007-Quantum Of Solace

Matheus Pessôa

  sábado, 10 de novembro de 2012

007-Quantum Of Solace

A ação é boa, a história é boa, as atuações são boas. No entanto, é um filme inferior a Casino Royale.

Depois do excelente Casino Royale ,  007-Quantum Of Solace procurava repetir a fórmula que tornou o filme anterior tão surpreendente como foi. Podemos dizer que pode ter sido ‘revolucionário’ até certo ponto, um ponto de virada nos filmes do agente James Bond. E o filme acabou por cumprir esse papel, continuando a história exatamente onde tinha parado.

Na primeira cena, já podemos ter uma amostra do que está por vir. Um Aston Martin novinho em folha transformado em frangalhos, praticamente, pelos milhares de tiros que são disparados pelos bandidos numa perseguição que já engatilha os acontecimentos que estão por vir.

E eu tenho que dizer, foi uma ótima maneira de começar as coisas. Toda essa adrenalina que é liberada logo nos primeiros minutos já gera uma grande expectativa para o restante do filme. E nos primeiros 20 minutos, as cenas mais dinâmicas não param. Depois da perseguição de carro no que parece ser uma descida de uma montanha, uma perseguição a pé pelos telhados das casas de Verona prendem o espectador. E depois disso vem o quê ? Mais uma cena de ação. Desta vez, envolvendo os agentes do M16 e uma possível infiltração dos terroristas que já haviam incomodado Bond no primeiro filme.

Essa infiltração é confirmada prontamente, e Bond fica responsável por descobrir o que está havendo e também os responsáveis por isso. E novamente, vemos a jornada de 007 em busca de respostas para as perguntas que o M16 tem e é pressionado até mesmo pela organização para conseguir resultados plausíveis. É aí que podemos ver a verdadeira face de James Bond, que é um matador de primeira; Numa cena com M, fica explícito que eles não estão satisfeitos com o modo dele lidar com os suspeitos- com as balas de sua arma.

A cena pode ser considerada uma das mais marcantes do filme, porque é quando o agente é posto contra a parede e tem que cumprir as ordens do M16 à risca, de outro modo, más coisas podem lhe acontecer. Então, ele tenta ser mais ‘amistoso’ em suas relações com os sujeitos interligados ao crime. Eu disse tenta. Quando há esse embate, 007 acaba tendo lembranças constantes de Vesper, morta pelas mãos daqueles que ele enfrenta agora, e se acaba se tornando indomável, fazendo de tudo para tentar pegar os responsáveis pelo falecimento de Vesper.

Mas podemos perceber que o espaço amoroso no coração cheio de ódio dele é parcialmente preenchido pela esplêndida Camille Montes. A intérprete da bond girl no filme, Olga Kurylenko, foi inclusive nomeada a alguns prêmios de melhor atriz coadjuvante. Ela tem um papel  muito importante, e um espaço considerável na trama, tendo até mesmo um ‘background’ contado no filme, tendo relações também com o inimigo central do filme, Greene, que tem em mente planos complexos para tomar o petróleo de vários locais do planeta. É mais um inimigo diferente e mais atual na cronologia 007, demonstrando o novo ‘fôlego’ na franquia.

O desenrolar da história é muito bom, e eu gostaria de dar destaque às cenas finais, onde a ação é ininterrupta, praticamente, e dá um desfecho interessante a esse capítulo na vida de James Bond. A ação é boa, a história é boa, as atuações são boas. No entanto, é um filme inferior a Casino Royale.


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