Abraham Lincoln – O Caçador de Vampiros: Crítica

  Leandro de Barros  |    quinta-feira, 06 de setembro de 2012

Se você busca por um fast food cinematográfico, essa é a sua pedida para o feriadão

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Preparem as estacas e a água benta, amigos, pois Abraham Lincoln – O Caçador de Vampiros estréia amanhã, 7 de setembro, no Brasil. No dia da nossa Independência, o homem que uniu os Estados Unidos está pronto para livrar o seu país da infestação vampírica que o assombrou.

Mas será que o filme é bom? Vamos descobrir.

Com produção de Tim Burton (Alice no País das Maravilhas) e direcção de Timur Bekmambetov (O Procurado), a 20th Century Fox traz ao Brasil o filme Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros, baseado no livro homónimo de Seth Grahame-Smith.

Pelos trailers divulgados, nós podemos esperar um filme com muita ação plástica, efeitos especiais e cenas escuras. Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros possui mais do que isso para oferecer?

Não muito, sinceramente. O roteiro do filme (escrito pelo próprio Seth Grahame-Smith) apresenta uma versão alternativa (ou não, vai saber…) da Guerra Civil Americnaa. Historicamente, a guerra aconteceu entre os Estados Unidos da América (parte norte do país, mais industrializado e menos favorável  à escravidão) e os Estados Confederados da América (parte sul do país, mais latifundiário e escravagista). No longa, essa motivação esconde a verdadeira razão do combate: a tentativa de senhores vampiros de controlar o país.

Na liderança do combate (pelo menos do lado do Norte) está Abraham Lincoln (Benjamim Walker), um caçador de vampiros movido à vingança e com um estiloso machadinho. Enquanto o verdadeiro Lincoln tinha a intenção de abolir a escravatura nos EUA e unir o país (ou não, vai saber…), o Lincoln do filme se preocupa mais em descer a porrada em vampiros. E abolir a escravatura e unir o país, caso dê tempo. Essa mudança de motivação pode ser a maior polêmica do filme, se você decidir levar Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros a sério. A História Americana pode não ser muito conhecida no Brasil, mas depois de ganhar a Guerra de Secessão, Abraham Lincoln pretendia realmente unir o país. Depois de ser assassinato, outros presidentes o sucederam e acabaram por “punir” o Sul do país. Até hoje existe uma diferenciação entre Sul e Norte nos EUA, embora com menos força do que no passado. O filme não ajuda nesse ponto. Todos os sulistas que aparecem no filme são vampiros e escravagistas. A mensagem é clara: os sulistas eram sugadores de vida e senhores dos escravos e Abraham Lincoln representa o vingador que livrou o país desse mal. Vampiros são alegorias na construção de qualquer história e, nesse caso, estão ali para dar um ar mais pop à História Americana. Mas no fim, a mensagem é a mesma.

Mas pulando um pouco essa parte, que talvez não interesse o público nacional, vamos falar mais sobre os pontos positivos do longa: seus efeitos especiais. Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros é um show pirotécnico, com efeitos especiais incríveis e cenas de luta estonteantes. Nesse quesito, não há o que reclamar da produção do filme. Os combates, a produção da época, todo esse lado visual do filme é bem legal de se ver.

Para concluir, Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros é uma pedida para quando você estiver afim de um “fast food” cinematográfico. Não vai acrescentar muita coisa, mas vai encher os olhos facilmente. Se você gosta de filmes assim ou está procurando por algo mais simples para o feriadão, vai gostar bastante deste. Se esse não é o seu caso, tente ver outra coisa.


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