ótima, o que era esperado de Bay.

3D de Transformers 3 acho que fica apenas atrás de Avatar, se for ao cinema, nem pense em ver isso 2D, gaste um pouco mais, para não se arrepender depois.

O Lado Oculto da Lua é uma tentativa de apagar a má impressão causada pelo filme anterior. Se o primeiro foi  bem aceitável, o segundo foi uma lástima e a média estava… neutra.  Podemos dizer que o terceiro foi melhor do que o esperado. Nós sempre falamos mal do Michael Bay aqui e, provavelmente, sempre falaremos. Podemos não concordar com muito do que ele faz e como faz, mas ele faz algumas coisas bem feitas. A trilha sonora é excelente. Poderia ter adicionado mais ao filme, pois algumas vezes entra aquela música do Linkin Park mas é rapidamente cortada pra uma outra música, normalmente mais tensa. Lembram que a gente disse que parecia que Bay estava meio confuso sobre a direção tomar? Reflete-se na trilha sonora também. Os efeitos sonoros estão ótimos e altos. MUITO ALTOS.

Vamos separar um parágrafo apenas para comentar da nova adição ao elenco, na função de “Bay Girl” da vez, Rosie Huntington-Whiteley. Nós já dissemos antes: ela não vai ganhar o Oscar. Aliás, tá um pouquinho longe disso, mas sua performance também não foi totalmente horrível. Ela surpreende positivamente AINDA QUE não tenha sido uma Natalie Portman da vida. Não sei o quanto de Carly (sua personagem) é mérito de Rosie ou se Rosie é mérito de Carly. O fato é que a personagem é mesmo adorável e substitui Mikaela muito bem. Enquanto Megan Fox interpretava o sonho colegial, aquela menina que nós sempre queremos, Carly é a mulher da sua vida, aquela que quer você. Sentem a diferença? E, bom, o começo dessa cena aqui é ela subindo uma escada de calcinha, com a câmera um pouco por baixo. Ótima visão, típica da cabeça do Bay.

Temos de comentar outras adições: John Malkovich poderia ter ficado de fora do filme. Foi um alívio cômico pra primeira parte, mas não funcionou tão bem assim. Ele não comprometeu, mas deu a sensação de ter guardado um Bumblebee na garagem e sair todo dia dirigindo um Fiat 147; Patrick Dempsey, de Grey’s Anatomy, interpretou o personagem mais odioso da franquia. Mais que Megatron, mais que Starscream ou Shockwave. Leonard Nimoy, bom, ele é o Spock e faz uma ótima dublagem do Sentinel Prime. Aliás, ele é citado no começo do filme, muito legal.

Os últimos dois pontos que quero citar é que, número 1: como sempre, teve muito mais destaque do que o necessário nos humanos. Caramba, você consegue uma boa história focando nos robôs. A gente perdoa porque ia ficar absurdamente caro. Número 2: a cena dos birdmen ficou boa demais. E pensar que o vôo foi real. Fantástico.

Resumindo, o filme é nota 7, enredo razoável, atuações não comprometidas, ação sensacional, 3D também, trilha sonora muito boa também, diretor burro como sempre, um filme para assistir com pipoca, dá para divertir, Rosie bem gostosa, e foi colocada lá apenas por isso, aproveite para olhar. Destacaria além da ação que já falei, as partes engraçadas, dei muita risada em algumas cenas, por mais incrível que pareça, não vou dizer que o Shia LaBeouf é um ótimo ator digno de Oscar, porque ele não é, mas achei a atuação dele bem boa. Enfim, se for o fim da franquia, conseguiu ao menos sair do poço e encerrar vivo. Não vai ganhar prêmios mas não vai te dar úlcera ao assistir. À menos que você seja um daqueles fãs super-mega-hiper-master-blaster chatos, mas se for, nem aconselho a ir ver. Você não vai ficar satisfeito, não importa o que seja apresentado.

Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Whiteley, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, Kevin Dunn, Julie White, Frances McDormand, John Malkovich, Ken Jeong, Patrick Dempsey, Alan Tudyk, John TurturroLeonard Nimoy estão no longa que tem estréia marcada para 1 de julho em todo o país, ontem começaram as pré-estréias em algumas salas.


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